OBRIGADO AMIGOS!
VENHO AQUI AGRADECER A TODOS A PREOCUPAÇÃO QUE MUITOS DEMONSTRARAM TER COM O MEU ESTADO DE SAÚDE ANTES E DURANTE O MEU INTERNAMENTO HOSPITALAR, ASSIM COMO, ACTUALMENTE ESTÁ A DECORRER A MINHA RECUPERAÇÃO.
Á MINHA MULHER E FAMÍLIA, FORCADOS ANTIGOS, ACTUAIS, AMIGOS DO GRUPO ELEMENTOS DE OUTROS GRUPOS ETC.FORAM INCANSAVEIS E DETERMINANTES PARA TER FORÇA, DETERMINAÇÃO E VONTADE PARA ULTRAPASSAR ESTE CAPITULO BEM DIFÍCIL E COMPLICADO DA MINHA VIDA.
POR ISSO O MEU MUITO OBRIGADO!
APROVEITO TAMBÉM PARA DESEJAR RÁPIDAS MELHORAS AO JOÃO TRINCALHETAS”O MENINO D`OURO”, Á AMÁLIA TOUCINHO (ESPOSA DE LUÍS TOUCINHO PESSOA QUE AJUDOU MUITO O GRUPO DE FORCADOS AMADORES DE BEJA DE ANTANHO) E SOFIA ALMODÔVAR ESPOSA DO ACTUAL CABO QUE FOI MAMÃ.
UM ABRAÇO AMIGO A TODOS
NUNO CIRNE
quarta-feira, 24 de novembro de 2010
terça-feira, 16 de novembro de 2010
Texto de final de temporada

Grupo de Forcados Amadores de Beja
Mais uma época, terminou 2010.
Uma época de resultados inconstantes. Mas pegámos 12 touros em quarenta e oito horas, fomos ao Campo Pequeno e pegámos uma média de corridas que, para este ano de crise e menos espectáculos tauromáquicos, nos deixa bem colocados face aos grupos com quem, saudavelmente, disputamos um lugar no mundo dos touros.
Estivemos bem, atrevo-me a dizer, muito bem às vezes, também houve momentos em que as coisas podiam ter estado melhor. É assim, como na vida, se calhar é assim que estão todos os grupos, podemos melhorar mas maus e bons momentos vamos ter sempre.
Podemos melhorar, vamos melhorar.
Foi uma boa temporada. Inevitavelmente tivemos lesões e este é sempre o aspecto mais lamentável de tudo o que nos pode acontecer. O mais importante para este grupo de amigos – amigos antes forcados depois – é a integridade física de quem cá anda connosco. As lesões aparecem sempre e desta vez, ainda que não sendo nada de realmente grave, algumas ainda perduram. É caso do Miguel Lampreia, do Augusto Silva, do José Miguel Falcão e do Rui Saturnino.
Todos vos desejamos melhoras rápidas e permanentes. Dizem os mais velhos que daqui a uns anos, nos dias em que muda o tempo, é que vamos ver o que cá andámos a fazer durante estes anos.
Das primeiras vezes que ouvi isto perguntei: “Mas se soubesse que ia ficar mais tarde com esses joelhos doridos e essas costelas magoadas tinha deixado de ser forcado?”
A resposta é sempre a mesma: “Nem pensar nisso!”
O Rui Saturnino já não se vai fardar. Mas não se foi embora. Nem ele nem nenhum dos outros, estão tão presentes como quando estavam ombro a ombro, connosco, na praça e na arena. Os forcados são forcados até ao fim da sua vida. Não estão ali fisicamente mas ficam eternamente no nosso coração. Estarás sempre ao nosso lado Rui, obrigado por seres quem és!
Fizemos o que há muito não via num grupo tão novo. Nem todos acreditavam que seria possível. Mas foi. Mostrámos que queremos ser um Grupo de Forcados. Eu acho que mostrámos que já somos um Grupo de Forcados.
Este ano começámos um pouco tarde. As Câmaras e as Juntas de Freguesia tiveram dificuldade em apoiar e ficaram por realizar algumas das corridas que estavam programadas. Para o ano não vai ser mais fácil, bem antes pelo contrário, a crise está aí. Mas Portugal tem 900 anos e a Festa Brava umas boas centenas. A crise há-de passar e nós cá vamos estar, no lugar que soubermos merecer.
Cada vez mais nos chegam rapazes que querem começar connosco. Alguns já vingaram com resultados muito positivos. É gratificante ver chegar malta nova. É sinal da nossa vitalidade como Grupo, é sinal que a festa está para durar, é o rasto da falta que fazemos. Ficamos a saber que este trabalho não é em vão e que há quem queira dar continuidade a esta bonita historia, hoje e no futuro, em Beja.
Nem todos conseguem imediatamente. Não desistam. Trabalhem mais, nos treinos. Não é nas corridas que começa a temporada, é nos treinos. Pegar touros exige esforço, físico e mental. Preparem-se fisicamente. Esse é o primeiro passo para se estar à vontade nesta actividade. Não somos jogadores de futebol mas temos de nos sentir bem no nosso corpo.
Este ano pisámos arenas com as quais ainda não contávamos. Ir ao campo Pequeno foi uma honra para nós. Devemos-lo ao nosso estimado amigo Dr. António Raul Brito Paes. A ele e a toda a sua família, com uma palavra especial para a nossa querida Madrinha, os nossos agradecimentos. Muito obrigado por tudo.
Pegar seis touros em Beja, aqui na nossa praça era um sonho que não pensaríamos realizar já este ano. Aconteceu, não foi talvez o melhor espectáculo em que já participamos mas alguma coisa menos conseguida não foi da nossa responsabilidade. Antes pelo contrário. Fomos uma vez, outras se sucederão, aquela é a nossa casa.
Houve dias tristes e dias alegres mas há momentos que ficam para sempre. Só, nós, vimos a partir da arena, o público que nos esperava no Campo Pequeno, que nos arrepiou e comoveu, sabe que isso faz parte das coisas que nunca mais esqueceremos. Por muitas vezes que lá formos aquele foi um momento único e inesquecível. Nós precisamos das pessoas que nos acompanham, não se arrependam de nos seguirem. A vossa presença é preciosa, o vosso apoio é o nono homem que salta connosco para a arena.
Os “antigos” – não me levem a mal chamar-lhes assim – continuam connosco. O tio João, o Tio Ni e todos os outros. Estejam connosco. Nós, mesmo quando não o dizemos, precisamos de vocês. O Grupo não é só quem cá está, somos todos nós, vocês também.
Sabemos que o respeito que tivermos pela memória daquilo que vocês foram, será a consideração que alguém vai ter no futuro por aquilo que nós somos hoje.
Obrigado a todos. Até para o ano, até sempre.
Que Deus nos abençoe TODOS
PARABÉNS AO GRUPO DE BEJA
Um abraço
Manuel Almodôvar
terça-feira, 26 de outubro de 2010
Corrida de Santarém - Por Joaquim Estevens
Santarém – 23 de Outubro de 2010.
Escrevemos este breve apontamento com o coração cheio de alegria e com confiança no futuro. O mundo taurino mostrou em Santarém quanto está vivo e disposto a lutar pela Festa Brava, lotando durante o fim-de-semana como se esperava, a monumental Celestino Graça, para assistir a quatro grandiosos festivais, com grande carácter afirmativo e demonstrador da força da aficion do povo português.
Bem-haja Francisco Moita Flores, que meteu ombros a esta tão nobre e digna iniciativa. Entendemos que é para nós, aficionados do Baixo Alentejo, motivo de grande orgulho, ver um patrício nosso que estudou no antigo Liceu de Beja, dar-se de corpo e alma a uma tão grande manifestação de alcance nacional, e que como ele próprio tão bem escreve no preambulo da sua petição publica, é em defesa da festa brava, em defesa da festa, em defesa dos valores da Terra e da Vida e dos ritos exorcizadores da morte, em defesa dos animais, dos touros, dos cavalos, dos pastores e dos campinos, da economia agrícola e animal associada à festa e ao espectáculo, em nome do progresso com memória e em nome do desenvolvimento sem perder o sentido da história. Obrigado a Francisco Moita Flores, pois acabou de escrever uma página importante na história da tauromaquia nacional, da qual e por certo muito se orgulharão todos os aficionados, que com toda a certeza, não defraudarão as expectativas de se atingir tão depressa quanto possível, o número das 100.000 assinaturas.
Pensamos que o Grupo de Forcados Amadores de Beja, obviamente, se sente orgulhoso de ter participado nesta verdadeira jornada de luta, como se diz, noutras andanças. Participaram nos festivais, 15 grupos de forcados, entre os quais o GFAB, que de forma muito séria, digna e com muito valor, levou o nome e gentes de Beja à cidade escalabitana a qual foi durante dois dias, a capital da tauromaquia nacional. Se por um lado foi importante a participação do GFAB como demonstração do seu empenho em defesa da Festa, por outro lado, julgamos, foi também muito importante, o reconhecimento público do seu prestígio e mérito, o qual se traduziu no convite para integrar o cartaz de tão louvável evento.
Ao forcado Hugo Santana caberia a tarefa de defender e honrar a jaqueta do GFAB: Perante um toiro de quatro anos, da ganadaria João Isidro Reis, que evidenciou bastos sinais de pouca bravura ao longo da lide, o nosso popular e diligente “moldavo”, não conseguiu concretizar o seu intento à primeira tentativa, porquanto o seu oponente lhe fugiu à reunião, não obstante ter citado e recuado apropriadamente. Na segunda tentativa, o toiro investiu com boa pata, pondo a cara correctamente, fechando-se o forcado de forma exemplar que tendo viajado na cabeça do toiro, foi bem ajudado por Rodrigo Chaves, Mauro Lança e Luís Eugénio nas posições respectivas: Miguel Nuno Sampaio, rabejando à maneira e a seu jeito, completou intervenção do Grupo de Forcados Amadores de Beja.
Ao que sabemos, termina aqui para o GFAB, a temporada de 2010, que em nosso entender, teve três marcos importantes para a vida e historial do Grupo: Duas corridas seguidas a pegar seis toiros em solitário, a estreia na Monumental do Campo Pequeno e a participação acima referida na Monumental Celestino Graça em verdadeiro ambiente taurino: Pela vossa prestação ao longo desta época, só podemos estar orgulhosos convosco. Parabéns moços ….e até para o ano!
Um abraço do Joaquim Estevens
Escrevemos este breve apontamento com o coração cheio de alegria e com confiança no futuro. O mundo taurino mostrou em Santarém quanto está vivo e disposto a lutar pela Festa Brava, lotando durante o fim-de-semana como se esperava, a monumental Celestino Graça, para assistir a quatro grandiosos festivais, com grande carácter afirmativo e demonstrador da força da aficion do povo português.
Bem-haja Francisco Moita Flores, que meteu ombros a esta tão nobre e digna iniciativa. Entendemos que é para nós, aficionados do Baixo Alentejo, motivo de grande orgulho, ver um patrício nosso que estudou no antigo Liceu de Beja, dar-se de corpo e alma a uma tão grande manifestação de alcance nacional, e que como ele próprio tão bem escreve no preambulo da sua petição publica, é em defesa da festa brava, em defesa da festa, em defesa dos valores da Terra e da Vida e dos ritos exorcizadores da morte, em defesa dos animais, dos touros, dos cavalos, dos pastores e dos campinos, da economia agrícola e animal associada à festa e ao espectáculo, em nome do progresso com memória e em nome do desenvolvimento sem perder o sentido da história. Obrigado a Francisco Moita Flores, pois acabou de escrever uma página importante na história da tauromaquia nacional, da qual e por certo muito se orgulharão todos os aficionados, que com toda a certeza, não defraudarão as expectativas de se atingir tão depressa quanto possível, o número das 100.000 assinaturas.
Pensamos que o Grupo de Forcados Amadores de Beja, obviamente, se sente orgulhoso de ter participado nesta verdadeira jornada de luta, como se diz, noutras andanças. Participaram nos festivais, 15 grupos de forcados, entre os quais o GFAB, que de forma muito séria, digna e com muito valor, levou o nome e gentes de Beja à cidade escalabitana a qual foi durante dois dias, a capital da tauromaquia nacional. Se por um lado foi importante a participação do GFAB como demonstração do seu empenho em defesa da Festa, por outro lado, julgamos, foi também muito importante, o reconhecimento público do seu prestígio e mérito, o qual se traduziu no convite para integrar o cartaz de tão louvável evento.
Ao forcado Hugo Santana caberia a tarefa de defender e honrar a jaqueta do GFAB: Perante um toiro de quatro anos, da ganadaria João Isidro Reis, que evidenciou bastos sinais de pouca bravura ao longo da lide, o nosso popular e diligente “moldavo”, não conseguiu concretizar o seu intento à primeira tentativa, porquanto o seu oponente lhe fugiu à reunião, não obstante ter citado e recuado apropriadamente. Na segunda tentativa, o toiro investiu com boa pata, pondo a cara correctamente, fechando-se o forcado de forma exemplar que tendo viajado na cabeça do toiro, foi bem ajudado por Rodrigo Chaves, Mauro Lança e Luís Eugénio nas posições respectivas: Miguel Nuno Sampaio, rabejando à maneira e a seu jeito, completou intervenção do Grupo de Forcados Amadores de Beja.
Ao que sabemos, termina aqui para o GFAB, a temporada de 2010, que em nosso entender, teve três marcos importantes para a vida e historial do Grupo: Duas corridas seguidas a pegar seis toiros em solitário, a estreia na Monumental do Campo Pequeno e a participação acima referida na Monumental Celestino Graça em verdadeiro ambiente taurino: Pela vossa prestação ao longo desta época, só podemos estar orgulhosos convosco. Parabéns moços ….e até para o ano!
Um abraço do Joaquim Estevens
segunda-feira, 25 de outubro de 2010
quinta-feira, 21 de outubro de 2010
terça-feira, 19 de outubro de 2010
Festival de Beja - por Joaquim Estevens
3º Festival Taurino a favor da CERCI e do CENTO DE PARILISIA CEREBRAL de BEJA
Fazendo este pequeno apontamento sobre o evento em referência, não podemos deixar de referir que a solidariedade foi a tónica dominante num espectáculo dirigido pelo antigo bandarilheiro, senhor César Marinho, o qual decorreu de forma simpática e alegre, perante um público solidário que bem lotava seguramente mais de três quartos da centenária Varela Corujo.
Após o som do cornetim do majestoso José Henrique (Cornetim do Campo Pequeno), teve início o festival supra, devidamente abrilhantado pela Banda da Sociedade Filarmónica Capricho Bejense: Em praça os cavaleiros de alternativa Luís Rouxinol, Tito Semedo, Sónia Matias, António Brito Paes, os praticantes Miguel Tavares e Maria Mira e o novilheiro Sérgio Palita, acompanhados das respectivas quadrilhas. Pela forcadagem, os grupos de Cascais e Beja, repartiram o cartel. O curro lidado foi gentilmente cedido pelas ganadarias Veiga Teixeira, Brito Paes, Varela Crujo, Santa Maria, Ascensão Vaz, Santiago e Sobral, as quais, tal como todos os intervenientes, de forma generosa e filantrópica se associaram a esta nobre manifestação em prol daqueles cuja sorte lhes foi madrasta: Bem-haja todos. É gratificante verificar que a solidariedade não é palavra vã e que a gente da festa, a gente dos toiros, sempre esteve e estará ao lado das causas nobres, como já bastas vezes tem demonstrado.
Todos os cavaleiros, trajando com indumentária apropriada a festival, estiveram à altura dos seus pergaminhos, desenvolvendo vistosas e agradáveis lides as quais foram amiudadamente sublinhadas com os acordes da música, receberam do público os merecidos aplausos. Como é nosso hábito, foquemo-nos então na prestação do Grupo de Forcados Amadores de Beja.
Com a moral em alta e ostentando admirável brio, pode dizer-se que o GFAB teve uma tarde feliz, com três prestações de muito bom nível, sendo que as duas primeiras são boas promessas e a terceira uma confirmação: O grupo esteve confiado e determinado em qualquer das intervenções, evidenciando rigor e conhecimento.
Ao segundo da tarde, foi Francisco Santos, que executou com valentia uma pega à primeira tentativa num toiro de Santiago. A primeira ajuda de forma correcta e eficiente foi de Rui Saturnino que emocionadamente se despediu destas andanças, dando volta a arena com o forcado da cara e o cavaleiro Tito Semedo.
Por se haver inutilizado o quinto da ordem, da ganadaria Brito Paes e como manda o regulamento, couberam ao Grupo de Beja, os sexto e sétimo da tarde, já que o quarto tocaria em sorte ao novilheiro Sérgio Parrita. Se Francisco Santos esteve bem, também o jovem Francisco Sampaio foi à cara do toiro da ganadaria Varela Crujo, com muita raça e valor, arrancando também ele à primeira tentativa uma pega de boa nota. Álvaro Sampaio, esteve seguro a dar a primeira ajuda, enquanto Rodrigo Chaves e Ricardo Castilho nas segundas, cumpriam acertadamente o seu papel, tal como todo grupo que esteve na perfeição.
A jovem cavaleira praticante Maria Mira, toureou e encantou, levando da Varela Crujo nota positiva, pois mostrou que quer ter lugar no plano taurino nacional, o que certamente, estamos em crer, não demorará muito, tal a sua boa exibição: toureou de forma correcta, deixando a ferragem com sortes vistosas e bem rematadas às quais o público se rendeu aplaudindo devidamente. Encerrou a corrida o GFAB, com a actuação do forcado Ricardo Castilho, que não desprestigiou o seu grupo e os seus antecessores, realizando igualmente à primeira tentativa uma vistosa pega a um toiro de quatro anos da ganadaria Santa Maria. Uma vez mais, Álvaro Sampaio deu a primeira ajuda, também ela de muito bom nível como é seu hábito. Todo o grupo esteve bem, correspondeu e deu boa conta do seu ofício. O cabo Manuel Almodôvar, rabejou de forma eficaz e com precisão.
Dissemos em 2009 e sobre esta realização que a Corrida ou Festival era uma aposta ganha: Podemos reafirmá-lo, já que a aficion de Beja e não só, inscreveu no calendário taurino este evento como uma realidade empenhada e prestigiada, que se quer tenha continuação, tais os nobres fins com que se realiza.
Pensamos que o Grupo de Forcados Amadores de Beja, merece os parabéns e a admiração de todos os aficionados, não só pela sua boa prestação mas também pela forma altruísta como sempre se tem associado a realizações desta natureza.
Na fase final da temporada, despedimo-nos calorosamente e em defesa da Festa Brava, até Santarém: Para lá e até lá …… Sorte moços!
Um abraço do Joaquim Estevens 2010.X.18
Fazendo este pequeno apontamento sobre o evento em referência, não podemos deixar de referir que a solidariedade foi a tónica dominante num espectáculo dirigido pelo antigo bandarilheiro, senhor César Marinho, o qual decorreu de forma simpática e alegre, perante um público solidário que bem lotava seguramente mais de três quartos da centenária Varela Corujo.
Após o som do cornetim do majestoso José Henrique (Cornetim do Campo Pequeno), teve início o festival supra, devidamente abrilhantado pela Banda da Sociedade Filarmónica Capricho Bejense: Em praça os cavaleiros de alternativa Luís Rouxinol, Tito Semedo, Sónia Matias, António Brito Paes, os praticantes Miguel Tavares e Maria Mira e o novilheiro Sérgio Palita, acompanhados das respectivas quadrilhas. Pela forcadagem, os grupos de Cascais e Beja, repartiram o cartel. O curro lidado foi gentilmente cedido pelas ganadarias Veiga Teixeira, Brito Paes, Varela Crujo, Santa Maria, Ascensão Vaz, Santiago e Sobral, as quais, tal como todos os intervenientes, de forma generosa e filantrópica se associaram a esta nobre manifestação em prol daqueles cuja sorte lhes foi madrasta: Bem-haja todos. É gratificante verificar que a solidariedade não é palavra vã e que a gente da festa, a gente dos toiros, sempre esteve e estará ao lado das causas nobres, como já bastas vezes tem demonstrado.
Todos os cavaleiros, trajando com indumentária apropriada a festival, estiveram à altura dos seus pergaminhos, desenvolvendo vistosas e agradáveis lides as quais foram amiudadamente sublinhadas com os acordes da música, receberam do público os merecidos aplausos. Como é nosso hábito, foquemo-nos então na prestação do Grupo de Forcados Amadores de Beja.
Com a moral em alta e ostentando admirável brio, pode dizer-se que o GFAB teve uma tarde feliz, com três prestações de muito bom nível, sendo que as duas primeiras são boas promessas e a terceira uma confirmação: O grupo esteve confiado e determinado em qualquer das intervenções, evidenciando rigor e conhecimento.
Ao segundo da tarde, foi Francisco Santos, que executou com valentia uma pega à primeira tentativa num toiro de Santiago. A primeira ajuda de forma correcta e eficiente foi de Rui Saturnino que emocionadamente se despediu destas andanças, dando volta a arena com o forcado da cara e o cavaleiro Tito Semedo.
Por se haver inutilizado o quinto da ordem, da ganadaria Brito Paes e como manda o regulamento, couberam ao Grupo de Beja, os sexto e sétimo da tarde, já que o quarto tocaria em sorte ao novilheiro Sérgio Parrita. Se Francisco Santos esteve bem, também o jovem Francisco Sampaio foi à cara do toiro da ganadaria Varela Crujo, com muita raça e valor, arrancando também ele à primeira tentativa uma pega de boa nota. Álvaro Sampaio, esteve seguro a dar a primeira ajuda, enquanto Rodrigo Chaves e Ricardo Castilho nas segundas, cumpriam acertadamente o seu papel, tal como todo grupo que esteve na perfeição.
A jovem cavaleira praticante Maria Mira, toureou e encantou, levando da Varela Crujo nota positiva, pois mostrou que quer ter lugar no plano taurino nacional, o que certamente, estamos em crer, não demorará muito, tal a sua boa exibição: toureou de forma correcta, deixando a ferragem com sortes vistosas e bem rematadas às quais o público se rendeu aplaudindo devidamente. Encerrou a corrida o GFAB, com a actuação do forcado Ricardo Castilho, que não desprestigiou o seu grupo e os seus antecessores, realizando igualmente à primeira tentativa uma vistosa pega a um toiro de quatro anos da ganadaria Santa Maria. Uma vez mais, Álvaro Sampaio deu a primeira ajuda, também ela de muito bom nível como é seu hábito. Todo o grupo esteve bem, correspondeu e deu boa conta do seu ofício. O cabo Manuel Almodôvar, rabejou de forma eficaz e com precisão.
Dissemos em 2009 e sobre esta realização que a Corrida ou Festival era uma aposta ganha: Podemos reafirmá-lo, já que a aficion de Beja e não só, inscreveu no calendário taurino este evento como uma realidade empenhada e prestigiada, que se quer tenha continuação, tais os nobres fins com que se realiza.
Pensamos que o Grupo de Forcados Amadores de Beja, merece os parabéns e a admiração de todos os aficionados, não só pela sua boa prestação mas também pela forma altruísta como sempre se tem associado a realizações desta natureza.
Na fase final da temporada, despedimo-nos calorosamente e em defesa da Festa Brava, até Santarém: Para lá e até lá …… Sorte moços!
Um abraço do Joaquim Estevens 2010.X.18
sexta-feira, 15 de outubro de 2010
Fardação
A fardação para a corrida de Sábado vai ser na casa da madrinha, ás 13 :30 h.
Atenção aos atrasos.
Atenção aos atrasos.
terça-feira, 5 de outubro de 2010
quinta-feira, 30 de setembro de 2010
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