Elementos

sexta-feira, 27 de novembro de 2009

Entrevista do Nosso Cabo para www.tauromania.com





Neste segundo ano desde o renascimento do Grupo Forcados Amadores de Beja, a Tauromania fez um balanço da temporada, em conversa com o seu Cabo Manuel Almodovar.

Tauromania (T) - Chegámos ao final da temporada. Qual o balanço geral que fazes da época do Grupo de Beja?

Manuel Almodovar (MA) - O ano de 2009 foi para o Grupo de Beja um ano de afirmação. Depois do reavivar do Grupo em 2008, tinha-mos necessariamente que nos afirmar, impunha-se dar um passo em frente e mostrar à aficion que é isto que nós queremos: fazer com que o grupo venha a ter um lugar no mundo dos touros, é esse realmente o nosso objectivo.
Foi também um ano em que entrou muita rapaziada nova, o que é importante para o grupo.
Pegaram-se touros mais sérios, em corridas de mais responsabilidade.
A amizade entre todos os elementos ficou mais forte a união do grupo é cada vez mais uma realidade pois o grupo só tem 2 anos e muitos dos elementos só se conheceram na formação do grupo.
O balanço que faço relativamente à temporada de 2009 do Grupo de Forcados de Beja é sem dúvida positivo.


T - Quais foram os momentos que destacarias?
MA - Entre muitos momentos que nos marcaram e que foram essenciais para o nosso crescimento enquanto Grupo de Forcados, gostaria de destacar o facto de termos pegado com grupos como o Real Grupo de Forcados Amadores de Moura e com o Grupo de Forcados Amadores Académicos de Elvas, grupos com os quais ainda não tínhamos tido a oportunidade de partilhar cartel.
Pegamos em Beja, na que consideramos a nossa Praça, e ao mesmo tempo tivemos o privilégio de compartir cartel com o grupo de Montemor, corrida que nos impôs bastante responsabilidade, mas que também nos proporcionou uma boa tarde de touros.
Já em final de temporada, tivemos a oportunidade de viver um momento único, ao reunir na Praça de Beja antigos e actuais forcados do Grupo, e ao mesmo tempo podermo-nos associar a uma causa solidária da nossa cidade.

T - Em termos estatísticos já tens alguns dados que nos possas dar?

Forcados de caras
Zé Miguel 8 (11 tentativas)
Hugo Santana 6 (7 tentativas)
Mauro Lança 5 (12 tentativas)
Ricardo Castilho 4 (5 tentativas)
João Fialho 4 (7 tentativas)
1ª Ajudas
Álvaro Sampaio 17
Rui Saturnino 10
Jeremias Lencastre e Távora 6
Augusto Silva 6
Rodrigo Chaves 3
Pegaram-se 18 Corridas em 16 Praças de Toiros, num total de 43 Toiros e com uma média de tentativas 1. 8


T - Como analisas o momento geral da tauromaquia?

MA - Na minha perspectiva, o panorama taurino nacional atravessa um bom momento, atestam-no factores como por exemplo o facto de nem a tão falada crise ter conseguido influenciar negativamente o número de espectáculos, que em 2009 se manteve, e onde cada vez mais é notória a aficion dos portugueses, sendo de destacar a forte presença de público de camadas mais jovens.
A crescente aposta das entidades locais na remodelação das Praças existentes, provendo-as de melhores condições, bem como a inclusão de espectáculos tauromáquicos nos programas de feiras e certames, a par de o desenvolvimento do associativismo no sector, são, quanto a mim, elementos que contribuem para o actual momento que atravessa a tauromaquia em Portugal país.


T - Existem actualmente mais de 40 Grupos de Forcados. O que achas desta realidade, é positivo ou negativo?

MA - Grupos a mais é sempre negativo, mas quem somos nós para falar sobre esse tema, sendo que o nosso grupo tem apenas dois anos de existência.
Importante sim é que cada forcado queira zelar pela dignidade, respeito e a tradição da festa brava. Se todos os grupos dignificarem a sua jaqueta acredito que haja lugar para todos.
Está no seio de cada grupo saber respeitar e dignificar a tauromaquia Portuguesa.


T - Como vês o papel da ANGF na Defesa dos Forcados e da Festa? O teu Grupo tem tido um papel activo na associação?

MA - É sempre importante a união entre os forcados e por isso parece-me bastante importante que a associação vá impondo o seu lugar na festa coadjuvando os grupos de forcados, acompanhando-os em várias vertentes e zelando pelo bom desempenho dos mesmos na tauromaquia.
Não, o nosso grupo como é de conhecimento de todos ainda se encontra como pré associado.


T – Sobre a questão das bandarilhas de segurança, qual a tua opinião sobre os 3 protótipos apresentados em Évora?

MA - Todos eles apresentam uma boa solução.
Quanto a mim, o mais importante no meio de toda esta envolvente, é a dificuldade que os empresários, os ganadeiros e até os próprios toureiros têm em aceitar esta mudança.
Com esta iniciativa de Évora pode ser que este ano já se venha a assistir à introdução das novas bandarilhas em alguns espectáculos, que sem dúvida contribuem para maior segurança ao forcado.


T - A internet é hoje uma realidade na vida das pessoas. Mas na Festa ainda parece um pouco afastada. Como vês o papel da Net no futuro da Festa? E como é que o teu Grupo a utiliza actualmente?

MA - A meu ver a Internet está a evoluir a passos largos dentro da tauromaquia. A promoção do mundo dos toiros através da mesma é já uma realidade incontornável, graças a ela existe uma rápida divulgação de todos os espectáculos a realizar em Portugal e além fronteiras, divulgando igualmente notícias, eventos e informação variada sobre festa através de um crescente número de sites, páginas e blogs ligadas a vários intervenientes da festa.
Creio que no contexto de tecnologias de informação em que vivemos, inevitavelmente, a internet assumir-se-á como um meio de excelência para a divulgação da cultura tauromáquica, capaz de à distância de um “click” difundir informação a um universo ilimitado de utilizadores.
Quanto ao nosso grupo, é através de um blog (gfabeja.blogspot.com) que divulgamos todas as nossas actividades, publicamos crónicas, fotografias das corridas e toda a informação que consideramos relevante.

sábado, 21 de novembro de 2009

Texto escrito por o Antigo Cabo Luis Moura


É com o grupo que o Espírito se me Refaz

Sinto que é meu, dei-lhe muito entreguei-me de facto, sinto-o com alma e paixão,
mas... sendo absolutamente verdade, não é tanto assim. Esta análise é um tanto irreal
por quanto, o "Grupo de Forcados Amadores de Beja" é de todos os que em todo o
tempo vestiram aquela jaqueta de ramagens e calção de anta com marca da nobre capital
do baixo Alentejo. Quando um Forcado se farda num grupo ama-o, quando ama, sente-o
como dele. Sem dúvida, o que tanto nos vangloriamos como sendo nosso – o Grupo – é
o mais expressivo estandarte desta região nacional, é o orgulho de todos nós.
Tive a felicidade de pegar touros e de comandar o distinto agrupamento, honrei-me pelo
feito, afinal, é com o grupo que o espírito se me refaz. Por ventura, seguiu-me os passos
em tal responsabilidade o estimado amigo e grande pegador de touros, João Caixinha,
desempenhou funções no comando com enorme dignidade, também ele, se entregou de
alma em coração, por isso, merece de todos nós, da população e dos aficionados em
geral um elevado apreço e estima. Os meus respeitos João.
No anterior dia l0 de Outubro, passamos um enternecedor dia revimo-nos, abraçamo-nos,
Convivemos e matamos saudades, mais... fardamo-nos enfrentámos os "negros",
quero dizer, enfrentaram eles porque o meu desempenho estava destinado na parte de
dentro da trincheira, depois de "galhardamente" me mostrar nas cortesias, se me faço
entender.
Quanto ao espectáculo em si, o festival taurino em beneficência de umas das mais
nobres instituições de caridade portuguesas, a "Cercibeja" decorreu e resultou com uma
extraordinária nobreza, foi um grande feito, como só grandes homens sabem fazer.
Enormes foram todos os artistas, instituições, pessoal de serviço, entidades oficiais e
outros, que eu nem sei dizer quantos e quem foram, todavia não vamos esquecer o
público que aceitou o evento desde a primeira hora. Pena foi que não tivesse esgotado a
lotação
Não é só na arena que há lealdade de cada um para cada outro, além das arenas, há a
sociedade, há o sentimento, há a benemerência, há humanidade e há gosto de gostar de
toda a gente que vive com carências de diversa ordem. Por bem, seja dito.
Porém, devo exaltar o bem organizado jantar, quiçá 300 pessoas sentadas às mesas, as
mesmas que o arrumo mais parecia um jogo de xadrez antes de dar inicio ao jogo, o
colorido dos vestidos das meninas e senhoras presentes destacava-se , as caras bonitas e
alegres, os rasgados sorrisos, enfim, a alegria era geral, o que deu num notório
"glamour".
.Não interessa para o caso o que se comeu, era tudo bom, e pronto! O que sei bem é que
provámos, comemos, repetimos e com vergonha parámos. Pudera!..' Com aqueles
sabores e odores e na companhia de tão bons e queridos amigos, quem sabia parar de
ânimo leve?! Foi muito bom saborear a delícia da convivência e constatar os resultados
positivos que a "Cercibeja" usufruiu. Pior, pior, pior de tudo foi enquanto a parte
vinícola, - viva... viva e taça arriba, hurra... hurra e de novo braços no ar e não terá sido
só isso a complicar, é que para mim havia por diante mais de 200km. de asfalto para
tragar. Pois é, mas tinha que se descobrir a imperfeição da natureza, a inconveniência do
estimulante álcool. Nem tudo pode ser perfeito. Sempre dá mais jeito a água mesmo
cristalina que seja!
Todos os amigos forcados me devem perdoar, mas não resisto em exaltar a qualidade da
mesa que me tocou em sorte, isto, não menosprezando a qualidade de outros que estava distribuídos pelas outras mesas, a considerar: José Pedro Faro, Joaquim Brito Paes, José Aurélio, Carlos Caixinha, José Miguel saturnino, Carlos Patrício Alvares(Chaubet), (antiga gloria do Grupo de Lisboa), Jesus Lourenço(antigo cabo do Grupo de Vila Franca), os dois últimos também era críticos taurino e eu, no entanto, no deixo de acentuar diversas visitas à mesa do “Menino d`ouro”, ou melhor, João Trincalhetas.
De facto, a mesa era de respeito.
Pretendendo ainda, e se quis queres favores, deixar uma palavra de apreço e incentivo ao actual cabo, Manuel Almodôvar. Tenho-o acompanhado mais à distancia do que a corpo presente, devido à natural distancia que nos separa, mesmo assim estou inteirado da mais-valia e capacidade do jovem comandante de homens, que hoje leva o Grupo, estou por dentro das potencialidades, do amor que disponibiliza e à responsabilidade que entretanto assumiu.

Dito isto e sem mais, resta-me desejar os maiores sucessos ao Grupo na generalidade, felicidades, saúde e alegria a todos os familiares e amigos. E como estamos a entrar na quadra natalícia, desejo o melhor para toda a grande família do “Grupo de Forcados Amadores de Beja”, e também que o próximo Ano Novo entre a satisfazer todos os anseios em geral. Estes, são francos e ardentes desejos do vosso amigo


Luís Moura

sexta-feira, 20 de novembro de 2009

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Mensagem de fim de Temporada do Cabo


PALAVRAS DE FIM DE TEMPORADA
Acabou a temporada e graças a deus não foram muitas as lesões, no entanto não posso deixar de lembrar as lesões do João Filaho do Geremias, e do Mauro não podemos igualmente esquecer aqueles que este ano não poderam dar o seu contributo por terem eles também sofrido lesões anteriormente, como é o caso do Gonçalo e do Ruben.
Verificaram-se também lesões que não ocorreram nos touros, mas que igualmente nos bateram à porta, como é o caso do Luís Eugénio (Leiria) e do Miguel Lampreia.
“É assim”, a vida é assim mesmo. No mundo dos forcados tudo conta. A união e a amizade são necessárias e todos fazem falta, fisica e psicologicamente. Todos são importantes à sua maneira e cada um dá o seu contributo.
Foi uma temporada com altos e baixos. A principio um pouco atribulada, e azarada (“talvez”, “por vezes”), mas tudo passou. Gostei, foi muito bom e fico grato por ver que todos remaram para o mesmo lado, no sentido ascendente do nosso grupo. Todos mostraram vontade de querer fazer parte deste projecto e leva-lo em frente. Claro que à partes negativas. Houve pessoas que nos deixaram. A eles quero agradecer tudo o que fizeram por nós. Quero que saibam que irão ficar sempre no nosso coração “amigos para siempre”.
Os motivos para sair do grupo/deixar de ser forcado podem ser vários. Tem haver com a vida de cada um. Há sempre um motivo para sair, assim como uma altura para entrar, e esse é um dos pontos positivos, ter entrado muita gente nova.
A renovação cabe à malta jovem, que bem se destacou este ano, souberam aproveirar as oportunidades que lhe foram dadas.
O futuro só a eles pertence. Devem saber que todos os dias se aprende e nunca se sabe nada. Seguindo este principio torna-se mais simples saber ouvir e o saber ver o que é fundamental para poder aprender sempre mais. Estas são as qualidades de um forcado digno de representar o nosso grupo.
Este ano foi um ano importante para o grupo. Era preciso afirmar tudo que no ano passado se tinha feito. Era importante mostrar a todos que é isto que nós queremos, mostrar aqueles que um dia vestiram a nossa jaqueta que estamos cá para os representar, para dignificar as ramagens do grupo de Beja.

Todos nós somos privilegiados por saber o que viveram estes homens à 30 anos atrás. A eles um bem haja pois proporcionaram-nos um dos melhores momentos da nossa temporada. É uma honra fardarmo-nos ao lado de forcados com tanta qualidade e que tanto deram à forcadagem nacional. Foi um prazer junta-los todos e tentar perceber aquilo que lhes vai no coração. O espirito com que todos estiveram presentes novamente numa arena, mostra que “um forcado, só deixa de ser forcado, no dia em que morre”.

Um grande abraço a eles todos.

Um grande abraço ao Zé Pedro Faro que deu o seu corpo ao manifesto e voltou a honrar a nossa jaqueta.
Um louvor ao nosso cabo fundador, João Caixinha, que voltou a mostrar a sua valentia, coragem, e dedicação, pelo grupo, mesmo que isso lhe custasse uma grande lesão, ao tio João dejeso as melhoras e ofereço um abraço.
Resumindo foi assim a nossa temporada, sem falar da parte técnica, mas essa cabe ao touros e aos forcados e portanto não vale a pena referir.
Quero só deixar umas últimas palavras.

Não chega aquilo que fizemos, temos muito mais pela frente, preparem-se, mentalizem-se e nunca se esqueçam que a palavra chave do nosso grupo é a humildade”.

Desejo a todos os forcados um bom defeso e que Deus os acompanhe a todos .

Um abraço
Manuel Almodôvar

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

Ruedo Ibérico




O nosso grupo está nomeado para "Grupo Revelação" pela Revista Ruedo Ibérico. Para votar é necessário adquirir a revista, e nas primeiras páginas da mesma explica como votar.


domingo, 8 de novembro de 2009

Temporada 2009

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

Crónica do Festival de Beja por Joaquim Estevens

Apontamento referente ao Festival Taurino a favor da Cercibeja
O Grupo de Forcados Amadores de Beja, fazendo jus aquilo que sempre tem sido e será apanágio da gente da festa brava, emprestou com toda a honra e dignidade, o seu nome a uma causa filantrópica e de solidariedade, como foi o magnifico festival a favor da Cercibeja.
Está de parabéns a organização, que teve arte e engenho, para conceber e montar um espectáculo, a todos os títulos, muito simpático e agradável, o qual, tivemos oportunidade de constatar, mereceu do publico aficionado, ganadeiros e artistas, comentários muito positivos e elevadas manifestações de apreço. Pensamos que a aposta está ganha e sem querermos ser demasiado futuristas , ou meter a “foice em seara alheia”, bem pode começar a pensar já na edição de 2010, a qual, certamente poderá contar, uma vez mais, com o Grupo de Forcados Amadores de Beja.
Com uma tarde de Outubro, soalheira e de temperatura muito agradável, estiveram na centenária José Varela Crujo, os cavaleiros de alternativa Francisco Nuncio, Marco José e Filipe Gonçalves, os cavaleiros praticantes, Joana Andrade e Francisco Zenkl e o cavaleiro amador Mateus Prieto. Quanto aos animais lidados e por ordem de saída, foram gentilmente, cedidos pelas ganadarias Lampreia, Santiago, São Martinho, Condessa de Sobral, Lupi e Brito Paes. Da ganadaria Varela Crujo e Irmão veio o jogo de cabrestos.
Todos os cavaleiros tiveram actuações de bom nível e consentâneas com os novilhos / toiros que lhe tocaram em sorte, sendo que todo o curro lidado cumpriu sem desmérito. Francisco Núncio, no seu estilo clássico agradou e Marco José esteve toureiro, lidando e superando com garra e arte um Santiago de quatro anos. O jovem amador, Mateus Prieto, perante um Brito Paes, mostrou vontade e já muito saber, quer a cravar quer a sair, empolgando o publico com toda sua juventude e voluntarismo.
Como o cartaz anunciava, o Grupo de Forcados de Beja, pegava em solitário, recordando as suas velhas glórias: também aqui, o êxito do evento foi nota alta. Velhos e novos, antigos e actuais, estiveram em dia pleno de convívio e camaradagem, que se prolongou noite fora recordando, com saudade, tardes e noites de há três décadas. Na praça, foi bonito e notável, o desconforto de alguns calções e de algumas jaquetas, já que os seus forcados, há muito deixaram os ginásios e frequentam agora “outros treinos”; mas para pegar, lá estavam os mais novos, muito embora, alguns dos antigos não tenham resistido à emoção de saltar à praça.
Ricardo Castilho, entendeu-se com precisão, pegando à primeira tentativa, o novilho toiro de 380 Kg da Ganadaria António Lampreia. O antigo rabejador do Grupo de Beja, João Lira, quiz recordar os tempos de outrora, dispondo-se à função;. Alvaro Sampaio e Jeremias Távora ajudaram a preceito, com a colaboração do veterano Carlos Caixinha , a aparecer no sitio certo. Inspirado, esteve o Cabo Manuel Almodôvar, que quis marcar a sua participação na corrida da melhor forma: Brindando e dedicando às “velhas glórias”, pegou à primeira tentativa, o segundo da tarde, o Santiago: Nota alta para a sua pega; esteve com saber e à vontade. Uma vez mais, de serviço, a ajudar com brilho Alvaro Sampaio e Jeremias Távora e como a pega se completa com o rabejador, o antigo forcado, Joaquim Brito Paes, mostrou que ainda pode dar um jeito. O forcado Hugo Santana, cujas prestações ao longo desta época foram sempre em crescendo, também neste festival não deixaria os seus créditos por mãos alheias: Concretizando à primeira tentativa, mostrou-se confiado e com valor, recebendo de Jeremias Távora uma primeira ajuda de elevado nível, sendo que a dar as segundas estiveram o Alcides Cochilha e o Augusto Silva: Os veteranos António Costa e Luis Brissos, fizeram-nos recordar velhos tempos, sendo precisos e eficazes a fechar o grupo de forma experiente e sabedora.
Uma velha glória da forcadagem nacional, José Pedro Faro, quis ter a sua participação nesta tarde taurina: a ele se juntaram outros do seu tempo; José Lameira, Luis Blé e José Miguel Saturnino. Citando com técnica e galhardia, pegou à segunda tentativa o toiro de 400 Kg Condessa de Sobral. Ajudas de bom nível, dos forcados actuais, Jeremias Távora e Miguel Lampreia.
Não nos cabe a nós fazer promoções e ou distinções, mas, num conjunto existem sempre figuras que se destacam ou marcam um lugar: Na época que agora se encerra, a prestação do forcado José Miguel Falcão, entre outros, foi digna de registo: sempre com muito crer e força de vontade, sempre disponível e às ordens do seu Cabo para tentar resolver qualquer caso mais complicado. O Cabo Manuel Almodôvar, deu ao nosso “Fazinha” o quinto da tarde, tarefa que o forcado executou de pronto e á primeira, com aquele brilho e saber a quem já nos vem habituando. Também aqui os veteranos quiseram fazer a sua “perninha” e aproveitaram para recordar os tempos que já lá vão: Alberto Simões, João Galamba e João Lira, ajudaram a trás, enquanto Alvaro Sampaio e Kika Fonseca cumpriam mais à frente.
Ditou o sorteio que encerrasse o festival um novilho toiro da Ganadaria Brito Paes ,animal de excelente temperamento e bravura, que deu muito boa lide ao jovem cavaleiro Mateus Prieto, o qual cravou vistosos ferros em sortes frontais de bastante agrado do publico. Estava assim a finalizar o Festival Taurino a Favor da Cercibeja. Faltava que se pegasse o último da tarde e aquilo que se pode chamar a cereja em cima do bolo, estava guardado, para o Cabo Fundador do Grupo de Forcados Amadores de Beja: João Marujo Caixinha, dando corpo ao espírito dos veteranos, também ele quis, lembrar a sua experiencia no mundo dos toiros e a sua grande dedicação à forcadagem. Com viva emoção, brindou a pega aos seus netos e a todos os actuais forcados do Grupo de Beja. Citando com o seu característico estilo, concretizou à segunda tentativa, sendo ajudado por Jeremias Távora, Ricardo Soares e João Fialho. A rabejar, Joaquim Brito Paes, fez-nos recordar outros tempos.
Hoje, como há trinta e tal anos, muitos são os amigos que acompanham o grupo: Neste dia, que se quer histórico e de continuação, devemos aqui lembrar alguns amigos nossos, dos mais velhos é evidente, os quais sempre estavam com o grupo de forcados amadores de Beja: lembramos assim, alguns que já partiram….. José Augusto da Silva, Caetano Manteigas, Joaquim Galrito, Januário Amaro Luís, Joaquim Branco, João Ameixa e outros cuja memória nos falha. Felizmente e desse tempo, ainda cá temos o Luis Toucinho, o Amaro Lameira, o Francisco Soares (Cafeteira) e muitos outros que vão aparecendo de vez em quando.
Parabens ao Grupo de Beja e parabéns ao Manuel Almodôvar, quem tem tido arte e engenho para fazer renascer o Grupo de Forcados Amadores de Beja, que com muita simpatia e muita dignidade, tem sido sempre recebido em todo o lado com muito apreço e carinho. Como alguém disse um dia: existe uma grande diferença entre um Grupo e um bando. O Grupo de Forcados Amadores de Beja, para além dum grupo de moços que anda a agarrar toiros, é uma grande família que sabe marcar a diferença e dar o seu contributo e ajuda aos mais necessitados.
Foi agradável rever velhos amigos !
Para os forcados antigos e para os forcados actuais …… Sorte moços:
Um abraço do Joaquim Estevens 11.Out.2009

domingo, 11 de outubro de 2009

terça-feira, 29 de setembro de 2009

Crónica da Corrida de Viana do Alentejo por Joaquim Estevens

Apontamento sobre a Corrida de Viana do Alentejo
É impossível falar de Viana do Alentejo sem falar do majestoso e imponente santuário, implantado nas redondezas da vila, em honra de Nossa Senhora d’Aires: Existem várias lendas ou opiniões sobre as origens deste importante monumento de estilo barroco, que ocupa lugar de destaque no culto Mariano. Fiquemo-nos então, pela história mais recente, a qual nos parece ser a mais conforme com a actualidade, já que, são inúmeros os actuais visitantes ai levados, como então, pela sua fé. Cerca de 1740, grassando no Alentejo uma enorme epidemia de peste, as forças vivas da época e da região, prometeram à Virgem Senhora d’Aires, festividades caso a maleita desaparecesse, o que felizmente veio a acontecer. Debelada a doença e por gratidão à Senhora, realizaram-se festejos e arraiais durante três dias. Rapidamente e por toda a provincía e não só, se propagou a devoção, levando a que a cada ano que passava, maiores fossem os festejos com o consequente incremento, cada vez maior, de actividades mercantis, relacionadas com a envolvente social e económica do meio.
Viana do Alentejo é uma importante região agrícola, sendo a agro pecuária, um importante pilar económico para o concelho: É notório o elevado interesse pelas actividades equestres e tauromáquicas, que se manifesta por todo o concelho ao longo do ano. Assim e como atrás se refere e integrada nas festividades, romaria ou Feira, a que o povo há muito chama da Nossa Senhora d’Aires, realizou-se a 3ª Grande Corrida da Associação Equestre de Viana do Alentejo.
Na tarde de Domingo, com o Outono a pedir meças ao Verão em matéria de temperatura, para lidar seis novilhos / toiros, do ganadeiro Nuno Casquinha (Vila Franca de Xira), apresentaram-se os cavaleiros Luís Rouxinol, Victor Ribeiro e Filipe Gonçalves: Os Grupos de forcados de São Manços, Cuba e Beja, completaram o cartel. Estiveram em disputa dois troféus; respectivamente para a melhor lide e para a melhor pega. O antigo forcado, Agostinho Borges, dirigiu a corrida com saber e precisão.
Pelos cavaleiros, Victor Ribeiro, mereceu o voto favorável do júri: para os forcados essa distinção foi para o grupo de São Mansos. Pensamos que o publico e aficion presentes, aceitaram as decisões dos júris, as quais, não nos compete e nós discutir ou ajuizar.
Para o grupo de Beja, saiu o lote que tocou em sorte ao cavaleiro Filipe Gonçalves, que deu aos toiros a lide apropriada ás características evidenciadas: toureou com emoção e vigor, cravando com alegria em sortes frontais, deu vantagem aos toiros, executando em praça os seus já habituais e discutíveis adornos de equitação tauromáquica. Miguel Nuno Sampaio, que brindou a sua pega ao cabo fundador, João Marujo Caixinha , em dia de aniversário, não foi feliz à primeira tentativa, porquanto, não recuou quanto e como devia, pelo que não conseguiu suster o forte derrote do toiro: Logo de seguida, corrigida a postura e recuando com calma e determinação, bem fechado de braços e pernas, concretizou em segurança, devidamente ajudado por Álvaro Sampaio. Neste particular, houve algumas deficiências nas ajudas, que não primaram por chegar totalmente a tempo: Em nosso modesto entender, achamos que só a forma como Miguel Nuno se fechou, salvou e permitiu a consumação da pega. O cabo Manuel Almodôvar, entendeu, e bem em nossa opinião, testar e confiar aos mais novos a tarefa de ir à cara dos toiros nesta corrida; assim, Eduardo Morcela que já havia feito “uma perninha” com êxito na sua apresentação em Aljustrel, coube a tarefa de pegar o último da tarde, um picarso com o número 208, nascido em 2006. Dada a sua juventude, esteve à frente do toiro, com um misto de timidez, querer e valentia, que lhe permitiu consumar à primeira tentativa uma pega, com uma excelente primeira ajuda de Augusto Silva: Se a Miguel Nuno Sampaio, o grupo não esteve a ajudar no seu melhor, o mesmo não se pode dizer, na pega de Eduardo Morcela, onde a reunião foi pronta, firme e coesa. Em qualquer das pegas, foi vistosa a actuação do forcado António Merino, que rabejou com saber e precisão.
Sob o olhar protector de Nossa Senhora d’Aires, realizou o Grupo de Forcados Amadores de Beja, a sua 17ª Corrida da temporada de 2009: Confessemos sem falsa modéstia, que tal feito é motivo de justificado orgulho e satisfação para todos quantos andam nestas lides e vos acompanham desde a primeira hora. O evento que o Grupo se prepara para realizar e bem assim as razões que o determinam, decerto, muito irão contribuir para cimentar a amizade entre as gerações dos forcados do Grupo de Beja e bem assim mostrar a solidariedade de todos, numa causa tão nobre e humana, como é a Cercibeja.
Para rever amigos de outros tempos e para vos acompanhar como sempre, lá estaremos, “recordando velhas glórias”: Até lá …. E para lá ….. Sorte Moços !Um abraço do Joaquim Estevens. 28.09.2009

Galeria Fotográfica de Viana do Alentejo