Elementos

quinta-feira, 20 de agosto de 2009

segunda-feira, 17 de agosto de 2009

Crónica do Fim de Semana, por Sr Joaquim Estevens

Apontamentos do Fim de Semana Taurino
A bonita vila de Castro Marim recebeu no passado dia 14 de Agosto o Grupo de Forcados Amadores de Beja, o qual, participou na corrida de toiros que a empresa Toirolindo, promoveu naquela vila algarvia. Um curro de toiros Passanha, no geral com peso e apresentação foi lidado pelos cavaleiros João Salgueiro, Rui Fernandes, Filipe Gonçalves e Isabel Ramos; pela forcadagem, os grupos de Moura, Cascais e Beja completavam o cartaz.
Saiu para pegar o terceiro da noite, animal com três anos e de 480 Kg, lidado e bem pela cavaleira da terra, o forcado Aurélio Mendes. Consumou a pega à terceira tentativa: pensamos que não entendeu o toiro nas primeiras vezes que esteve na sua cara: as ajudas de Augusto Silva, Alvaro Sampaio e Rodrigo Chaves, foram de principio, insuficientes para compensar algum nervosismo e hesitação que o forcado evidenciou à frente de um toiro sem grandes rasgos de maldade e bravura. À terceira foi de vez, com ajudas carregadas e oportunas de forma a concretizar, com Miguel Nuno Sampaio a rabejar. Os aplausos devem receber-se com naturalidade e as voltas de agradecimento, em nosso entender, devem premiar actuações meritórias: assim e voltamos a dizer, em nosso modesto entender, julgamos ter havido algum exagero neste particular pelo forcado. Convém lembrar, farão o favor de desculpar o aparte, mas a humildade é como o caldo de galinha, nunca fez mal a ninguém! … Adiante … há sempre tempo para emendar e aprender.
Rui Fernandes e Isabel Ramos, lidaram a duo o último da noite, que ostentava o numero 618, de quatro anos e com 530 Kg. Estes cavaleiros, empolgaram a assistencia com a sua já característica forma de tourear, deixando ferragem de bom nível ao som da musica. O forcado José Miguel Falcão, popularizado com o simpático diminuitivo de “Fazinha”, num gesto de simpatia, amizade e reconhecimento, dedicou a pega a Francisco Cano, grande forcado, o qual em tempos que já lá vão, deu algumas tarde de êxito e glória ao Grupo de Forcados Amadores de Beja. Pega consumada à primeira tentativa, com muito brilho e rigor: o forcado, toureou e mandou e as ajudas estiveram como na gíria se diz “em su sitio” com todo o grupo mostrando coesão e vontade. Como atrás se disse, aqui sim: volta justa e merecida para cavaleiros e forcado que rubricaram uma actuação de bom nível. Dirigiu esta corrida, um homem da forcadagem: Agostinho Borges, antigo forcado do Grupo de Montemor, que num gesto simpático e louvável, faz sempre questão de cumprimentar os rapazes das jaquetas.
Cumpriu-se assim a segunda passagem dos Amadores de Beja, por Castro Marim: Relendo o apontamento do ano passado e pelo que acima de diz, estamos em crer e podemos afirmar, que o balanço é positivo e em nada desprestigia os seus elementos.
15 de Agosto dia de Santa Maria, feriado nacional desde há muito respeitado e guardado. Realizam-se nesta data e por todo o país, festividades populares e religiosas a que o povo acorre com manifesta alegria e emoção: assim e mantendo a tradição, integrada nas tradicionais Festas de Santa Maria e em Honra de Nossa Senhora de Assunção, anunciou-se “Grandiosa Corrida de Toiros” em Messejana, na Praça de Toiros “Padre Serralheiro”. Cabe aqui lembrar aos mais novos, que o senhor Padre Serralheiro, foi pároco local nos idos anos cinquenta, sendo pessoa muito estimada pelos seus paroquianos e que deixou obra feita: Aficionado de fino quilate, a ele se deve o redondel e outras obras de índole social.
Messejana, vila do concelho de Aljustrel, foi reconquistada aos mouros por D. Sancho II e o rei lavrador, D. Dinis, deu-lhe o titulo de concelho, condição que viria a perder há cerca de cento e cinquenta anos: Terra de aficionados e localidade a que por vezes nos referimos como tendo uma linda praia, recebeu-nos de forma alegre e prazeirosa:
Para lidar Seis Toiros da afamada Ganadaria Pinto Barreiros, compareceram os cavaleiros Joaquim Bastinhas, Tito Semedo e Marcos Tenório (Bastinhas Jº),sendo a função das pegas, da responsabilidade dos grupos de Cascais, Académicos de Elvas e Amadores de Beja.
Nem sempre é fácil atingir um pleno e neste caso, ou porque o dia foi manifestamente de muito calor, o curro Pinto Barreiros, ficou aquém das expectativas, já que o seu nome e tradição há muito habituaram os aficionados a bons espectáculos. Os toiros tiveram comportamentos desiguais, sendo de referir que o segundo, foi recolhido por manifesta incapacidade para lide. Quanto aos restantes, deixaram-se lidar, com a experiência e valor do clã Bastinhas a vir ao de cima. Tito Semedo, apagado no seu primeiro, recuperou e deu alguma emoção no seu segundo.
O Grupo de Forcados Amadores de Beja, teve nesta corrida uma prestação digna e elegante, com os forcados a executarem as pegas, consoante a matéria que lhes tinha tocado em sorte: Assim, Ricardo Castilho, limitou-se a “agarrar” um toiro mansote e sem investida, que se parou no momento da reunião, não permitindo ao forcado e ao grupo uma pega vistosa e com emoção, conforme se mostrou a citar. Hugo Santana, fechou a participação do Grupo nesta corrida. Citando de largo e com graça, conseguiu uma pega alegre e vistosa, com o grupo a corresponder na altura devida. Já aqui dissemos, é notória e gratificante a entrega e vontade deste forcado, o qual se vem manifestando de corrida a corrida, mais confiado e sabedor: Pelo seu brio, determinação e força de vontade, um exemplo a registar ! Parabéns Hugo… força. Recordamos aqui frequentemente, antigos forcados do Grupo: desta feita, um abraço especial para o Carlos Cirne, a quem o Hugo Santana, brindou a sua pega. Como sempre dissemos, é particularmente importante, o acompanhamento e presença dos forcados das outras gerações, em todas as realizações do Grupo: Com a sua amizade, com a sua experiência e do seu convívio, certamente brotarão forças e talentos para os mais novos poderem continuar a defender e honrar com toda a dignidade a jaqueta do Grupo de Forcados Amadores de Beja.
A próxima apresentação será em Lagoa (Algarve), cartaz de responsabilidade, onde o grupo saberá estar. Até lá e para lá ……. Sorte Moços !
Um abraço do Joaquim Estevens.

sábado, 15 de agosto de 2009

terça-feira, 11 de agosto de 2009

Corrida de Beja (Galeria Fotográfica)

Crónica das Corridas do Fim de Semana/ por Sr Joaquim Estevens

Fim de semana taurino:

Bem pode dizer-se que o passado fim de semana, foi de intensa actividade para o Grupo de Forcados Amadores de Beja, já que, Sexta Feira a 6 e Domingo a 9 de Agosto, o Grupo pisou as arenas de Figueira de Cavaleiros e Beja.
A já tradicional Feira do Melão, realizada naquela freguesia do concelho de Ferreira do Alentejo, é um agradável certame de exposição e vendas de frutos da época, produzidos naquela região, na qual e muito bem, não faltam os mais variados e alegres convívios e parafraseando o adágio popular “não há festa nem dança onde não esteja D. Constança” e assim sendo, lá esteve e bem, inserida no programa dos festejos, a festa de toiros, a qual, como já bastas vezes tivemos oportunidade de afirmar é uma importante manifestação popular da cultura ibérica.
Cuidou a organização de montar um cartaz simpático, o qual, incluía a cavaleira Ana Baptista seguida dos cavaleiros Filipe Gonçalves e Marcos Tenório (Bastinhas Jrº), para lidar um curro de seis novilhos / toiros da ganadaria espanhola Millares (?) e
para cumprir a tarefa e função das pegas, os Grupos de Cascais, Cuba e Beja. Aguardava-se com natural expectativa este curro de toiros, porquanto se desconhecia a sua origem e linhagem: cumpriu no geral sem grandes evidências de casta e bravura.
Em atitude louvável e que daqui aplaudimos, o Grupo de Beja, dedicou a sua primeira pega ao grande aficionado bejense Luís Toucinho, figura grada do mundo tauromáquico (apoderado de vários cavaleiros de alternativa) e muito ligado ao Grupo de Forcados Amadores de Beja, no tempo em que era cabo João Marujo Caixinha. Após as palavras de circunstância, justamente dirigidas ao homenageado, o forcado
Ricardo Castilho, bem ajudado por Augusto Silva, pegou de forma vistosa e à primeira um animal de 460 Kgs. Em viagem na cabeça do toiro até quase às tábuas, aguentou de forma exemplar alguns derrotes, com todo o grupo a segurar e a aguentar bem: Miguel Nuno Sampaio, rabejou da forma possível (já lhe temos visto melhor em piores condições). Para fechar a actuação do Grupo de Forcados Amadores de Beja e bem assim a corrida, o forcado Hugo Santana fez jus ao valor e saber que vem demonstrando. Esteve bem a citar e bem no momento da reunião: consumou à primeira tentativa e sem grande dificuldade, uma pega que antes brindara ao seu colega e amigo, o forcado João Fialho, o qual, se encontra a recuperar de lesão sofrida na corrida da Vidigueira. Miguel Nuno Sampaio, teve neste toiro, oportunidade que aproveitou, para rabejar com muita graça e técnica.
Tudo corre bem quando acaba em bem e este foi o caso: Em Figueira de Cavaleiros os forcados de Beja não terão tido uma noite de glória com um retumbante êxito, mas tiveram com toda a certeza, uma actuação digna de menção honrosa e fortemente motivadora para todo o grupo e seus devotos acompanhantes, já que, se aproximava o dia 9 de Agosto e por todas as razões e mais algumas o moral devia estar em alta.
Há um ano por esta altura, dizíamos que a Praça José Varela Crujo estava para o Grupo de Forcados Amadores de Beja, como o Cabo da Boa Esperança esteve na altura para os navegadores portugueses. Estamos em crer que a analogia não pecou por excessiva, já que foi importante a apresentação do Grupo na praça maior da nossa terra e, iniciou-se a partir de então, uma nova e mais dura etapa na sua vida.
Comemorando-se o 1º Centenário da praça, a qual, é desde 1988, designada por Praça José Varela Crujo, pelas razões que todos conhecemos, era justo e esperado que os Amadores de Beja, fizessem parte integrante do cartel da corrida comemorativa.
A empresa fez anunciar “Um Cartel de Luxo a Não Perder: Seis cavaleiros, três grupos de forcados e Seis Imponentes Toiros”. Sendo a adjectivação da responsabilidade da organização, apresentaram-se em praça os cavaleiros de alternativa, António Telles, Rui Salvador, Tito Semedo, Marco José, Filipe Gonçalves e António Brito Paes, acompanhados das respectivas quadrilhas. Da ganadaria António Silva, chegou um curro de seis animais com boa apresentação, presença e peso a rondar os 500 Kgs, que no seu geral, cumpriu de forma colaborante, não causando aos forcados problemas de difícil resolução, porquanto quase todos os animais se manifestaram de investida pronta e franca. Os Grupos de São Mansos, Cuba e Beja completaram pela ordem devida as lides dos cavaleiros.
Como atrás se referiu, o Grupo de Forcados Amadores de Beja, vinha duma corrida com força anímica e com garra para defender com dignidade o seu nome, pretendendo rubricar uma actuação meritória.
Um toiro, apresentado com 515 Kg de bom aspecto e com córnea larga, lidado pelo cavaleiro de Ourique, coube ao forcado Mauro Lança, que o pegou à segunda tentativa de forma alegre e vistosa, onde foi importante o papel do primeiro ajuda, Alvaro Sampaio. A pega foi executada à segunda tentativa, porquanto à primeira, o toiro não foi fixado devidamente, arrancando-se solto para o forcado, característica que haveria de manter na tentativa seguinte, mas que o forcado corrigiu com brilho e talento. Num gesto bonito e digno de registo, esta pega foi dedicada, no dizer do forcado, a todos os antigos forcados do Grupo de Beja.
Num curro que se apresentou de forma geral colaborante, dócil e com nobreza, ditou o sorteio, que o último da noite com cerca de 470 Kg., para o cavaleiro Brito Paes, fosse a excepção, evidenciando alguns problemas, quer no cavalo quer no capote, não raras vezes, refugiado em tábuas. O forcado Alcides Cochilha, entendeu chegada a sua hora deixar a forcadagem, pelo que saltou á arena com toda a raça, disposto a fazer uma pega que deixasse lembrança na sua despedida. Um toiro difícil e com o forcado várias vezes a pisar-lhe os terrenos, arrancou-se tardiamente e de forma violenta, tendo o forcado aguentado fortes derrotes, quase na eminência de uma aparatosa saída, não fossem as ajudas sábias e eficazes de Rui Saturnino, Augusto Silva e Luís Fonseca. José Maria Brito Paes, rabejou de forma vistosa e com saber. Estamos em crer que Alcides Cochilha despiu a jaqueta da melhor forma, mas não se despediu: O Grupo de Forcados Amadores de Beja não deixa; a sua experiência, aliás, como a de outros, é muito importante. Parabéns Alcides … até sempre!
Bom, este fim de semana taurino, como lhe chamámos de inicio, já terminou: Em jeito de balanço e sem vaidade ou falsa modéstia, pensamos que o Grupo cumpriu…mas outros fins de semana taurinos se avizinham e parafraseando alguns treinadores de bancada: prognósticos só no fim do jogo! Quanto a nós e como sempre temos dito: Não há corridas fáceis; Há corridas e há que encarar todas com o mesmo sentido de responsabilidade. Até lá e para lá:
Sorte moços ………… Um abraço do Joaquim Estevens !

sábado, 8 de agosto de 2009

segunda-feira, 27 de julho de 2009

Crónica da Corrida de Entradas

ENTRADAS – X GRANDE CORRIDA RÁDIO CASTRENSE – 24 DE JULHO.

Pela segunda vez, o Grupo de Forcados Amadores de Beja fez cartaz na já tradicional corrida de Entradas, a qual, afirmada no calendário tauromáquico da nossa região, se insere nas festividades locais em honra do seu santo padroeiro: Santiago!
Parabéns à Rádio Castrense, que vem, desde há anos, promovendo e divulgando a festa de toiros, não se poupando a esforços de vária ordem, para compor os cartazes com figuras de primeiro plano.
António Telles, Tito Semedo e António Maria Brito Paes, lidaram na edição de 2009, um curro de toiros Cunhal Patrício: Os grupos de forcados de São Mansos e Cascais, dividiram com os Amadores de Beja a tarefa das pegas.
Dois prémios em disputa: Melhor lide a cavalo e melhor pega.
Os Cunhal Patrício, deram boa conta de si, mostrando presença e bravura q.b. possibilitaram a cavaleiros e forcados actuações de bom nível: Na lide a cavalo, António Maria Brito Paes foi o justo triunfador, com destaque no ultimo da noite, que toureou com muito saber e arte. O júri, atribuiu o prémio para a melhor pega, à prestação do Grupo de São Mansos no quarto da noite.
Respeitando a ordem da antiguidade, tocaram ao grupo de Beja, o terceiro e o sexto da noite. José Miguel Falcão, citando bem e com à vontade, não conseguiu quer à primeira, quer à segunda, concretizar a pega, vindo a consegui-lo à quarta tentativa, em sorte de recurso e a sesgo com ajudas notoriamente carregadas. Em nossa modesta opinião, pensamos que o toiro não foi, desde inicio, colocado no melhor sitio o que em muito dificultou a consumação eficiente da pega, na primeira e segunda tentativa: Um reparo para as ajudas que ao contrário do que se esperava e precisava, não foram prontas e eficientes, evidenciando algumas faltas que urge corrigir e que por certo no futuro não se verificarão.
Com o publico notoriamente satisfeito e encantado pela excelente actuação do jovem cavaleiro Brito Paes, no sexto toiro da corrida, caberia ao forcado Hugo Santana (o nosso moldavo) a missão de fechar o espectáculo da melhor forma, executando à primeira tentativa, uma pega vistosa e tecnicamente perfeita, com a ajuda impar de Alvaro Sampaio secundado por todo o grupo de maneira precisa e coesa.
Já aqui, tal como em outras ocasiões, temos dito que nem sempre as coisas correm bem ou hão-de correr sempre bem, mas nem por isso o Grupo, pode ou deve baixar o seu empenho e dedicação; Há que transformar os desaires em lições e ensinamentos para o futuro com vista a vencer outras dificuldades. É necessário que todos quantos envergam a jaqueta do Grupo de Forcados Amadores de Beja, tal como todos aqueles que o acompanham, tenham absoluta consciência que não há corridas fáceis ou de menor responsabilidade. Estamos certos, que tal como até aqui, o Cabo Manuel Almodôvar, saberá congregar à sua volta, forcados com força e valor para levar de vencida as próximas corridas e alcançar os merecidos êxitos. Ante a vaidade bacoca de alguns e o espírito derrotista de outros, o Grupo de Forcados Amadores de Beja, estamos em crer, apresentar-se-á com humildade e redobrada confiança !
Avizinha-se o mês de Agosto e como atrás se disse, não há corridas fáceis ou dificeis: Há corridas ! Na Figueira, em Beja, em Castro Marim ou em Messejana … disfarçando o nosso “nervoso miudinho” lá estaremos convosco incentivando-vos e apoiando-vos sempre; Até lá ……… Sorte Moços !
Um abraço do Joaquim Estevens

quarta-feira, 15 de julho de 2009

Vídeos das Pegas na Corrida da Vidigueira

Se desejar ver os vídeos das pegas da corrida de toiros que se realizou na Vidigueira, no passado dia 11 de Julho de 2009, pode ver em: www.touradas.no.sapo.pt

segunda-feira, 13 de julho de 2009

Crónica da corrida da Vidigueira

2ª Grande corrida Vila dos Gamas – Vidigueira .

Anunciou-se e realizou-se ao décimo primeiro dia de Julho, pelas dezanove horas, a segunda grande corrida, intitulada de Vila dos Gamas e integrada na Feira de S. Tiago, daquele concelho e da simpática vila alentejana: Vidigueira.
António Telles, Vítor Ribeiro e Ana Baptista, repartiram entre si a função da lide a cavalo, já que para as pegas, os forcados de S. Mansos, Cuba e Beja, compunham o cartaz. Saíram à arena, seis toiros com ferro da ganadaria S. Martinho: É hoje frequente, usar-se a expressão: todos diferentes, todos iguais. Foi quase isso que se presenciou na Vidigueira; animais de pelagem clara, com carne e peso e no geral, com boa apresentação, mas quase todos a descambar para a mansidão e pouca nobreza, mais interessados no capote e nos forcados, obrigando os cavaleiros a redobrados empenhos para a distribuição e colocação das respectivas ferragens. O cavaleiro de Coruche, António Telles, muito embora as deficiências dos seus opositores, cumpriu e sacou as lides possíveis, já que não teve à sua disposição matéria prima que lhe possibilitasse uma actuação como já muito lhe temos visto. Menção honrosa para Victor Ribeiro, no seu primeiro e segundo da tarde, que ao cravar dois ferros curtos de elevado nível em sorte frontal, toureou com musica e escutou fortes aplausos. A cavaleira Ana Baptista, esteve nos dois que lhe tocaram em sorte, com valor e arte: Toureou e encantou, particularmente, no último da tarde, no qual rubricou uma actuação de elevado gabarito, à qual e por certo não é alheio, o voluntarismo e à vontade do seu cavalo Irmãos Serrano.
Da Vidigueira, saíram nomes grandes e que muito brilharam a pegar toiros nos mais variados grupos de então, cabendo aqui lembrar os forcados António Maltez, José Maltez, António Mendes Pinto, José Pedro Faro, Carapeto Madeira e Armando Vidigueira (outros terão havido certamente e que não nos ocorrem de momento): Assim sendo, a Organização da Corrida, muito justamente, instituiu e pôs e disputa, um prémio para a melhor pega: TROFEU ANTÓNIO MALTEZ, forcado de referencia, cujo valor se encontra gravado na memória dos aficionados mais velhos de todo o Alentejo.
O Grupo de Forcados Amadores de Cuba, por intermédio do jovem Célio Santos, conquistou merecidamente este prémio, não obstante, ter consumado e finalizado a pega à segunda tentativa: citou de largo, com alegria e saber, sendo ajudado por todo o grupo de forma correcta e eficiente.
Cumprindo-se por ordem de antiguidade dos Grupos em praça, ao Grupo de Forcados Amadores de Beja, couberam o terceiro e sexto da tarde, lidados pela cavaleira Ana Baptista. O forcado Olavo Baião saltou à arena para tentar pegar o primeiro do Grupo de Beja: Tarefa nada fácil, mas que viria a concretizar após a terceira tentativa em sorte sesgada e com ajudas bastante carregadas. A pega foi de recurso, porquanto o animal resguardado em tábuas era tardo na investida. Alvaro Sampaio a ajudar, estando bem, não teve tarefa fácil: Nas segundas, Augusto Silva e Rui Saturnino dão confiança ao grupo e não facilitam. Para último da tarde e cumprindo o sorteio, estava guardado um falso manso: animal que desde cedo se manifestou com maldade e sentido, deixando logo antever que a sua pega, tanto poderia ser de antologia e de glória, como de tristeza e infortúnio. João Fialho, saltou à arena, citando de largo …. meia praça …. a dar a primeira ajuda, distante, esteve Jeremias Lencastre: Ambos com saber e valor na cara do toiro, não conseguiram segurar a sua investida, a qual foi muito violenta, despejando de forma aparatosa cara e ajuda na primeira tentativa, com incapacitação do forcado Jeremias, que recolheu à enfermaria. Com um animal desta estirpe, as coisas tenderiam a complicar-se para qualquer grupo, à medida que se fossem frustando as tentativas de pega e o sangue frio começasse a faltar; infelizmente assim aconteceu: João Fialho não conseguiria o seu intento, vindo igualmente a recolher à enfermaria. O forcado Mauro Lança, corporizando toda a vontade e garra do grupo, concretizou a pega, com as ajudas a cumprirem o seu papel. Ficou-nos a impressão, como atrás se disse, que a pega desta toiro poderia ter sido a pega da tarde, caso o toiro, tivesse seguido a linha do grupo e não tivesse desviado após ter “despejado” o primeiro ajuda: Infelizmente, assim não aconteceu, sentiu-se com a cara aberta e procurou fazer mal.

Em nossa modesta opinião, pensamos que não sendo de desejar situações como as que vivemos (todos vivemos) na Vidigueira, há que estar preparados para elas e procurar retirar das mesmas, todos os ensinamentos possíveis, para que no futuro, mais facilmente se superem as dificuldades. Não há estrada que não tenha o seu bocado de mau caminho… pensamos que o Grupo não pode nem deve desanimar, tem forcados com mérito e valor para os próximos embates: Lá estaremos !

Para o João Fialho e para o Jeremias, um grande abraço e os nossos melhores votos para que rapidamente voltem ao nosso convívio, e para todos os outros e já que se avizinham corridas de responsabilidade, para lá e até lá ….. Sorte Moços !
Igualmente um abraço do Joaquim Estevens.