Elementos

terça-feira, 12 de maio de 2009

Crónica da Corrida de Garvão

Corrida de Garvão (Ourique)

A Feira Anual de Garvão é palco de excelência para a mostra das mais variadas manifestações da vida social e económica daquela região alentejana e não só. Desde há muito que conhecemos e visitamos o certame, o qual, se assume a cada ano que passa, com mais vigor e maior importância. Em Garvão, o porco preto é rei, não só nestes dias festivos da feira, tal a sua importância, como ao longo do ano, merecendo igualmente, destaque as explorações de equinos, bovinos e ovinos. Com todos estes pertences e com a simpatia e hospitalidade da sua gente, estão reunidas as condições para uma importante feira agro pecuária, espaço adequado para trocas comerciais, convívio, divertimentos e todas as realizações que fazem parte integrante da cultura dum povo.
Assim sendo, obviamente, não podia faltar ao programa das festividades, a corrida de toiros, já que a aficion, o ambiente rural e “campero” sempre estiveram inter ligados.
Este ano não foi excepção e fez-se anunciar uma Corrida de toiros: Joaquim Bastinhas, Tito Semedo e Sónia Matias, os cavaleiros contratados. Pela forcadagem responderam os Grupos de Cascais, Cuba e Beja, que tentaram pegar um curro de toiros com três anos, “El Madronãl”.
Bastinhas levou de vencida com facilidade os dois opositores que lhe tocaram em sorte, cravando ao seu estilo: ouviu palmas e musica. Tito Semedo, toureou e encantou, presenteando os seus conterrâneos com ferros de muito bom nível, particularmente no quinto da tarde. Sónia Matias, não conseguiu uma boa prestação nesta sua vinda ao
Alentejo, algumas dificuldades na colocação dos toiros, retiraram brilho à sua lide: Do seu segundo e último da tarde nada viria a retirar, já que o mesmo se manifestou manso e sem qualquer interesse no cavalo.
Todos os anos há corridas que, por esta ou por aquela razão, nos ficam na memória e perduram por mais tempo. Estamos em crer, vai ser o caso da Corrida de Garvão 2009, tal o nível de emoções que lá vivemos.
Assim, vimos uma rija e vistosa pega no quinto da tarde: O grupo da Cuba esteve bem, com o forcado da cara bem fechado e bem ajudado, a aguentar fortes derrotes, mostrando saber e muita força de braços.
Ao Grupo de Forcados Amadores de Beja, atendendo à antiguidade dos grupos em praça, couberam o terceiro e sexto toiro, lidados como acima se disse, pela cavaleira Sónia Matias. O forcado Mauro Lança, consumou a pega à terceira tentativa, não obstante ter estado sempre bem e a vontade na cara do toiro, o qual, já aquando da lide a cavalo, tinha manifestado alguns problemas no momento da reunião. Para o ultimo da tarde, que teve um comportamento medíocre e só próprio de um mansote, saltou à arena o jovem forcado, Aurélio Mendes que citou de largo com galhardia e firmeza, mas não conseguindo, contudo, aguentar-se na cabeça do toiro, sendo “despejado” aparatosamente. Com um rasgo de muita valentia e crer, saltou à arena o promissor José Miguel Falcão, o qual executou rija pega com muita garra e emoção. Não lhe foi alheia a primeira ajuda, de elevado nível e saber que o seu primo Alvaro Sampaio lhe prestou. José Miguel Falcão, deu volta recolhendo aplausos que repartiu com seu primo, justamente também chamado aos médios.
Já no nosso anterior apontamento havíamos feito uma referencia especial aos ajudas do nosso Grupo: Sem falsa lisonja e sem dar azo a vaidades bacocas, gostosamente constatámos prestações de muito bom nível na tarefa de ajudar; Alvaro Sampaio, como atrás se disse, em muito boa conta; Luís Eugénio e Miguel Lampreia a cumprir zelosamente nas segundas, com António Merino a rabejar com graça e arte. Dia a dia, corrida a corrida, o Grupo vai-se afirmando coeso e homogéneo, reforçando o seus mais nobres e sãos princípios, que hão-de fazer a diferença !
Faltam-nos palavras para descrever toda a emoções que vivemos e sentimos á nossa volta antes, durante e após a corrida. Sentimos que o Grupo de Forcados Amadores de Beja está a construir uma grande família, para a qual, está a convergir cada vez maior numero de pessoas, amigos e acompanhantes do Grupo.
Pela forma como se tem apresentado nas mais variadas praças, pela postura digna e responsável dos seus elementos e pela humildade com que têm privado com os seus pares, estamos em crer, que o Grupo de Forcados Amadores de Beja pode voltar a chegar muito longe, não lhe faltando corridas: Assim o prevemos e desejamos!
Avizinha-se Santiago do Cacém e a sua feira, SANTIAGRO, na qual se insere a Corrida com toiros Dias Coutinho: Mais um desafio. O nosso Grupo lá estará, uma vez mais, transportando na sua bagagem aquela alegria e aquela emoção a que já nos habituou!
Até lá e para lá …….. Sorte moços !
Um abraço do Joaquim Estevens.

quinta-feira, 7 de maio de 2009

Corrida de Garvão


terça-feira, 5 de maio de 2009

Corrida de Toiros da Ovibeja

Beja a 2 de Maio na Praça Varela Crujo!

Por ocasião da OVIBEJA 2009, o Grupo de Forcados Amadores de Beja, comemorou o seu primeiro aniversário, enquanto, grupo pertencente à Associação Nacional dos Grupos de Forcados. Recorde-se que o Grupo fez a sua apresentação formal na OVIBEJA 2008, actuando numa praça instalada no recinto da feira. Para o grupo de jovens rapazes, a temporada de 2008 foi arrojada, mas gratificante, porquanto tiveram doze ou treze meritórias actuações, desde Beja a Aveiro, sempre com aquela humildade e dignidade que se quer, faça história.

Já se impôs no calendário tauromáquico, a Corrida da OVIBEJA: Este ano, o evento homenageou um Homem do Alentejo e da nossa terra, a quem a Festa Brava, muito ficou a dever: Falamos de José Baptista da Cruz e Crujo, o qual na sua juventude, foi cavaleiro amador e forcado do Grupo Amadores do Alentejo, sendo seu cabo Ruy de Lacerda. Conhecemos e convivemos com este ilustre senhor, pela nossa idade, já na sua condição de ganadeiro. É-nos difícil lembrar o Sr. José Baptista sem que nos venham à memória aqueles bons momentos passados na sua ganadaria, lá para as bandas de Vila Nova de São Bento, onde tantas vezes o Grupo de Forcados Amadores de Beja foi treinar: Sem querer falar em nome do Grupo, dizemos … OBRIGADO !

Pelo que atrás se disse o Grupo de Forcados Amadores de Beja, comemorando o seu primeiro ano de renovada existência, desde logo se associou à justa e merecida homenagem, repartindo função com os Amadores do Grupo de Montemor. Fez-se anunciar um cartel de luxo e a não perder: Os cavaleiros João Moura, Tito Semedo e António Brito Paes, tiveram a missão de lidar um curro de seis toiros de quatro anos, da ganadaria Varela Crujo. Pensamos que a corrida estava bem montada: Com uma figura de primeiríssimo plano, acompanhada por duas figuras da nossa terra, já com provas dadas e, envolvidas numa homenagem e com um curro exemplar e de ganadaria conhecida e afamada, devemos confessar, que esperávamos um maior número de espectadores: Não nos cabe a nós ajuizar ou discutir as razões, mas o publico não acorreu como se esperava, e não obstante ser uma tarde de sol com um clima agradável, ficou-se pela meia casa boa, sendo que os aficionados se posicionaram pela sombra e camarotes.

Debrucemo-nos então sobre as prestações do nosso Grupo: Os Forcados Amadores de Beja. É mais frequente, nestes “escritos” fazermos mais apreciações aos forcados da cara, aos primeiros ajudas, esquecendo (ainda que involuntariamente) muitas vezes os outros elementos: Hoje, vamos procurar redimir-nos dessas nossas imperfeições: Assim, dizemos que o Alvaro Sampaio e Rui Saturnino estiveram magníficos a dar segundas, com o António Merino a rabejar de forma eficiente e com alegria, um toiro com 530 Kg. que o forcado João Fialho pegou com exuberância à primeira tentativa.
No quarto da tarde, lidado pelo cavaleiro de Monforte, as segundas, diga-se brilhantes, estiveram por conta do Luís Eugénio (Leiria) e do Miguel Lampreia, sendo Rui Saturnino o primeiro ajuda do forcado Ricardo Soares, que consumou o seu intento, com saber à segunda tentativa: José Maria Brito Paes, rabejou vistosamente !
Para o ultimo da tarde, o toiro com mais peso da corrida, 555 kg., saíu à praça o forcado Alcides Coxilha, que de inicio não entendeu o seu opositor, concretizou a pega após várias tentativas, com uma ajuda magistral de Jeremias Lencastre. À retaguarda, José Maria Horta, Alvaro Sampaio e Luís Fonseca cumpriam com saber e eficiência.

Estiveram em disputa nesta corrida, o troféu José Varela Crujo para a melhor actuação a cavalo e o troféu Câmara Municipal de Beja para a melhor pega. Se o primeiro não merece discussão quanto ao seu vencedor, o cavaleiro João Moura, pensamos em nosso modesto entender, e sem pretender tirar qualquer brilho à actuação do forcado João Caldeira do Grupo de Montemor, que teria sido mais razoável esse prémio, ter sido atribuído ex aequo, também ao forcado João Fialho do Grupo de Beja, já que ambos executaram pegas muito vistosas e tecnicamente perfeitas. Cabe aqui deixar uma palavra de apreço à Câmara Municipal de Beja, pela forma como se tem associado a estes eventos, numa altura em que outras autarquias tomam posições contrárias à festa e seus aficionados.

Pela segunda vez, o renovado Grupo de Forcados Amadores de Beja, pela mão do seu Cabo Manuel Almodôvar, pisou a arena da praça José Varela Crujo, esperando-se que o faça de novo aquando da comemoração do Centenário da mesma a 9 de Agosto próximo: Até lá, outras praças vos hão-de receber; estamos convictos que o Grupo saberá manter a sua entidade, o seu espírito e a sua dignidade, pilares essenciais para cativar o respeito dos seus pares e a admiração dos aficionados. Se nos é permitido, recordamos: não há corridas fáceis…... . Há toiros para pegar e os próximos estão em Garvão à vossa espera ! Sorte…… moços !
Um abraço do Joaquim Estevens

domingo, 3 de maio de 2009

sábado, 25 de abril de 2009

sexta-feira, 24 de abril de 2009

quarta-feira, 22 de abril de 2009

Treino este Sábado no Brito Paes




No próximo Sábado realizar-se-á mais um treino do Grupo de Beja, desta vez o local do treino é na Ganadaria Brito Paes. Foi mais um treino gentilmente oferecido pela madrinha do Grupo.




Ponto de Encontro ás 7:30,na Bomba de gasolina, TANGERINA.






segunda-feira, 13 de abril de 2009

Crónica do Festival de Serpa

SERPA … … Vila Branca de antigamente, hoje jovem cidade, sede de concelho que nos separa dos “nuestros hermanos”, engalanou-se para celebrar condignamente as Festas da sua Padroeira, que como habitualmente, se realizaram no fim-de-semana pascal.
Para além dos seus filhos, são inúmeros os forasteiros, que nesta ocasião visitam e revisitam Serpa de Guadalupe, que a todos acolhe com singela e particular hospitalidade. Do programa de Festas em honra de Nossa Senhora de Guadalupe, obviamente que não podia faltar a festa de toiros. A Festa Brava, empresta sempre o seu brilho e emoção às mais diversas e nobres causas. O filantropismo é apanágio do mundo taurino e a aficion não se faz rogada: Foi isso que constatámos Sábado, 11 de Abril em Serpa. Os Bombeiros Voluntários locais, promoveram um Festival Taurino, cuja receita reverteu a favor da compra de uma ambulância: O público, aficionado, compareceu e quase lotou a praça, para assistir a um espectáculo onde actuaram os cavaleiros António Telles, Luís Rouxinol, Sónia Matias e Filipe Gonçalves e os matadores Juan Pedro Galan e José Luís Gonçalves. Os Grupos de Forcados de Moura e Beja completaram a actuação dos cavaleiros.
O cavaleiro de Coruche abriu a corrida, toureando um mansote com alguns problemas, mas o seu talento e saber permitiram-lhe ultrapassar as dificuldades evidenciadas pelo touro. Aceitável a actuação de Luís Rouxinol; Sónia Matias com o cavalo árabe esteve em muito bom plano, tendo recebido justas ovações. Quanto a Filipe Gonçalves, pensamos que talvez tenha exagerado nos adornos imprimidos à lide. O matador espanhol não conseguiu uma boa faena, porquanto o toiro se revelou com pouca chama e de fraca têmpera: Já, José Luís Gonçalves perante um toiro Varela Crujo rubricou uma boa actuação a qual o publico sublinhou com fortes aplausos.
Os toiros que tocaram em sorte a António Telles e Sónia Matias foram pegados pelo Grupo de Moura, respectivamente à primeira e terceira tentativas.
O toiro da ganadaria Ascensão Vaz, lidado pelo cavaleiro Luís Rouxinol, foi pegado de forma correcta pelo forcado Mauro Lança, que teve a ajudá-lo em lugar preciso Jeremias Távora. A segunda intervenção do Grupo de Forcados Amadores de Beja, desta feita, no toiro da Ganadaria Luís Cabral lidado por Filipe Gonçalves, esteve a cargo do forcado Hugo Santana, a que vulgarmente e com amizade chamamos de Moldavo. Parabéns …esteve bem e bem esteve a ajuda de Álvaro Sampaio.
Pensamos que esta corrida ou este festival, teve um sabor muito especial para todo o Grupo de Beja, porquanto tudo correu bem e perante pessoas que nem sempre estiveram do nosso lado. Os forcados Mauro Lança e Hugo Santana, tiveram excelentes prestações; os ajudas, quer primeiras quer segundas, estiveram em muito bom plano. O grupo esteve coeso e homogéneo, mostrando saber e valentia para resolver as situações que possam vir a surgir. Parabéns ao Cabo Manuel Almodôvar que tem sabido congregar à sua volta estes rapazes: cada qual com as suas valências, virtudes e defeitos, têm sabido honrar condignamente a jaqueta do Grupo de Forcados Amadores de Beja.
A vida de um Grupo de Forcados não é feita de facilidades: Terminada uma corrida…… logo se começa a pensar na próxima a qual tem de ser sempre encarada como mais difícil e mais pesada, já que os toiros só se conhecem e manifestam devidamente quando saem à praça. A próxima corrida do Grupo de Forcados Amadores de Beja é por variadas razões uma corrida de responsabilidade: A corrida do próximo dia 2 de Maio, ou corrida da Ovibeja, deverá ser para o grupo o seu exame de confirmação, já que comemora o seu aniversário e divide cartaz com um grupo de primeiro plano da forcadagem nacional: O Grupo de Montemor!
Até lá ……… Sorte moços!
Um abraço do Joaquim Estevens