domingo, 8 de novembro de 2009
segunda-feira, 12 de outubro de 2009
Crónica do Festival de Beja por Joaquim Estevens
Apontamento referente ao Festival Taurino a favor da Cercibeja
O Grupo de Forcados Amadores de Beja, fazendo jus aquilo que sempre tem sido e será apanágio da gente da festa brava, emprestou com toda a honra e dignidade, o seu nome a uma causa filantrópica e de solidariedade, como foi o magnifico festival a favor da Cercibeja.
Está de parabéns a organização, que teve arte e engenho, para conceber e montar um espectáculo, a todos os títulos, muito simpático e agradável, o qual, tivemos oportunidade de constatar, mereceu do publico aficionado, ganadeiros e artistas, comentários muito positivos e elevadas manifestações de apreço. Pensamos que a aposta está ganha e sem querermos ser demasiado futuristas , ou meter a “foice em seara alheia”, bem pode começar a pensar já na edição de 2010, a qual, certamente poderá contar, uma vez mais, com o Grupo de Forcados Amadores de Beja.
Com uma tarde de Outubro, soalheira e de temperatura muito agradável, estiveram na centenária José Varela Crujo, os cavaleiros de alternativa Francisco Nuncio, Marco José e Filipe Gonçalves, os cavaleiros praticantes, Joana Andrade e Francisco Zenkl e o cavaleiro amador Mateus Prieto. Quanto aos animais lidados e por ordem de saída, foram gentilmente, cedidos pelas ganadarias Lampreia, Santiago, São Martinho, Condessa de Sobral, Lupi e Brito Paes. Da ganadaria Varela Crujo e Irmão veio o jogo de cabrestos.
Todos os cavaleiros tiveram actuações de bom nível e consentâneas com os novilhos / toiros que lhe tocaram em sorte, sendo que todo o curro lidado cumpriu sem desmérito. Francisco Núncio, no seu estilo clássico agradou e Marco José esteve toureiro, lidando e superando com garra e arte um Santiago de quatro anos. O jovem amador, Mateus Prieto, perante um Brito Paes, mostrou vontade e já muito saber, quer a cravar quer a sair, empolgando o publico com toda sua juventude e voluntarismo.
Como o cartaz anunciava, o Grupo de Forcados de Beja, pegava em solitário, recordando as suas velhas glórias: também aqui, o êxito do evento foi nota alta. Velhos e novos, antigos e actuais, estiveram em dia pleno de convívio e camaradagem, que se prolongou noite fora recordando, com saudade, tardes e noites de há três décadas. Na praça, foi bonito e notável, o desconforto de alguns calções e de algumas jaquetas, já que os seus forcados, há muito deixaram os ginásios e frequentam agora “outros treinos”; mas para pegar, lá estavam os mais novos, muito embora, alguns dos antigos não tenham resistido à emoção de saltar à praça.
Ricardo Castilho, entendeu-se com precisão, pegando à primeira tentativa, o novilho toiro de 380 Kg da Ganadaria António Lampreia. O antigo rabejador do Grupo de Beja, João Lira, quiz recordar os tempos de outrora, dispondo-se à função;. Alvaro Sampaio e Jeremias Távora ajudaram a preceito, com a colaboração do veterano Carlos Caixinha , a aparecer no sitio certo. Inspirado, esteve o Cabo Manuel Almodôvar, que quis marcar a sua participação na corrida da melhor forma: Brindando e dedicando às “velhas glórias”, pegou à primeira tentativa, o segundo da tarde, o Santiago: Nota alta para a sua pega; esteve com saber e à vontade. Uma vez mais, de serviço, a ajudar com brilho Alvaro Sampaio e Jeremias Távora e como a pega se completa com o rabejador, o antigo forcado, Joaquim Brito Paes, mostrou que ainda pode dar um jeito. O forcado Hugo Santana, cujas prestações ao longo desta época foram sempre em crescendo, também neste festival não deixaria os seus créditos por mãos alheias: Concretizando à primeira tentativa, mostrou-se confiado e com valor, recebendo de Jeremias Távora uma primeira ajuda de elevado nível, sendo que a dar as segundas estiveram o Alcides Cochilha e o Augusto Silva: Os veteranos António Costa e Luis Brissos, fizeram-nos recordar velhos tempos, sendo precisos e eficazes a fechar o grupo de forma experiente e sabedora.
Uma velha glória da forcadagem nacional, José Pedro Faro, quis ter a sua participação nesta tarde taurina: a ele se juntaram outros do seu tempo; José Lameira, Luis Blé e José Miguel Saturnino. Citando com técnica e galhardia, pegou à segunda tentativa o toiro de 400 Kg Condessa de Sobral. Ajudas de bom nível, dos forcados actuais, Jeremias Távora e Miguel Lampreia.
Não nos cabe a nós fazer promoções e ou distinções, mas, num conjunto existem sempre figuras que se destacam ou marcam um lugar: Na época que agora se encerra, a prestação do forcado José Miguel Falcão, entre outros, foi digna de registo: sempre com muito crer e força de vontade, sempre disponível e às ordens do seu Cabo para tentar resolver qualquer caso mais complicado. O Cabo Manuel Almodôvar, deu ao nosso “Fazinha” o quinto da tarde, tarefa que o forcado executou de pronto e á primeira, com aquele brilho e saber a quem já nos vem habituando. Também aqui os veteranos quiseram fazer a sua “perninha” e aproveitaram para recordar os tempos que já lá vão: Alberto Simões, João Galamba e João Lira, ajudaram a trás, enquanto Alvaro Sampaio e Kika Fonseca cumpriam mais à frente.
Ditou o sorteio que encerrasse o festival um novilho toiro da Ganadaria Brito Paes ,animal de excelente temperamento e bravura, que deu muito boa lide ao jovem cavaleiro Mateus Prieto, o qual cravou vistosos ferros em sortes frontais de bastante agrado do publico. Estava assim a finalizar o Festival Taurino a Favor da Cercibeja. Faltava que se pegasse o último da tarde e aquilo que se pode chamar a cereja em cima do bolo, estava guardado, para o Cabo Fundador do Grupo de Forcados Amadores de Beja: João Marujo Caixinha, dando corpo ao espírito dos veteranos, também ele quis, lembrar a sua experiencia no mundo dos toiros e a sua grande dedicação à forcadagem. Com viva emoção, brindou a pega aos seus netos e a todos os actuais forcados do Grupo de Beja. Citando com o seu característico estilo, concretizou à segunda tentativa, sendo ajudado por Jeremias Távora, Ricardo Soares e João Fialho. A rabejar, Joaquim Brito Paes, fez-nos recordar outros tempos.
Hoje, como há trinta e tal anos, muitos são os amigos que acompanham o grupo: Neste dia, que se quer histórico e de continuação, devemos aqui lembrar alguns amigos nossos, dos mais velhos é evidente, os quais sempre estavam com o grupo de forcados amadores de Beja: lembramos assim, alguns que já partiram….. José Augusto da Silva, Caetano Manteigas, Joaquim Galrito, Januário Amaro Luís, Joaquim Branco, João Ameixa e outros cuja memória nos falha. Felizmente e desse tempo, ainda cá temos o Luis Toucinho, o Amaro Lameira, o Francisco Soares (Cafeteira) e muitos outros que vão aparecendo de vez em quando.
Parabens ao Grupo de Beja e parabéns ao Manuel Almodôvar, quem tem tido arte e engenho para fazer renascer o Grupo de Forcados Amadores de Beja, que com muita simpatia e muita dignidade, tem sido sempre recebido em todo o lado com muito apreço e carinho. Como alguém disse um dia: existe uma grande diferença entre um Grupo e um bando. O Grupo de Forcados Amadores de Beja, para além dum grupo de moços que anda a agarrar toiros, é uma grande família que sabe marcar a diferença e dar o seu contributo e ajuda aos mais necessitados.
Foi agradável rever velhos amigos !
Para os forcados antigos e para os forcados actuais …… Sorte moços:
Um abraço do Joaquim Estevens 11.Out.2009
O Grupo de Forcados Amadores de Beja, fazendo jus aquilo que sempre tem sido e será apanágio da gente da festa brava, emprestou com toda a honra e dignidade, o seu nome a uma causa filantrópica e de solidariedade, como foi o magnifico festival a favor da Cercibeja.
Está de parabéns a organização, que teve arte e engenho, para conceber e montar um espectáculo, a todos os títulos, muito simpático e agradável, o qual, tivemos oportunidade de constatar, mereceu do publico aficionado, ganadeiros e artistas, comentários muito positivos e elevadas manifestações de apreço. Pensamos que a aposta está ganha e sem querermos ser demasiado futuristas , ou meter a “foice em seara alheia”, bem pode começar a pensar já na edição de 2010, a qual, certamente poderá contar, uma vez mais, com o Grupo de Forcados Amadores de Beja.
Com uma tarde de Outubro, soalheira e de temperatura muito agradável, estiveram na centenária José Varela Crujo, os cavaleiros de alternativa Francisco Nuncio, Marco José e Filipe Gonçalves, os cavaleiros praticantes, Joana Andrade e Francisco Zenkl e o cavaleiro amador Mateus Prieto. Quanto aos animais lidados e por ordem de saída, foram gentilmente, cedidos pelas ganadarias Lampreia, Santiago, São Martinho, Condessa de Sobral, Lupi e Brito Paes. Da ganadaria Varela Crujo e Irmão veio o jogo de cabrestos.
Todos os cavaleiros tiveram actuações de bom nível e consentâneas com os novilhos / toiros que lhe tocaram em sorte, sendo que todo o curro lidado cumpriu sem desmérito. Francisco Núncio, no seu estilo clássico agradou e Marco José esteve toureiro, lidando e superando com garra e arte um Santiago de quatro anos. O jovem amador, Mateus Prieto, perante um Brito Paes, mostrou vontade e já muito saber, quer a cravar quer a sair, empolgando o publico com toda sua juventude e voluntarismo.
Como o cartaz anunciava, o Grupo de Forcados de Beja, pegava em solitário, recordando as suas velhas glórias: também aqui, o êxito do evento foi nota alta. Velhos e novos, antigos e actuais, estiveram em dia pleno de convívio e camaradagem, que se prolongou noite fora recordando, com saudade, tardes e noites de há três décadas. Na praça, foi bonito e notável, o desconforto de alguns calções e de algumas jaquetas, já que os seus forcados, há muito deixaram os ginásios e frequentam agora “outros treinos”; mas para pegar, lá estavam os mais novos, muito embora, alguns dos antigos não tenham resistido à emoção de saltar à praça.
Ricardo Castilho, entendeu-se com precisão, pegando à primeira tentativa, o novilho toiro de 380 Kg da Ganadaria António Lampreia. O antigo rabejador do Grupo de Beja, João Lira, quiz recordar os tempos de outrora, dispondo-se à função;. Alvaro Sampaio e Jeremias Távora ajudaram a preceito, com a colaboração do veterano Carlos Caixinha , a aparecer no sitio certo. Inspirado, esteve o Cabo Manuel Almodôvar, que quis marcar a sua participação na corrida da melhor forma: Brindando e dedicando às “velhas glórias”, pegou à primeira tentativa, o segundo da tarde, o Santiago: Nota alta para a sua pega; esteve com saber e à vontade. Uma vez mais, de serviço, a ajudar com brilho Alvaro Sampaio e Jeremias Távora e como a pega se completa com o rabejador, o antigo forcado, Joaquim Brito Paes, mostrou que ainda pode dar um jeito. O forcado Hugo Santana, cujas prestações ao longo desta época foram sempre em crescendo, também neste festival não deixaria os seus créditos por mãos alheias: Concretizando à primeira tentativa, mostrou-se confiado e com valor, recebendo de Jeremias Távora uma primeira ajuda de elevado nível, sendo que a dar as segundas estiveram o Alcides Cochilha e o Augusto Silva: Os veteranos António Costa e Luis Brissos, fizeram-nos recordar velhos tempos, sendo precisos e eficazes a fechar o grupo de forma experiente e sabedora.
Uma velha glória da forcadagem nacional, José Pedro Faro, quis ter a sua participação nesta tarde taurina: a ele se juntaram outros do seu tempo; José Lameira, Luis Blé e José Miguel Saturnino. Citando com técnica e galhardia, pegou à segunda tentativa o toiro de 400 Kg Condessa de Sobral. Ajudas de bom nível, dos forcados actuais, Jeremias Távora e Miguel Lampreia.
Não nos cabe a nós fazer promoções e ou distinções, mas, num conjunto existem sempre figuras que se destacam ou marcam um lugar: Na época que agora se encerra, a prestação do forcado José Miguel Falcão, entre outros, foi digna de registo: sempre com muito crer e força de vontade, sempre disponível e às ordens do seu Cabo para tentar resolver qualquer caso mais complicado. O Cabo Manuel Almodôvar, deu ao nosso “Fazinha” o quinto da tarde, tarefa que o forcado executou de pronto e á primeira, com aquele brilho e saber a quem já nos vem habituando. Também aqui os veteranos quiseram fazer a sua “perninha” e aproveitaram para recordar os tempos que já lá vão: Alberto Simões, João Galamba e João Lira, ajudaram a trás, enquanto Alvaro Sampaio e Kika Fonseca cumpriam mais à frente.
Ditou o sorteio que encerrasse o festival um novilho toiro da Ganadaria Brito Paes ,animal de excelente temperamento e bravura, que deu muito boa lide ao jovem cavaleiro Mateus Prieto, o qual cravou vistosos ferros em sortes frontais de bastante agrado do publico. Estava assim a finalizar o Festival Taurino a Favor da Cercibeja. Faltava que se pegasse o último da tarde e aquilo que se pode chamar a cereja em cima do bolo, estava guardado, para o Cabo Fundador do Grupo de Forcados Amadores de Beja: João Marujo Caixinha, dando corpo ao espírito dos veteranos, também ele quis, lembrar a sua experiencia no mundo dos toiros e a sua grande dedicação à forcadagem. Com viva emoção, brindou a pega aos seus netos e a todos os actuais forcados do Grupo de Beja. Citando com o seu característico estilo, concretizou à segunda tentativa, sendo ajudado por Jeremias Távora, Ricardo Soares e João Fialho. A rabejar, Joaquim Brito Paes, fez-nos recordar outros tempos.
Hoje, como há trinta e tal anos, muitos são os amigos que acompanham o grupo: Neste dia, que se quer histórico e de continuação, devemos aqui lembrar alguns amigos nossos, dos mais velhos é evidente, os quais sempre estavam com o grupo de forcados amadores de Beja: lembramos assim, alguns que já partiram….. José Augusto da Silva, Caetano Manteigas, Joaquim Galrito, Januário Amaro Luís, Joaquim Branco, João Ameixa e outros cuja memória nos falha. Felizmente e desse tempo, ainda cá temos o Luis Toucinho, o Amaro Lameira, o Francisco Soares (Cafeteira) e muitos outros que vão aparecendo de vez em quando.
Parabens ao Grupo de Beja e parabéns ao Manuel Almodôvar, quem tem tido arte e engenho para fazer renascer o Grupo de Forcados Amadores de Beja, que com muita simpatia e muita dignidade, tem sido sempre recebido em todo o lado com muito apreço e carinho. Como alguém disse um dia: existe uma grande diferença entre um Grupo e um bando. O Grupo de Forcados Amadores de Beja, para além dum grupo de moços que anda a agarrar toiros, é uma grande família que sabe marcar a diferença e dar o seu contributo e ajuda aos mais necessitados.
Foi agradável rever velhos amigos !
Para os forcados antigos e para os forcados actuais …… Sorte moços:
Um abraço do Joaquim Estevens 11.Out.2009
domingo, 11 de outubro de 2009
terça-feira, 29 de setembro de 2009
Crónica da Corrida de Viana do Alentejo por Joaquim Estevens
Apontamento sobre a Corrida de Viana do Alentejo
É impossível falar de Viana do Alentejo sem falar do majestoso e imponente santuário, implantado nas redondezas da vila, em honra de Nossa Senhora d’Aires: Existem várias lendas ou opiniões sobre as origens deste importante monumento de estilo barroco, que ocupa lugar de destaque no culto Mariano. Fiquemo-nos então, pela história mais recente, a qual nos parece ser a mais conforme com a actualidade, já que, são inúmeros os actuais visitantes ai levados, como então, pela sua fé. Cerca de 1740, grassando no Alentejo uma enorme epidemia de peste, as forças vivas da época e da região, prometeram à Virgem Senhora d’Aires, festividades caso a maleita desaparecesse, o que felizmente veio a acontecer. Debelada a doença e por gratidão à Senhora, realizaram-se festejos e arraiais durante três dias. Rapidamente e por toda a provincía e não só, se propagou a devoção, levando a que a cada ano que passava, maiores fossem os festejos com o consequente incremento, cada vez maior, de actividades mercantis, relacionadas com a envolvente social e económica do meio.
Viana do Alentejo é uma importante região agrícola, sendo a agro pecuária, um importante pilar económico para o concelho: É notório o elevado interesse pelas actividades equestres e tauromáquicas, que se manifesta por todo o concelho ao longo do ano. Assim e como atrás se refere e integrada nas festividades, romaria ou Feira, a que o povo há muito chama da Nossa Senhora d’Aires, realizou-se a 3ª Grande Corrida da Associação Equestre de Viana do Alentejo.
Na tarde de Domingo, com o Outono a pedir meças ao Verão em matéria de temperatura, para lidar seis novilhos / toiros, do ganadeiro Nuno Casquinha (Vila Franca de Xira), apresentaram-se os cavaleiros Luís Rouxinol, Victor Ribeiro e Filipe Gonçalves: Os Grupos de forcados de São Manços, Cuba e Beja, completaram o cartel. Estiveram em disputa dois troféus; respectivamente para a melhor lide e para a melhor pega. O antigo forcado, Agostinho Borges, dirigiu a corrida com saber e precisão.
Pelos cavaleiros, Victor Ribeiro, mereceu o voto favorável do júri: para os forcados essa distinção foi para o grupo de São Mansos. Pensamos que o publico e aficion presentes, aceitaram as decisões dos júris, as quais, não nos compete e nós discutir ou ajuizar.
Para o grupo de Beja, saiu o lote que tocou em sorte ao cavaleiro Filipe Gonçalves, que deu aos toiros a lide apropriada ás características evidenciadas: toureou com emoção e vigor, cravando com alegria em sortes frontais, deu vantagem aos toiros, executando em praça os seus já habituais e discutíveis adornos de equitação tauromáquica. Miguel Nuno Sampaio, que brindou a sua pega ao cabo fundador, João Marujo Caixinha , em dia de aniversário, não foi feliz à primeira tentativa, porquanto, não recuou quanto e como devia, pelo que não conseguiu suster o forte derrote do toiro: Logo de seguida, corrigida a postura e recuando com calma e determinação, bem fechado de braços e pernas, concretizou em segurança, devidamente ajudado por Álvaro Sampaio. Neste particular, houve algumas deficiências nas ajudas, que não primaram por chegar totalmente a tempo: Em nosso modesto entender, achamos que só a forma como Miguel Nuno se fechou, salvou e permitiu a consumação da pega. O cabo Manuel Almodôvar, entendeu, e bem em nossa opinião, testar e confiar aos mais novos a tarefa de ir à cara dos toiros nesta corrida; assim, Eduardo Morcela que já havia feito “uma perninha” com êxito na sua apresentação em Aljustrel, coube a tarefa de pegar o último da tarde, um picarso com o número 208, nascido em 2006. Dada a sua juventude, esteve à frente do toiro, com um misto de timidez, querer e valentia, que lhe permitiu consumar à primeira tentativa uma pega, com uma excelente primeira ajuda de Augusto Silva: Se a Miguel Nuno Sampaio, o grupo não esteve a ajudar no seu melhor, o mesmo não se pode dizer, na pega de Eduardo Morcela, onde a reunião foi pronta, firme e coesa. Em qualquer das pegas, foi vistosa a actuação do forcado António Merino, que rabejou com saber e precisão.
Sob o olhar protector de Nossa Senhora d’Aires, realizou o Grupo de Forcados Amadores de Beja, a sua 17ª Corrida da temporada de 2009: Confessemos sem falsa modéstia, que tal feito é motivo de justificado orgulho e satisfação para todos quantos andam nestas lides e vos acompanham desde a primeira hora. O evento que o Grupo se prepara para realizar e bem assim as razões que o determinam, decerto, muito irão contribuir para cimentar a amizade entre as gerações dos forcados do Grupo de Beja e bem assim mostrar a solidariedade de todos, numa causa tão nobre e humana, como é a Cercibeja.
Para rever amigos de outros tempos e para vos acompanhar como sempre, lá estaremos, “recordando velhas glórias”: Até lá …. E para lá ….. Sorte Moços !Um abraço do Joaquim Estevens. 28.09.2009
É impossível falar de Viana do Alentejo sem falar do majestoso e imponente santuário, implantado nas redondezas da vila, em honra de Nossa Senhora d’Aires: Existem várias lendas ou opiniões sobre as origens deste importante monumento de estilo barroco, que ocupa lugar de destaque no culto Mariano. Fiquemo-nos então, pela história mais recente, a qual nos parece ser a mais conforme com a actualidade, já que, são inúmeros os actuais visitantes ai levados, como então, pela sua fé. Cerca de 1740, grassando no Alentejo uma enorme epidemia de peste, as forças vivas da época e da região, prometeram à Virgem Senhora d’Aires, festividades caso a maleita desaparecesse, o que felizmente veio a acontecer. Debelada a doença e por gratidão à Senhora, realizaram-se festejos e arraiais durante três dias. Rapidamente e por toda a provincía e não só, se propagou a devoção, levando a que a cada ano que passava, maiores fossem os festejos com o consequente incremento, cada vez maior, de actividades mercantis, relacionadas com a envolvente social e económica do meio.
Viana do Alentejo é uma importante região agrícola, sendo a agro pecuária, um importante pilar económico para o concelho: É notório o elevado interesse pelas actividades equestres e tauromáquicas, que se manifesta por todo o concelho ao longo do ano. Assim e como atrás se refere e integrada nas festividades, romaria ou Feira, a que o povo há muito chama da Nossa Senhora d’Aires, realizou-se a 3ª Grande Corrida da Associação Equestre de Viana do Alentejo.
Na tarde de Domingo, com o Outono a pedir meças ao Verão em matéria de temperatura, para lidar seis novilhos / toiros, do ganadeiro Nuno Casquinha (Vila Franca de Xira), apresentaram-se os cavaleiros Luís Rouxinol, Victor Ribeiro e Filipe Gonçalves: Os Grupos de forcados de São Manços, Cuba e Beja, completaram o cartel. Estiveram em disputa dois troféus; respectivamente para a melhor lide e para a melhor pega. O antigo forcado, Agostinho Borges, dirigiu a corrida com saber e precisão.
Pelos cavaleiros, Victor Ribeiro, mereceu o voto favorável do júri: para os forcados essa distinção foi para o grupo de São Mansos. Pensamos que o publico e aficion presentes, aceitaram as decisões dos júris, as quais, não nos compete e nós discutir ou ajuizar.
Para o grupo de Beja, saiu o lote que tocou em sorte ao cavaleiro Filipe Gonçalves, que deu aos toiros a lide apropriada ás características evidenciadas: toureou com emoção e vigor, cravando com alegria em sortes frontais, deu vantagem aos toiros, executando em praça os seus já habituais e discutíveis adornos de equitação tauromáquica. Miguel Nuno Sampaio, que brindou a sua pega ao cabo fundador, João Marujo Caixinha , em dia de aniversário, não foi feliz à primeira tentativa, porquanto, não recuou quanto e como devia, pelo que não conseguiu suster o forte derrote do toiro: Logo de seguida, corrigida a postura e recuando com calma e determinação, bem fechado de braços e pernas, concretizou em segurança, devidamente ajudado por Álvaro Sampaio. Neste particular, houve algumas deficiências nas ajudas, que não primaram por chegar totalmente a tempo: Em nosso modesto entender, achamos que só a forma como Miguel Nuno se fechou, salvou e permitiu a consumação da pega. O cabo Manuel Almodôvar, entendeu, e bem em nossa opinião, testar e confiar aos mais novos a tarefa de ir à cara dos toiros nesta corrida; assim, Eduardo Morcela que já havia feito “uma perninha” com êxito na sua apresentação em Aljustrel, coube a tarefa de pegar o último da tarde, um picarso com o número 208, nascido em 2006. Dada a sua juventude, esteve à frente do toiro, com um misto de timidez, querer e valentia, que lhe permitiu consumar à primeira tentativa uma pega, com uma excelente primeira ajuda de Augusto Silva: Se a Miguel Nuno Sampaio, o grupo não esteve a ajudar no seu melhor, o mesmo não se pode dizer, na pega de Eduardo Morcela, onde a reunião foi pronta, firme e coesa. Em qualquer das pegas, foi vistosa a actuação do forcado António Merino, que rabejou com saber e precisão.
Sob o olhar protector de Nossa Senhora d’Aires, realizou o Grupo de Forcados Amadores de Beja, a sua 17ª Corrida da temporada de 2009: Confessemos sem falsa modéstia, que tal feito é motivo de justificado orgulho e satisfação para todos quantos andam nestas lides e vos acompanham desde a primeira hora. O evento que o Grupo se prepara para realizar e bem assim as razões que o determinam, decerto, muito irão contribuir para cimentar a amizade entre as gerações dos forcados do Grupo de Beja e bem assim mostrar a solidariedade de todos, numa causa tão nobre e humana, como é a Cercibeja.
Para rever amigos de outros tempos e para vos acompanhar como sempre, lá estaremos, “recordando velhas glórias”: Até lá …. E para lá ….. Sorte Moços !Um abraço do Joaquim Estevens. 28.09.2009
sábado, 26 de setembro de 2009
segunda-feira, 21 de setembro de 2009
Crónica da Corrida de Ferreira
Corrida de Ferreira do Alentejo: Feira Anual 2009.
Em tarde cinzenta e com meia casa forte, o Grupo de Forcados Amadores de Beja, teve actuação meritória e digna de registo. Aos forcados Hugo Santana e José Miguel Falcão coube a missão de pegar, respectivamente, o terceiro e sexto da tarde, lidados pelo cavaleiro Tito Semedo. Saiu à praça um curro da ganadaria espanhola, El Madroñal , composto por animais de três anos, com alguma apresentação, sendo que a bravura e nobreza não era o seu forte. O forcado Hugo Santana, a pegar na sua terra, concretizou à primeira tentativa uma pega com bastante valor técnico: esteve com à vontade e saber, fazendo jus ao valor e aptidão que vem demonstrando. Hugo Santana, o nosso popular “moldavo”, é o exemplo fiel da determinação e querer: Pela forma como tem evoluído e pela sua postura, estamos convictos, que a este forcado serão atribuídas cada vez mais responsabilidades.
A José Miguel Falcão, aquele forcado com alma e valor que este ano já teve por missão, dobrar com êxito alguns colegas, tocou em sorte, seguramente, o pior animal do lote: manso e desde cedo refugiado em tábuas, não permitiu ao cavaleiro qualquer brilho, procurando a todo o transe sair de lide. Se Tito Semedo, pouco ou nada conseguiu perante um opositor sem casta e abastardado, também ao nosso “Fazinha” lhe foi recusada aquela pega alegre e vistosa que dele se esperava; refugiado, colado à trincheira, nada respondeu aos vários sites do forcado e bem assim às tentativas de capote para sair ou ser colocado em sorte. A matéria prima era deficiente, pelo que José Miguel Falcão, teve que ensaiar uma pega que se pode chamar de recurso : Em sorte sesgada e com ajudas carregadas consumou com êxito.
Em qualquer das prestações, o grupo esteve coeso com realce para as primeiras ajudas de Alvaro Sampaio a Hugo Santana e de Augusto Silva a José Falcão. No final da corrrida foi notório o semblante de satisfação e alegria em todo o Grupo de Forcados Amadores de Beja. Esta corrida foi a todos os níveis uma excelente jornada, parecendo-nos que todos os elementos do grupo recuperaram força anímica e confiança para superar eventuais dificuldades que possam surgir neste final de época.
Avizinham-se duas corridas, com significados bem distintos para o Grupo: Viana do Alentejo, pela competição que se espera entre grupos e Beja pela particularidade de pegar seis toiros em solitário, na presença de grande número de antigos forcados do Grupo de Beja. Estamos certos que o Cabo Manuel Almodôvar, terá arte e engenho à altura de fechar com a chave de ouro, o segundo ano de vida do renovado Grupo de Forcados Amadores de Beja.
Agora que a época se aproxima do seu terminus e pelo que vimos ao longo destes dois anos, podemos afirmar que o Cabo Manuel Almodôvar e os rapazes do Grupo de Forcados Amadores de Beja, podem justamente aspirar a outros patamares mais elevados, porquanto, o caminho que têm trilhado sempre foi marcado com dignidade e humildade, predicados, infelizmente tantas e tantas vezes esquecidos.
O historial de um grupo é feito de corrida a corrida na conjugação perfeita de todos os seus elementos, quer na arena, quer na trincheira, quer na bancada, e tal como já aqui várias vezes temos referido, não há corridas fáceis ou de pouca responsabilidade e todos os elementos são importantes e a todos compete honrar com dignidade e nobreza , quer na praça quer fora dela, a jaqueta do Grupo de Forcados Amadores de Beja, o qual, se pretende continue a ser uma família e uma escola de valores.
Porque vivemos intensamente este espírito fraterno, sem o qual, dificilmente nos entenderíamos, acompanhar-vos-emos até Viana do Alentejo, implorando a Nossa Senhora D’Aires, para lá e até lá ……Sorte Moços ! Um abraço do Joaquim Estevens !
Em tarde cinzenta e com meia casa forte, o Grupo de Forcados Amadores de Beja, teve actuação meritória e digna de registo. Aos forcados Hugo Santana e José Miguel Falcão coube a missão de pegar, respectivamente, o terceiro e sexto da tarde, lidados pelo cavaleiro Tito Semedo. Saiu à praça um curro da ganadaria espanhola, El Madroñal , composto por animais de três anos, com alguma apresentação, sendo que a bravura e nobreza não era o seu forte. O forcado Hugo Santana, a pegar na sua terra, concretizou à primeira tentativa uma pega com bastante valor técnico: esteve com à vontade e saber, fazendo jus ao valor e aptidão que vem demonstrando. Hugo Santana, o nosso popular “moldavo”, é o exemplo fiel da determinação e querer: Pela forma como tem evoluído e pela sua postura, estamos convictos, que a este forcado serão atribuídas cada vez mais responsabilidades.
A José Miguel Falcão, aquele forcado com alma e valor que este ano já teve por missão, dobrar com êxito alguns colegas, tocou em sorte, seguramente, o pior animal do lote: manso e desde cedo refugiado em tábuas, não permitiu ao cavaleiro qualquer brilho, procurando a todo o transe sair de lide. Se Tito Semedo, pouco ou nada conseguiu perante um opositor sem casta e abastardado, também ao nosso “Fazinha” lhe foi recusada aquela pega alegre e vistosa que dele se esperava; refugiado, colado à trincheira, nada respondeu aos vários sites do forcado e bem assim às tentativas de capote para sair ou ser colocado em sorte. A matéria prima era deficiente, pelo que José Miguel Falcão, teve que ensaiar uma pega que se pode chamar de recurso : Em sorte sesgada e com ajudas carregadas consumou com êxito.
Em qualquer das prestações, o grupo esteve coeso com realce para as primeiras ajudas de Alvaro Sampaio a Hugo Santana e de Augusto Silva a José Falcão. No final da corrrida foi notório o semblante de satisfação e alegria em todo o Grupo de Forcados Amadores de Beja. Esta corrida foi a todos os níveis uma excelente jornada, parecendo-nos que todos os elementos do grupo recuperaram força anímica e confiança para superar eventuais dificuldades que possam surgir neste final de época.
Avizinham-se duas corridas, com significados bem distintos para o Grupo: Viana do Alentejo, pela competição que se espera entre grupos e Beja pela particularidade de pegar seis toiros em solitário, na presença de grande número de antigos forcados do Grupo de Beja. Estamos certos que o Cabo Manuel Almodôvar, terá arte e engenho à altura de fechar com a chave de ouro, o segundo ano de vida do renovado Grupo de Forcados Amadores de Beja.
Agora que a época se aproxima do seu terminus e pelo que vimos ao longo destes dois anos, podemos afirmar que o Cabo Manuel Almodôvar e os rapazes do Grupo de Forcados Amadores de Beja, podem justamente aspirar a outros patamares mais elevados, porquanto, o caminho que têm trilhado sempre foi marcado com dignidade e humildade, predicados, infelizmente tantas e tantas vezes esquecidos.
O historial de um grupo é feito de corrida a corrida na conjugação perfeita de todos os seus elementos, quer na arena, quer na trincheira, quer na bancada, e tal como já aqui várias vezes temos referido, não há corridas fáceis ou de pouca responsabilidade e todos os elementos são importantes e a todos compete honrar com dignidade e nobreza , quer na praça quer fora dela, a jaqueta do Grupo de Forcados Amadores de Beja, o qual, se pretende continue a ser uma família e uma escola de valores.
Porque vivemos intensamente este espírito fraterno, sem o qual, dificilmente nos entenderíamos, acompanhar-vos-emos até Viana do Alentejo, implorando a Nossa Senhora D’Aires, para lá e até lá ……Sorte Moços ! Um abraço do Joaquim Estevens !
domingo, 20 de setembro de 2009
segunda-feira, 14 de setembro de 2009
Elementos do Grupo de Beja em Aljustrel
Foi no passado dia 12 de Setembro, no Festival Taurino a favor dos Bombeiros Voluntários de Aljustrel, onde se lidaram seis toiros da Ganadaria S. Marco. Para quatro dos mesmo esteve em praça uma selecção de Forcados do Alentejo. Capitaneados por o forcado Rui Saturnino um elemento do nosso grupo. Também nesta tarde em representação do Grupo de Beja estiveram os forcados, António Merino, Francisco Silva (Nito), Diogo Brito Paes, Eduardo Murcela e Miguel Sampaio.
Para o quinto toiro da tarde pegou o nosso forcado Eduardo Murcela à primeira tentativa, com uma primeira do Rui Saturnino que nesta tarde representava a função de cabo. Para o sexto toiro da tarde pegou o Miguel Sampaio, apenas à terceira tentativa devido às condições do piso que impediram que ele recuasse.
Os restantes elementos do grupo desempenharam funções nas ajudas e também a rabejar.
Para o quinto toiro da tarde pegou o nosso forcado Eduardo Murcela à primeira tentativa, com uma primeira do Rui Saturnino que nesta tarde representava a função de cabo. Para o sexto toiro da tarde pegou o Miguel Sampaio, apenas à terceira tentativa devido às condições do piso que impediram que ele recuasse.
Os restantes elementos do grupo desempenharam funções nas ajudas e também a rabejar.
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