Elementos

terça-feira, 29 de setembro de 2009

sábado, 26 de setembro de 2009

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

Crónica da Corrida de Ferreira

Corrida de Ferreira do Alentejo: Feira Anual 2009.
Em tarde cinzenta e com meia casa forte, o Grupo de Forcados Amadores de Beja, teve actuação meritória e digna de registo. Aos forcados Hugo Santana e José Miguel Falcão coube a missão de pegar, respectivamente, o terceiro e sexto da tarde, lidados pelo cavaleiro Tito Semedo. Saiu à praça um curro da ganadaria espanhola, El Madroñal , composto por animais de três anos, com alguma apresentação, sendo que a bravura e nobreza não era o seu forte. O forcado Hugo Santana, a pegar na sua terra, concretizou à primeira tentativa uma pega com bastante valor técnico: esteve com à vontade e saber, fazendo jus ao valor e aptidão que vem demonstrando. Hugo Santana, o nosso popular “moldavo”, é o exemplo fiel da determinação e querer: Pela forma como tem evoluído e pela sua postura, estamos convictos, que a este forcado serão atribuídas cada vez mais responsabilidades.
A José Miguel Falcão, aquele forcado com alma e valor que este ano já teve por missão, dobrar com êxito alguns colegas, tocou em sorte, seguramente, o pior animal do lote: manso e desde cedo refugiado em tábuas, não permitiu ao cavaleiro qualquer brilho, procurando a todo o transe sair de lide. Se Tito Semedo, pouco ou nada conseguiu perante um opositor sem casta e abastardado, também ao nosso “Fazinha” lhe foi recusada aquela pega alegre e vistosa que dele se esperava; refugiado, colado à trincheira, nada respondeu aos vários sites do forcado e bem assim às tentativas de capote para sair ou ser colocado em sorte. A matéria prima era deficiente, pelo que José Miguel Falcão, teve que ensaiar uma pega que se pode chamar de recurso : Em sorte sesgada e com ajudas carregadas consumou com êxito.
Em qualquer das prestações, o grupo esteve coeso com realce para as primeiras ajudas de Alvaro Sampaio a Hugo Santana e de Augusto Silva a José Falcão. No final da corrrida foi notório o semblante de satisfação e alegria em todo o Grupo de Forcados Amadores de Beja. Esta corrida foi a todos os níveis uma excelente jornada, parecendo-nos que todos os elementos do grupo recuperaram força anímica e confiança para superar eventuais dificuldades que possam surgir neste final de época.
Avizinham-se duas corridas, com significados bem distintos para o Grupo: Viana do Alentejo, pela competição que se espera entre grupos e Beja pela particularidade de pegar seis toiros em solitário, na presença de grande número de antigos forcados do Grupo de Beja. Estamos certos que o Cabo Manuel Almodôvar, terá arte e engenho à altura de fechar com a chave de ouro, o segundo ano de vida do renovado Grupo de Forcados Amadores de Beja.
Agora que a época se aproxima do seu terminus e pelo que vimos ao longo destes dois anos, podemos afirmar que o Cabo Manuel Almodôvar e os rapazes do Grupo de Forcados Amadores de Beja, podem justamente aspirar a outros patamares mais elevados, porquanto, o caminho que têm trilhado sempre foi marcado com dignidade e humildade, predicados, infelizmente tantas e tantas vezes esquecidos.
O historial de um grupo é feito de corrida a corrida na conjugação perfeita de todos os seus elementos, quer na arena, quer na trincheira, quer na bancada, e tal como já aqui várias vezes temos referido, não há corridas fáceis ou de pouca responsabilidade e todos os elementos são importantes e a todos compete honrar com dignidade e nobreza , quer na praça quer fora dela, a jaqueta do Grupo de Forcados Amadores de Beja, o qual, se pretende continue a ser uma família e uma escola de valores.
Porque vivemos intensamente este espírito fraterno, sem o qual, dificilmente nos entenderíamos, acompanhar-vos-emos até Viana do Alentejo, implorando a Nossa Senhora D’Aires, para lá e até lá ……Sorte Moços ! Um abraço do Joaquim Estevens !

domingo, 20 de setembro de 2009

Fotos de Ferreira

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

Festival de Aljustrel

Elementos do Grupo de Beja em Aljustrel

Foi no passado dia 12 de Setembro, no Festival Taurino a favor dos Bombeiros Voluntários de Aljustrel, onde se lidaram seis toiros da Ganadaria S. Marco. Para quatro dos mesmo esteve em praça uma selecção de Forcados do Alentejo. Capitaneados por o forcado Rui Saturnino um elemento do nosso grupo. Também nesta tarde em representação do Grupo de Beja estiveram os forcados, António Merino, Francisco Silva (Nito), Diogo Brito Paes, Eduardo Murcela e Miguel Sampaio.
Para o quinto toiro da tarde pegou o nosso forcado Eduardo Murcela à primeira tentativa, com uma primeira do Rui Saturnino que nesta tarde representava a função de cabo. Para o sexto toiro da tarde pegou o Miguel Sampaio, apenas à terceira tentativa devido às condições do piso que impediram que ele recuasse.
Os restantes elementos do grupo desempenharam funções nas ajudas e também a rabejar.

terça-feira, 8 de setembro de 2009

A Amizade pode ser como uma Árvore

Existem pessoas nas nossas vidas que nos deixam felizes pelo simples facto de existir, de cruzarem o nosso caminho. Algumas percorrem uma verdadeira maratona a nosso lado, vendo o nascer do sol, a lua, etc… Outras apenas vemos entre um passo e outro. A todas elas chamamos de amigos. Há muitos tipos de amigos, é verdade!!!
Talvez cada folha de um “chaparro” caracterize um deles. Os primeiros que nascem, são o Pai e a Mãe que mostram o que é a vida, e logo em seguida vêm o querido irmão com o qual dividimos o espaço. Depois vêm a família de folhas, a qual respeitamos, e desejamos sempre o melhor.
Mas o destino reserva-nos outros amigos, os quais não imaginávamos que iam cruzar o nosso caminho. Muitos, os tais amigos do peito, do coração. São sinceros, honestos, verdadeiros… Sabem ver quando não estamos bem, sabem as tais pequenas coisas que nos fazem feliz.
Ás vezes, um desses nossos amigos do peito, estala o nosso coração, e assim ficamos a conhecer o amigo namorado. Esse dá brilho aos nossos olhos, musica aos nossos lábios, pulos aos nossos pés, enfim.
Mas também há aqueles amigos por um tempo, talvez só por umas férias ou até mesmo por umas horas, esses durante o tempo que estão por perto, costumam deixar sorrisos na nossa cara.
Por falar em perto, também há os amigos distantes, os quais não podemos esquecer. Sim, aqueles que ficam na ponta dos ramos e dos pequenos galhos, os que só vemos quando o vento sopra, e se deixam mostrar por entre uma e outra folha. O tempo passa, chega ao fim o Verão, aproxima-se o Outono, e perdemos algumas dessas folhas.
Alguns voltam a nascer na próxima primavera, e por lá permanecem durante uma e outra estação. Mas o que nos deixa feliz, é que as que caíram continuarem por perto, continuam alimentando a nossa raiz com alegria.
Atrevo-me a citar alguém, cuja minha ignorância não sei precisar: “Cada pessoa que passa na nossa vida é única. Deixa sempre um pouco de si e leva um pouco de nós. Há os que levaram muito, mas não há os que não deixaram nada. Esta é a maior responsabilidade de nossa vida e a prova evidente de que duas almas não se encontram por acaso.”
Por tudo isto, caras folhas amigas, está mais do que na hora, de estarmos unidos, de pensarmos mais no GFAB do que nas pretensões ou vadiices de cada qual, de absorver com as nossas raízes a preciosa água, em vez de a desperdiçar-mos com tolices, não vamos deixar as folhas caírem e a árvore morrer. Em primeiro lugar vêm sempre sempre sempre o GRUPO, não o individuo.
Hoje e sempre: PARABÉNS AO GRUPO DE BEJA
Mauro Lança 07/09/09

sexta-feira, 4 de setembro de 2009

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

Corrida da Fatacil (Galeria Fotográfica)

Crónica da corrida Fatacil por Joaquim Estevens

Corrida da Fatacil 2009 – Lagoa 22 de Agosto.

Em noite de verão, com uma temperatura agradável e com uma praça bem composta de publico ávido de festa, os cavaleiros João Moura, Joaquim Bastinhas, Tito Semedo e Bastinhas Jº, mostraram os seus predicados toureiros, ante um curro da ganadaria Varela Crujo e Irmão: Na tarefa das pegas, os forcados de Cascais, Elvas e Beja, estiveram em bom plano.
Corrida de toiros com bons momentos de emoção, ou não tivessem estado em praça dois dos maiores vultos, há muito consagrados, na tauromaquia nacional. Pelos forcados, boa participação e actuação de qualquer dos grupos.
Miguel Nuno Sampaio, uma vez mais, mostrou aquele forcado que quer ser: Com muito brio, força e à vontade, quiz numa primeira tentativa pegar um toiro de 4 anos , com córnea aberta, que ao longo da lide de Marcos Bastinhas, mostrou vários comportamentos, ora de investida franca, ora refugiando-se em tábuas. Não foi feliz à primeira, porquanto o toiro se arrancou pondo a cabeça em baixo, não permitindo ao forcado fechar-se convenientemente, despejando-o: Pareceu-nos ter havido aqui alguma ineficiência na actuação das ajudas, que se chegaram tarde. Se para algum publico menos conhecedor, a pega estava consumada porquanto não foi a todos visível o derrote que o forcado recebeu, o cabo Manuel Almodôvar, mandou e bem, em nosso entender, repetir a pega. Com o toiro colocado em terrenos mais adequados, Miguel Nuno, concretizou vistosa emenda, com seu primo Alvaro Sampaio a ajudar de forma categórica e sem reparos para o grupo, neste particular, já que, seguidamente aquando da participação do forcado Mauro Lança, no sexto da noite, muito haveria que dizer.
Num toiro, lidado a duo pelos cavaleiros de Elvas, o qual se manifestou colaborante de inicio, o qual viria no seguimento da lide a mostrar algum sentido e maldade, sempre de cara levantada e a procurar o braço dos seus castigadores, o forcado Mauro Lança não obstante, ter estado muito bem na cara não conseguiu concretizar: Diga-se em abono da verdade, e há que reconhecê-lo com humildade, este toiro não foi pegado à primeira tentativa, não por culpa do forcado Mauro Lança, que esteve valente na cara do toiro, citou e mandou, recuou com saber…… só que há toiros que tem de ser pegados e parados nas primeiras ou segundas, e este era o caso, e isso infelizmente não aconteceu. Há que referir e dizemo-lo com alguma mágoa, perdoar-nos-ão a frontalidade, já várias vezes temos visto as ajudas, traírem e condenarem excelentes prestações de forcados da cara: A Mauro Lança, infelizmente não é a primeira vez que tal sucede.
Pela violência da investida do toiro, Mauro Lança, não ficou em condições para realizar a emenda que se impunha. José Miguel Falcão, saltou à arena, disposto a resgatar a honra do grupo e bem assim levar de vencida a imobilização do toiro: Fê-lo com raça, com valor e técnica, aguentando derrotes e viajando na cabeça do toiro, bem fechado de braços e pernas, não com uma normal primeira ajuda de Álvaro Sampaio mas sim com uma ajuda verdadeiramente de primeira, facto que mereceu fortes aplausos do publico, premiando ambos com volta à arena juntamente com os cavaleiros. Se a Mauro Lança, faltou a coesão do grupo, o mesmo não aconteceria a José Miguel Falcão, que teve todo o conjunto a corresponder. Uma palavra de apreço para o forcado António Merino, que esteve bem a rabejar os dois toiros.
Serão talvez desculpáveis as deficiências evidenciadas pelo grupo, especialmente no seu conjunto a ajudar, devido ao bom número de corridas que este mês de Agosto nos trouxe e à existência de algumas “mazelas” em alguns dos seus elementos. Aproveitamos aqui a oportunidade, para enviar um abraço a todos, com os votos de rápidas melhoras, porque o grupo precisa de vós. Estamos certos que tudo será ultrapassado, com aquela força de vontade e dedicação a que já nos habituaram: Certamente, haverá outras alturas para balanços e correcções, sendo que agora há que continuar a dar o corpo “ao manifesto” e “jogar toda a carne para o assador”, em Ferreira ou Viana do Alentejo, com toda a humildade e valentia que sempre tem caracterizado o grupo de forcados amadores de Beja.
Para lá e até lá ………… Sorte moços !
Um abraço do Joaquim Estevens.