Feira Anual de Cuba -2010.
Naquilo que foi uma esforçada organização da Sociedade Filarmónica 1º Dezembro, Bombeiros Voluntários de Cuba e Sporting Clube da mesma (bom seria que o exemplo singrasse), realizou-se na castiça vila de Cuba, aquilo que se fez anunciar como uma grandiosa corrida de toiros, no dia 4 de Setembro, pelas cinco da tarde. Queixavam-se os aficionados que estava muito calor e nós, isso mesmo constatámos: Mas, quem não se lembra que as nocturnas eram praticamente um exclusivo do Campo Pequeno? Era a festa de toiros, vista e vivida intensamente com sol, pó e moscas (como sói dizer-se) em tempos não muito recuados e nem por isso a aficion deixava de aparecer?! Enfim… sinais: algo está a mudar!
Para toiros, em nosso modesto entender, algo anovilhados, já que viram a luz do sol em 2007, da ganadaria Veiga Teixeira, (herdade do Pedrógão – Coruche) alternaram em praça as conhecidas e conceituadas figuras do toureio equestre, Rui Salvador e João Salgueiro e o mais recente cavaleiro de alternativa, o jovem Francisco Palha. No geral, boa apresentação dos cornúpetos, no entanto a evidenciar alguma falta de rim no decorrer das respectivas lides, pena foi, que algum público não entendesse isso, exigindo aos cavaleiros mais ferragem com a aquiescência exagerada dos peões de brega nos capotazos. As pegas estiveram a cargo dos forcados de Cascais e do Grupo de Forcados Amadores de Beja.
Disputaram-se prémios para a melhor lide e para a melhor pega, sendo que no final da corrida, registámos alguma falta de unanimidade quanto à atribuição dos mesmos, quer quanto à melhor lide, entregue a Francisco Palha, quer quanto à melhor pega, distinção entregue ao forcado do GFAB, João Fialho. Não nos cabendo a nós avaliar, parabéns a ambos, já que quer um quer outro, demonstraram vontade e espírito toureiro.
Rui Salvador esteve com boa nota e demonstrou uma vez mais o seu clássico toureio com bons e requintados ferros, particularmente no seu segundo. O cavaleiro de Valada do Ribatejo, facilmente chegou às bancadas, já que nas suas duas actuações, trouxe sempre o toiro ligado ao cavalo, cravando meritoriamente quer em sortes frontais quer ao estribo, não obstante, imprimir por vezes demasiada velocidade às suas montadas. O jovem cavaleiro Francisco Palha, confirmou nesta praça a sua recente alternativa, porquanto executou com brilhantismo duas lides de bom nível que o público justamente aplaudiu e que como atrás se disse, levariam o júri a conceder-lhe o prémio para a melhor lide.
O nosso forcado João Fialho, foi cara no segundo da tarde: Citou bem e fechou-se com valentia, com todo o grupo a ajudar em consonância. Vimos gostosamente Rodrigo Chaves a dar uma primeira de muito bom nível, tal como o Leiria e o Saturnino em “su sítio” e no momento certo: Boa prestação do cabo Manuel Almodôvar a rabejar, concretizando-se assim à primeira tentativa uma pega tecnicamente perfeita, facto que o júri haveria de considerar.
Mau grado e em nossa opinião, coibimo-nos aqui de falar dos desempenhos seguintes, já que quer os forcados da cara, quer as ajudas, estiveram muito longe daquilo que deles se esperava, se tivermos em conta que já noutras ocasiões deram boa conta de si com toiros de outra raça e quilate. Já agora e perdoe-se-nos a franqueza, vimos no quarto e sexto da ordem, um grupo timorato, hesitante e sem convicção, não nos parecendo que os oponentes tivessem mostrado razão para tal. Mal a recuar, mal a ajudar….algo esteve mal….algo será necessário corrigir.
Mas, seguindo o sacro santo princípio de que com os erros e desaires também se aprende, estamos em crer que num futuro próximo todos os fracassos serão redimidos, para que o GFAB possa continuar na senda dos êxitos com tardes e noite de glória como já bastas vezes proporcionou.
Permitimo-nos voltar a lembrar que o sabor amargo das cornadas, o pegar à segunda, à terceira ou à quarta, não pode nunca ser motivo de desânimo e há que acreditar sempre: Na próxima vamos fazer melhor! Força Grupo de Beja!
Pela nossa parte, sempre achámos e continuamos a achar que o Grupo de Forcados Amadores de Beja tem forcados de grande estirpe e valor, capazes de ombrear com todos os seus pares, afirmando-se sempre como até aqui, com muita dignidade e merecedor de respeito, não obstante uma ou outra prestação menos feliz.
E por hoje é tudo, despedimo-nos como sempre: Sorte moços!
Um abraço do Joaquim Estevens 05.Setbº.2010
segunda-feira, 6 de setembro de 2010
sábado, 4 de setembro de 2010
Fardação para a Cuba
A fardação para a corrida de hoje é ás 14 e 30 nos Bombeiros de Cuba.
Atenção aos atrasos!
Atenção aos atrasos!
sexta-feira, 3 de setembro de 2010
"Tu que nos fazes tanta falta"
"Tu que nos fazes tanta falta"

Escrevo estas palavras a pensar em ti, nosso amigo que nos tens faltado...
Para mim pertencer a um grupo de forcados, muito mais do que fazer parte de um grupo de rapazes que se junta para pegar toiros, é acima de tudo pertencer a um forte grupo de amigos! Um amigo é alguem em quem podemos sempre confiar e sabemos estar ao nosso lado nos bons mas acima de tudo nos maus momentos! Como tal, pertencer a Grupo de Forcados é saber que dentro e fora da praça temos outra familia, que quer partilhar conosco as alturas felizes e nunca deixa de nos apoiar nas dificeis!
Temos a sorte de pertencer a esta magifica e grande familia que é o GFAB. Uma familia cada vez maior... Mas de que nos vale ter uma grande familia se quando as coisas começam a correr pior ela nos falta?
Depois de um bom inicio de época, do grande fim-de-semana dos 12 toiros e do tão desejado Campo Pequeno subitamente deixei de ver grande parte da minha familia... Não consigo perceber. Serão as lesões de alguns tão graves que os impeçam de continuar a vir ás corridas? Será que a praia se acaba? Será a crise? Não me parece... Uns porque estão lesionados, outros porque não se fardaram aqui ou ali, outros porque não têm tido tantas oportunidades como gostariam (saibam estes que tem havido bastantes nas ultimas corridas, há que acreditar e lutar por elas) outros por simples comodismo... Para mim a maior parte simplesmente porque se esquece de como gosta ter os seus amigos ao "seu lado" quando lhes toca a eles saltar a trincheira!
Se para a grande mairoia dos grupos ter vinte e poucos forcados prontos para se fradar e mais meia duzia de amigos é uma coisa perfeitamente normal, felizmente que no nosso é algo estranho! Se para uns é a regra para nós é a excepção! Assim gosto de pensar...
Compreendo e considero perfeitamente normal que esporadicamente temos outros compromissos que nos impedem de estar presentes! Normal! Esporadicamente! E sempre depois de conversado com o Cabo, acho eu... Não se é forcado só quando nos apetece! É-se forcado 365 dias por ano, dentro e fora da praça. Quando aparece escrito em qualquer parede do pais em qualquer cartel de qualquer corrida de toiros "Grupo de Forcados Amadores de Beja" é como se lá estivesse cada um dos nossos nomes! Temos por isso a responsabilidade de lá estar presente nem que seja porque os nossos amigos contam conosco! Eu conto com todos voçes! Os toiros pegam-se com técnica, força, determinação, garra, valentia, coragem, entreajuda, humildade... mas acima de tudo com Amizade!
Por isso peço-te que da próxima vez te lembres de todos aqueles que contam contigo!!!
Na fardação durantes aqueles bons momentos de descontração e de convivio, numa simples ajuda no nó da gravata, no simbólico acto de colocar a cinta, ou apenas para que lhe digas "maricas vê se te agarras"...
Na praça, lá em baixo a dares o teu melhor pelo teu amigo e pelo grupo, ou nas bancadas a dar força nem que seja em silencio...
No final da corrida...no jantar... pela noite fora, são também momentos que recordarás para sempre!
Um Grande Abraço
Zé Maria Brito Paes
Escrevo estas palavras a pensar em ti, nosso amigo que nos tens faltado...
Para mim pertencer a um grupo de forcados, muito mais do que fazer parte de um grupo de rapazes que se junta para pegar toiros, é acima de tudo pertencer a um forte grupo de amigos! Um amigo é alguem em quem podemos sempre confiar e sabemos estar ao nosso lado nos bons mas acima de tudo nos maus momentos! Como tal, pertencer a Grupo de Forcados é saber que dentro e fora da praça temos outra familia, que quer partilhar conosco as alturas felizes e nunca deixa de nos apoiar nas dificeis!
Temos a sorte de pertencer a esta magifica e grande familia que é o GFAB. Uma familia cada vez maior... Mas de que nos vale ter uma grande familia se quando as coisas começam a correr pior ela nos falta?
Depois de um bom inicio de época, do grande fim-de-semana dos 12 toiros e do tão desejado Campo Pequeno subitamente deixei de ver grande parte da minha familia... Não consigo perceber. Serão as lesões de alguns tão graves que os impeçam de continuar a vir ás corridas? Será que a praia se acaba? Será a crise? Não me parece... Uns porque estão lesionados, outros porque não se fardaram aqui ou ali, outros porque não têm tido tantas oportunidades como gostariam (saibam estes que tem havido bastantes nas ultimas corridas, há que acreditar e lutar por elas) outros por simples comodismo... Para mim a maior parte simplesmente porque se esquece de como gosta ter os seus amigos ao "seu lado" quando lhes toca a eles saltar a trincheira!
Se para a grande mairoia dos grupos ter vinte e poucos forcados prontos para se fradar e mais meia duzia de amigos é uma coisa perfeitamente normal, felizmente que no nosso é algo estranho! Se para uns é a regra para nós é a excepção! Assim gosto de pensar...
Compreendo e considero perfeitamente normal que esporadicamente temos outros compromissos que nos impedem de estar presentes! Normal! Esporadicamente! E sempre depois de conversado com o Cabo, acho eu... Não se é forcado só quando nos apetece! É-se forcado 365 dias por ano, dentro e fora da praça. Quando aparece escrito em qualquer parede do pais em qualquer cartel de qualquer corrida de toiros "Grupo de Forcados Amadores de Beja" é como se lá estivesse cada um dos nossos nomes! Temos por isso a responsabilidade de lá estar presente nem que seja porque os nossos amigos contam conosco! Eu conto com todos voçes! Os toiros pegam-se com técnica, força, determinação, garra, valentia, coragem, entreajuda, humildade... mas acima de tudo com Amizade!
Por isso peço-te que da próxima vez te lembres de todos aqueles que contam contigo!!!
Na fardação durantes aqueles bons momentos de descontração e de convivio, numa simples ajuda no nó da gravata, no simbólico acto de colocar a cinta, ou apenas para que lhe digas "maricas vê se te agarras"...
Na praça, lá em baixo a dares o teu melhor pelo teu amigo e pelo grupo, ou nas bancadas a dar força nem que seja em silencio...
No final da corrida...no jantar... pela noite fora, são também momentos que recordarás para sempre!
Um Grande Abraço
Zé Maria Brito Paes
quinta-feira, 2 de setembro de 2010
segunda-feira, 30 de agosto de 2010
Fim de Semana taurino - por Joaquim Estevens
Corridas de Lagoa e Garvão – 27 e 28 de Agosto de 2010.
Em noite de noite de intenso calor, actuou em Lagoa, o Grupo de Forcados Amadores de Beja, alternando com o Grupo de Cascais e bem assim com os Académicos de Elvas. Joaquim Bastinhas, Tito Semedo, Marcos Bastinhas e Verónica Cabaço, lidaram toiros de Varela Crujo, que se apresentaram bem compostos e fazendo jus à sua origem: bem rematados de peso, córneas bonitas e no geral, bravura q.b.
Porque o tempo é de férias e escasseia quer para os aficionados quer para o “escriba”, vamos procurar ser breves neste nosso apontamento, relatando aquilo que nos pareceu mais significativo neste fim-de-semana taurino.
Assim em Lagoa e ao terceiro da noite, foi Mauro Lança o forcado que tentou a pega, aquele que, quanto a nós foi o toiro mais complicado da corrida; cheio de força e sentido, arrancando-se sempre com muita pata, exigia atenção e cuidados redobrados às ajudas, que não estiveram no seu melhor. Parece maldição, porquanto já na corrida de 2009, o experiente Mauro Lança, foi também traído por alguma falta de “calo” das ajudas, que nem sempre põem como deveriam a “carne na grelha”. Mauro Lança, esteve sempre bem na cara do toiro, não obstante, as três tentativas falhadas: Concretizou à quarta, com o grupo a tentar redimir-se da fraca prestação do conjunto. Menção especial para o desempenho do forcado Miguel Lampreia.
O último da noite, tocou ao forcado Ricardo Castilho, que esteve em bom nível, citando com técnica e saber, viajou na cabeça do toiro bem fechado aguentando com firmeza os seus derrotes. Na primeira ajuda, eficiente, esteve o António Merino secundado pelos Luíses, Picanço e Eugénio. Miguel Nuno Sampaio, rabejou com estilo. Bom desempenho de todo o grupo neste particular, tendo em nosso modesto entender, sido esta a melhor pega da corrida.
Terminava assim mais uma participação do GFAB, numa corrida em praça desmontável, com assistência a cerca de três quartos, onde os Varela Crujo impuseram a sua força e raça, “brindando” os forcados com algumas mazelas, felizmente ligeiras, próprias do ofício mas que em nada impediram a sua deslocação à aficionada Vila de Garvão, no dia seguinte para mais uma Corrida!
Pelas dezoito horas de Sábado, dia 28 e sob um sol ardente, em praça os cavaleiros Tito Semedo, Ana Batista, Filipe Gonçalves e Verónica Cabaço, tal como o matador Sérgio Parrita. Lidaram-se cinco toiros da ganadaria espanhola Villa Lobillos, anunciados como poderosos. Para as pegas, além do Grupo de Forcados Amadores de Beja, também o grupo de Cascais.
Miguel Nuno Sampaio, saltou à arena para pegar o segundo da tarde, o que viria a concretizar à segunda tentativa, já que da primeira vez, citando bem não recuou da melhor forma, pelo que não conseguiu suster a forte investida do seu oponente: Tendo corrigido eficazmente, executou uma linda pega, bem fechado na cara do toiro, com uma boa primeira ajuda de António Merino. Luís Eugénio e Ricardo Soares, estiveram no ponto, tal como os restantes elementos do grupo que cumpriram com exactidão nos seus lugares, tendo José Maria Brito Paes rabejado com vigor e estilo.
No último da tarde, cabe aqui dizer-se que não entendemos bem a prestação dos peões de brega na colocação do toiro para a pega, fazendo-o deselegantemente e com alguma desfaçatez, de dentro da trincheira e quase por especial favor. Pelas características do toiro, o cabo Manuel Almodôvar, mandou à cara o jovem forcado Guilherme Santos, ajudado por Rodrigo Chaves, com a dupla “Riqui e Leiria” nas segundas. Luís Picanço e os irmãos Brito Paes, seguraram atrás. Guilherme Santos, citando bem, não conseguiu fechar-se devidamente, não obstante todo o grupo ter ajudado de forma correcta. Numa clara demonstração de que o Grupo não pretende recolher louros indevidos, o cabo, pediu e mandou repetir a pega, já que na primeira tentativa o forcado havia saído da córnea do toiro. Nota alta para o cabo, já que nem todos os aficionados se aperceberam do perfeitamente desculpável incidente, demonstrando com a sua postura e atitude que o Grupo de Forcados Amadores de Beja, está na festa dos toiros, com verdade e pela verdade, não se deixando intimidar ou envaidecer com falsos êxitos, por vezes tão tentadores e ali mesmo “à mão de semear”. À segunda tentativa, Guilherme Santos, concretizou com brio, aquilo que já havia prometido quando na primeira vez saltou à praça, com todo o grupo a dar conta do seu papel de forma brilhante.
Entrando-se na recta final da temporada, terceira do GFAB, pensamos que o mesmo tem sabido estar à altura das suas responsabilidades e que não tem de todo, defraudado as expectativas dos seus amigos e aficionados e está ganhando um lugar de relevo junto da crítica taurina. No próximo dia 4 de Setembro, estamos certos, muitos serão os que se deslocarão à simpática e castiça Vila de Cuba, para assistir a uma corrida séria com toiros Veiga Teixeira.
Obviamente, lá estaremos a acompanhar o Grupo de Beja: Para lá e até lá …. Sorte Moços!
Um abraço do Joaquim Estevens 29.08.2010.
Em noite de noite de intenso calor, actuou em Lagoa, o Grupo de Forcados Amadores de Beja, alternando com o Grupo de Cascais e bem assim com os Académicos de Elvas. Joaquim Bastinhas, Tito Semedo, Marcos Bastinhas e Verónica Cabaço, lidaram toiros de Varela Crujo, que se apresentaram bem compostos e fazendo jus à sua origem: bem rematados de peso, córneas bonitas e no geral, bravura q.b.
Porque o tempo é de férias e escasseia quer para os aficionados quer para o “escriba”, vamos procurar ser breves neste nosso apontamento, relatando aquilo que nos pareceu mais significativo neste fim-de-semana taurino.
Assim em Lagoa e ao terceiro da noite, foi Mauro Lança o forcado que tentou a pega, aquele que, quanto a nós foi o toiro mais complicado da corrida; cheio de força e sentido, arrancando-se sempre com muita pata, exigia atenção e cuidados redobrados às ajudas, que não estiveram no seu melhor. Parece maldição, porquanto já na corrida de 2009, o experiente Mauro Lança, foi também traído por alguma falta de “calo” das ajudas, que nem sempre põem como deveriam a “carne na grelha”. Mauro Lança, esteve sempre bem na cara do toiro, não obstante, as três tentativas falhadas: Concretizou à quarta, com o grupo a tentar redimir-se da fraca prestação do conjunto. Menção especial para o desempenho do forcado Miguel Lampreia.
O último da noite, tocou ao forcado Ricardo Castilho, que esteve em bom nível, citando com técnica e saber, viajou na cabeça do toiro bem fechado aguentando com firmeza os seus derrotes. Na primeira ajuda, eficiente, esteve o António Merino secundado pelos Luíses, Picanço e Eugénio. Miguel Nuno Sampaio, rabejou com estilo. Bom desempenho de todo o grupo neste particular, tendo em nosso modesto entender, sido esta a melhor pega da corrida.
Terminava assim mais uma participação do GFAB, numa corrida em praça desmontável, com assistência a cerca de três quartos, onde os Varela Crujo impuseram a sua força e raça, “brindando” os forcados com algumas mazelas, felizmente ligeiras, próprias do ofício mas que em nada impediram a sua deslocação à aficionada Vila de Garvão, no dia seguinte para mais uma Corrida!
Pelas dezoito horas de Sábado, dia 28 e sob um sol ardente, em praça os cavaleiros Tito Semedo, Ana Batista, Filipe Gonçalves e Verónica Cabaço, tal como o matador Sérgio Parrita. Lidaram-se cinco toiros da ganadaria espanhola Villa Lobillos, anunciados como poderosos. Para as pegas, além do Grupo de Forcados Amadores de Beja, também o grupo de Cascais.
Miguel Nuno Sampaio, saltou à arena para pegar o segundo da tarde, o que viria a concretizar à segunda tentativa, já que da primeira vez, citando bem não recuou da melhor forma, pelo que não conseguiu suster a forte investida do seu oponente: Tendo corrigido eficazmente, executou uma linda pega, bem fechado na cara do toiro, com uma boa primeira ajuda de António Merino. Luís Eugénio e Ricardo Soares, estiveram no ponto, tal como os restantes elementos do grupo que cumpriram com exactidão nos seus lugares, tendo José Maria Brito Paes rabejado com vigor e estilo.
No último da tarde, cabe aqui dizer-se que não entendemos bem a prestação dos peões de brega na colocação do toiro para a pega, fazendo-o deselegantemente e com alguma desfaçatez, de dentro da trincheira e quase por especial favor. Pelas características do toiro, o cabo Manuel Almodôvar, mandou à cara o jovem forcado Guilherme Santos, ajudado por Rodrigo Chaves, com a dupla “Riqui e Leiria” nas segundas. Luís Picanço e os irmãos Brito Paes, seguraram atrás. Guilherme Santos, citando bem, não conseguiu fechar-se devidamente, não obstante todo o grupo ter ajudado de forma correcta. Numa clara demonstração de que o Grupo não pretende recolher louros indevidos, o cabo, pediu e mandou repetir a pega, já que na primeira tentativa o forcado havia saído da córnea do toiro. Nota alta para o cabo, já que nem todos os aficionados se aperceberam do perfeitamente desculpável incidente, demonstrando com a sua postura e atitude que o Grupo de Forcados Amadores de Beja, está na festa dos toiros, com verdade e pela verdade, não se deixando intimidar ou envaidecer com falsos êxitos, por vezes tão tentadores e ali mesmo “à mão de semear”. À segunda tentativa, Guilherme Santos, concretizou com brio, aquilo que já havia prometido quando na primeira vez saltou à praça, com todo o grupo a dar conta do seu papel de forma brilhante.
Entrando-se na recta final da temporada, terceira do GFAB, pensamos que o mesmo tem sabido estar à altura das suas responsabilidades e que não tem de todo, defraudado as expectativas dos seus amigos e aficionados e está ganhando um lugar de relevo junto da crítica taurina. No próximo dia 4 de Setembro, estamos certos, muitos serão os que se deslocarão à simpática e castiça Vila de Cuba, para assistir a uma corrida séria com toiros Veiga Teixeira.
Obviamente, lá estaremos a acompanhar o Grupo de Beja: Para lá e até lá …. Sorte Moços!
Um abraço do Joaquim Estevens 29.08.2010.
domingo, 29 de agosto de 2010
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