Elementos

domingo, 26 de dezembro de 2010

Apresentação do Hino do Grupo em 2008!

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quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

Jantar de Natal do Grupo de Forcados Amadores de Beja – 2010.
No passado Sábado, dia onze, realizou o GFAB o tradicional Jantar Convívio, alusivo ao período festivo que se atravessa e bem assim o fim da temporada taurina de 2010.
Presente a grande maioria dos elementos que compõem o grupo actualmente tal como “algumas velhas jaquetas” que no passado pisaram muitas das arenas de Portugal e não só, levando o nome de Beja a outras paragens. Presença simpática e carinhosa, várias vezes aplaudida, a madrinha, Exma. Sra. D. Maria de Fátima Brito Paes que em breves palavras da sua alocução, se referiu aos forcados como sendo sempre os seus meninos. Não deixaram de marcar presença neste agradável convívio, representantes de algumas ganadarias da nossa região, com destaque para António Lampreia, Brito Paes e Varela Crujo. Uma agradável moldura humana, composta por inúmeros amigos do Grupo e onde não faltou aquele calor que a presença feminina tão bem empresta, já que, muitas eram as namoradas e amigas dos forcados que quiseram estar presentes.
Sem grandes discursos, alguns amigos e acompanhantes do grupo tiveram oportunidade de tecer palavras de circunstância, inerentes quer, às prestações do grupo na época finda, quer ao futuro e obviamente com as saudações natalícias.
Como é hábito nestes eventos, para alem do convívio que lhe está associado, é sempre ocasião para louvar e distinguir aqueles que de entre os seus pares mais se destacaram: Assim sendo e aplaudidos unanimemente, Luís Eugénio (Leiria), Guilherme Santos, Rodrigo Chaves, Rui Saturnino e Álvaro Sampaio foram os galardoados do ano.
O forcado Luís Eugénio, que todos conhecemos pelo Leiria, foi distinguido com o prémio Entrega, tal a sua dedicação e forma de estar que sempre evidenciou, irradiando confiança e boa disposição em todas situações.
Tudo na vida tem um princípio: É na juventude que está o futuro como sói dizer-se, pelo que é de inteira justiça premia-la, já que isso é um verdadeiro incentivo para os dias de amanhã. O prémio Juventude foi entregue ao jovem forcado Guilherme Santos, justamente pelo distinguido no ano passado, o forcado Miguel Sampaio: Fazemos votos para que as promessas exibidas ao longo de 2010, rapidamente se concretizem, tornando-se realidades de valor.
O forcado Rodrigo Chaves foi ao longo de 2010 de prestações extraordinárias, sempre com uma humildade e confiança dignas de todo o registo: O prémio revelação, para este forcado, é absolutamente justo, pensando nós que o mesmo irá dar ao grupo excelentes ajudas em futuras actuações.
Amizade, palavra bonita e mais bonita ainda se praticada diariamente e sempre: E isso constata-se na vida de Rui Saturnino; para ele a amizade não é palavra vã, é o lema de vida, o qual, partilha com todos quantos dele se abeirem. A amizade é um dos ícones mais sagrados da forcadagem e como tal é justo realçar a mesma: O prémio atribuído ao forcado Rui Saturnino e entregue pelo Cabo Manuel Almodôvar, corporiza de forma evidente esse sentimento tão nobre.
No que se refere ao prémio forcado do ano, e sem pretendermos plagiar as palavras da esforçada e sempre presente amiga do grupo, Lena Cavaco Lança, reproduzimos aqui, algumas das suas referências, concordando inteiramente com as mesmas: É um mérito para qualquer forcado receber este prémio, que qualquer um gostaria de o alcançar, não sendo desprestígio para todos os outros mas sim um incentivo. Há sempre alguém que se destaca, os actos e os feitos mostram-nos melhor que umas meras palavras, a conjugação do bem-estar, da confiança e da vontade, o êxito das suas próprias acções, faz com que se reconheça que este ano, poucas dúvidas existissem quanto à sua nomeação. Há momentos na vida de um grupo em que a pessoa certa, no local certo, marca por mérito próprio a diferença, levando sempre a resultados positivos quer para si quer para todo o conjunto. O esforço físico evidenciado ao longo da temporada, a sua férrea vontade para que o seu grupo estivesse sempre entre os primeiros, a sua humildade, a sua convicção e o seu estado de espírito, fazem deste forcado um forcado de excelência, do qual o GFAB muito se orgulha e espera: Álvaro Sampaio, pelo que acima relatamos, foi o muito justo vencedor do troféu Forcado do Ano.
Parabéns não só aos homenageados, mas a todos, já que todos se podem e devem rever na essência dos prémios atribuídos, procurando trilhar na próxima época, igualmente de forma brilhante, com rigor valentia e humildade, aquele caminho que há tempo se iniciou.
Confessamo-nos satisfeitos e damos graças a Deus pelos bons e maus momentos que convosco passámos ao longo da temporada: Queremos continuar a acompanhar-vos e a sentir de perto as vossas emoções, os vossos medos e as vossas alegrias. Desejando a todos um Feliz e Santo Natal, despedimo-nos com o nosso habitual cumprimento: Sorte Moços…. Um abraço do Joaquim Estevens. 2010.12.14

domingo, 5 de dezembro de 2010

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Agradecimento

OBRIGADO AMIGOS!

VENHO AQUI AGRADECER A TODOS A PREOCUPAÇÃO QUE MUITOS DEMONSTRARAM TER COM O MEU ESTADO DE SAÚDE ANTES E DURANTE O MEU INTERNAMENTO HOSPITALAR, ASSIM COMO, ACTUALMENTE ESTÁ A DECORRER A MINHA RECUPERAÇÃO.
Á MINHA MULHER E FAMÍLIA, FORCADOS ANTIGOS, ACTUAIS, AMIGOS DO GRUPO ELEMENTOS DE OUTROS GRUPOS ETC.FORAM INCANSAVEIS E DETERMINANTES PARA TER FORÇA, DETERMINAÇÃO E VONTADE PARA ULTRAPASSAR ESTE CAPITULO BEM DIFÍCIL E COMPLICADO DA MINHA VIDA.
POR ISSO O MEU MUITO OBRIGADO!
APROVEITO TAMBÉM PARA DESEJAR RÁPIDAS MELHORAS AO JOÃO TRINCALHETAS”O MENINO D`OURO”, Á AMÁLIA TOUCINHO (ESPOSA DE LUÍS TOUCINHO PESSOA QUE AJUDOU MUITO O GRUPO DE FORCADOS AMADORES DE BEJA DE ANTANHO) E SOFIA ALMODÔVAR ESPOSA DO ACTUAL CABO QUE FOI MAMÃ.
UM ABRAÇO AMIGO A TODOS
NUNO CIRNE

terça-feira, 16 de novembro de 2010

Texto de final de temporada



Grupo de Forcados Amadores de Beja

Mais uma época, terminou 2010.
Uma época de resultados inconstantes. Mas pegámos 12 touros em quarenta e oito horas, fomos ao Campo Pequeno e pegámos uma média de corridas que, para este ano de crise e menos espectáculos tauromáquicos, nos deixa bem colocados face aos grupos com quem, saudavelmente, disputamos um lugar no mundo dos touros.
Estivemos bem, atrevo-me a dizer, muito bem às vezes, também houve momentos em que as coisas podiam ter estado melhor. É assim, como na vida, se calhar é assim que estão todos os grupos, podemos melhorar mas maus e bons momentos vamos ter sempre.
Podemos melhorar, vamos melhorar.
Foi uma boa temporada. Inevitavelmente tivemos lesões e este é sempre o aspecto mais lamentável de tudo o que nos pode acontecer. O mais importante para este grupo de amigos – amigos antes forcados depois – é a integridade física de quem cá anda connosco. As lesões aparecem sempre e desta vez, ainda que não sendo nada de realmente grave, algumas ainda perduram. É caso do Miguel Lampreia, do Augusto Silva, do José Miguel Falcão e do Rui Saturnino.
Todos vos desejamos melhoras rápidas e permanentes. Dizem os mais velhos que daqui a uns anos, nos dias em que muda o tempo, é que vamos ver o que cá andámos a fazer durante estes anos.
Das primeiras vezes que ouvi isto perguntei: “Mas se soubesse que ia ficar mais tarde com esses joelhos doridos e essas costelas magoadas tinha deixado de ser forcado?”
A resposta é sempre a mesma: “Nem pensar nisso!”
O Rui Saturnino já não se vai fardar. Mas não se foi embora. Nem ele nem nenhum dos outros, estão tão presentes como quando estavam ombro a ombro, connosco, na praça e na arena. Os forcados são forcados até ao fim da sua vida. Não estão ali fisicamente mas ficam eternamente no nosso coração. Estarás sempre ao nosso lado Rui, obrigado por seres quem és!
Fizemos o que há muito não via num grupo tão novo. Nem todos acreditavam que seria possível. Mas foi. Mostrámos que queremos ser um Grupo de Forcados. Eu acho que mostrámos que já somos um Grupo de Forcados.
Este ano começámos um pouco tarde. As Câmaras e as Juntas de Freguesia tiveram dificuldade em apoiar e ficaram por realizar algumas das corridas que estavam programadas. Para o ano não vai ser mais fácil, bem antes pelo contrário, a crise está aí. Mas Portugal tem 900 anos e a Festa Brava umas boas centenas. A crise há-de passar e nós cá vamos estar, no lugar que soubermos merecer.
Cada vez mais nos chegam rapazes que querem começar connosco. Alguns já vingaram com resultados muito positivos. É gratificante ver chegar malta nova. É sinal da nossa vitalidade como Grupo, é sinal que a festa está para durar, é o rasto da falta que fazemos. Ficamos a saber que este trabalho não é em vão e que há quem queira dar continuidade a esta bonita historia, hoje e no futuro, em Beja.
Nem todos conseguem imediatamente. Não desistam. Trabalhem mais, nos treinos. Não é nas corridas que começa a temporada, é nos treinos. Pegar touros exige esforço, físico e mental. Preparem-se fisicamente. Esse é o primeiro passo para se estar à vontade nesta actividade. Não somos jogadores de futebol mas temos de nos sentir bem no nosso corpo.
Este ano pisámos arenas com as quais ainda não contávamos. Ir ao campo Pequeno foi uma honra para nós. Devemos-lo ao nosso estimado amigo Dr. António Raul Brito Paes. A ele e a toda a sua família, com uma palavra especial para a nossa querida Madrinha, os nossos agradecimentos. Muito obrigado por tudo.
Pegar seis touros em Beja, aqui na nossa praça era um sonho que não pensaríamos realizar já este ano. Aconteceu, não foi talvez o melhor espectáculo em que já participamos mas alguma coisa menos conseguida não foi da nossa responsabilidade. Antes pelo contrário. Fomos uma vez, outras se sucederão, aquela é a nossa casa.
Houve dias tristes e dias alegres mas há momentos que ficam para sempre. Só, nós, vimos a partir da arena, o público que nos esperava no Campo Pequeno, que nos arrepiou e comoveu, sabe que isso faz parte das coisas que nunca mais esqueceremos. Por muitas vezes que lá formos aquele foi um momento único e inesquecível. Nós precisamos das pessoas que nos acompanham, não se arrependam de nos seguirem. A vossa presença é preciosa, o vosso apoio é o nono homem que salta connosco para a arena.
Os “antigos” – não me levem a mal chamar-lhes assim – continuam connosco. O tio João, o Tio Ni e todos os outros. Estejam connosco. Nós, mesmo quando não o dizemos, precisamos de vocês. O Grupo não é só quem cá está, somos todos nós, vocês também.
Sabemos que o respeito que tivermos pela memória daquilo que vocês foram, será a consideração que alguém vai ter no futuro por aquilo que nós somos hoje.
Obrigado a todos. Até para o ano, até sempre.
Que Deus nos abençoe TODOS
PARABÉNS AO GRUPO DE BEJA
Um abraço
Manuel Almodôvar

terça-feira, 26 de outubro de 2010

Corrida de Santarém - Por Joaquim Estevens

Santarém – 23 de Outubro de 2010.
Escrevemos este breve apontamento com o coração cheio de alegria e com confiança no futuro. O mundo taurino mostrou em Santarém quanto está vivo e disposto a lutar pela Festa Brava, lotando durante o fim-de-semana como se esperava, a monumental Celestino Graça, para assistir a quatro grandiosos festivais, com grande carácter afirmativo e demonstrador da força da aficion do povo português.
Bem-haja Francisco Moita Flores, que meteu ombros a esta tão nobre e digna iniciativa. Entendemos que é para nós, aficionados do Baixo Alentejo, motivo de grande orgulho, ver um patrício nosso que estudou no antigo Liceu de Beja, dar-se de corpo e alma a uma tão grande manifestação de alcance nacional, e que como ele próprio tão bem escreve no preambulo da sua petição publica, é em defesa da festa brava, em defesa da festa, em defesa dos valores da Terra e da Vida e dos ritos exorcizadores da morte, em defesa dos animais, dos touros, dos cavalos, dos pastores e dos campinos, da economia agrícola e animal associada à festa e ao espectáculo, em nome do progresso com memória e em nome do desenvolvimento sem perder o sentido da história. Obrigado a Francisco Moita Flores, pois acabou de escrever uma página importante na história da tauromaquia nacional, da qual e por certo muito se orgulharão todos os aficionados, que com toda a certeza, não defraudarão as expectativas de se atingir tão depressa quanto possível, o número das 100.000 assinaturas.
Pensamos que o Grupo de Forcados Amadores de Beja, obviamente, se sente orgulhoso de ter participado nesta verdadeira jornada de luta, como se diz, noutras andanças. Participaram nos festivais, 15 grupos de forcados, entre os quais o GFAB, que de forma muito séria, digna e com muito valor, levou o nome e gentes de Beja à cidade escalabitana a qual foi durante dois dias, a capital da tauromaquia nacional. Se por um lado foi importante a participação do GFAB como demonstração do seu empenho em defesa da Festa, por outro lado, julgamos, foi também muito importante, o reconhecimento público do seu prestígio e mérito, o qual se traduziu no convite para integrar o cartaz de tão louvável evento.
Ao forcado Hugo Santana caberia a tarefa de defender e honrar a jaqueta do GFAB: Perante um toiro de quatro anos, da ganadaria João Isidro Reis, que evidenciou bastos sinais de pouca bravura ao longo da lide, o nosso popular e diligente “moldavo”, não conseguiu concretizar o seu intento à primeira tentativa, porquanto o seu oponente lhe fugiu à reunião, não obstante ter citado e recuado apropriadamente. Na segunda tentativa, o toiro investiu com boa pata, pondo a cara correctamente, fechando-se o forcado de forma exemplar que tendo viajado na cabeça do toiro, foi bem ajudado por Rodrigo Chaves, Mauro Lança e Luís Eugénio nas posições respectivas: Miguel Nuno Sampaio, rabejando à maneira e a seu jeito, completou intervenção do Grupo de Forcados Amadores de Beja.
Ao que sabemos, termina aqui para o GFAB, a temporada de 2010, que em nosso entender, teve três marcos importantes para a vida e historial do Grupo: Duas corridas seguidas a pegar seis toiros em solitário, a estreia na Monumental do Campo Pequeno e a participação acima referida na Monumental Celestino Graça em verdadeiro ambiente taurino: Pela vossa prestação ao longo desta época, só podemos estar orgulhosos convosco. Parabéns moços ….e até para o ano!
Um abraço do Joaquim Estevens

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Corrida de Santarém - Fotos de Nuno Cirne

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Santarém

A fardação para a corrida de Santarém é ás 9 h e 30 m na praça toiros.

Atenção aos atrasos.

terça-feira, 19 de outubro de 2010

Fotos do Festival - por Nuno Cirne

Festival de Beja - por Joaquim Estevens

3º Festival Taurino a favor da CERCI e do CENTO DE PARILISIA CEREBRAL de BEJA
Fazendo este pequeno apontamento sobre o evento em referência, não podemos deixar de referir que a solidariedade foi a tónica dominante num espectáculo dirigido pelo antigo bandarilheiro, senhor César Marinho, o qual decorreu de forma simpática e alegre, perante um público solidário que bem lotava seguramente mais de três quartos da centenária Varela Corujo.
Após o som do cornetim do majestoso José Henrique (Cornetim do Campo Pequeno), teve início o festival supra, devidamente abrilhantado pela Banda da Sociedade Filarmónica Capricho Bejense: Em praça os cavaleiros de alternativa Luís Rouxinol, Tito Semedo, Sónia Matias, António Brito Paes, os praticantes Miguel Tavares e Maria Mira e o novilheiro Sérgio Palita, acompanhados das respectivas quadrilhas. Pela forcadagem, os grupos de Cascais e Beja, repartiram o cartel. O curro lidado foi gentilmente cedido pelas ganadarias Veiga Teixeira, Brito Paes, Varela Crujo, Santa Maria, Ascensão Vaz, Santiago e Sobral, as quais, tal como todos os intervenientes, de forma generosa e filantrópica se associaram a esta nobre manifestação em prol daqueles cuja sorte lhes foi madrasta: Bem-haja todos. É gratificante verificar que a solidariedade não é palavra vã e que a gente da festa, a gente dos toiros, sempre esteve e estará ao lado das causas nobres, como já bastas vezes tem demonstrado.
Todos os cavaleiros, trajando com indumentária apropriada a festival, estiveram à altura dos seus pergaminhos, desenvolvendo vistosas e agradáveis lides as quais foram amiudadamente sublinhadas com os acordes da música, receberam do público os merecidos aplausos. Como é nosso hábito, foquemo-nos então na prestação do Grupo de Forcados Amadores de Beja.
Com a moral em alta e ostentando admirável brio, pode dizer-se que o GFAB teve uma tarde feliz, com três prestações de muito bom nível, sendo que as duas primeiras são boas promessas e a terceira uma confirmação: O grupo esteve confiado e determinado em qualquer das intervenções, evidenciando rigor e conhecimento.
Ao segundo da tarde, foi Francisco Santos, que executou com valentia uma pega à primeira tentativa num toiro de Santiago. A primeira ajuda de forma correcta e eficiente foi de Rui Saturnino que emocionadamente se despediu destas andanças, dando volta a arena com o forcado da cara e o cavaleiro Tito Semedo.
Por se haver inutilizado o quinto da ordem, da ganadaria Brito Paes e como manda o regulamento, couberam ao Grupo de Beja, os sexto e sétimo da tarde, já que o quarto tocaria em sorte ao novilheiro Sérgio Parrita. Se Francisco Santos esteve bem, também o jovem Francisco Sampaio foi à cara do toiro da ganadaria Varela Crujo, com muita raça e valor, arrancando também ele à primeira tentativa uma pega de boa nota. Álvaro Sampaio, esteve seguro a dar a primeira ajuda, enquanto Rodrigo Chaves e Ricardo Castilho nas segundas, cumpriam acertadamente o seu papel, tal como todo grupo que esteve na perfeição.
A jovem cavaleira praticante Maria Mira, toureou e encantou, levando da Varela Crujo nota positiva, pois mostrou que quer ter lugar no plano taurino nacional, o que certamente, estamos em crer, não demorará muito, tal a sua boa exibição: toureou de forma correcta, deixando a ferragem com sortes vistosas e bem rematadas às quais o público se rendeu aplaudindo devidamente. Encerrou a corrida o GFAB, com a actuação do forcado Ricardo Castilho, que não desprestigiou o seu grupo e os seus antecessores, realizando igualmente à primeira tentativa uma vistosa pega a um toiro de quatro anos da ganadaria Santa Maria. Uma vez mais, Álvaro Sampaio deu a primeira ajuda, também ela de muito bom nível como é seu hábito. Todo o grupo esteve bem, correspondeu e deu boa conta do seu ofício. O cabo Manuel Almodôvar, rabejou de forma eficaz e com precisão.
Dissemos em 2009 e sobre esta realização que a Corrida ou Festival era uma aposta ganha: Podemos reafirmá-lo, já que a aficion de Beja e não só, inscreveu no calendário taurino este evento como uma realidade empenhada e prestigiada, que se quer tenha continuação, tais os nobres fins com que se realiza.
Pensamos que o Grupo de Forcados Amadores de Beja, merece os parabéns e a admiração de todos os aficionados, não só pela sua boa prestação mas também pela forma altruísta como sempre se tem associado a realizações desta natureza.
Na fase final da temporada, despedimo-nos calorosamente e em defesa da Festa Brava, até Santarém: Para lá e até lá …… Sorte moços!
Um abraço do Joaquim Estevens 2010.X.18

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Fardação

A fardação para a corrida de Sábado vai ser na casa da madrinha, ás 13 :30 h.

Atenção aos atrasos.

terça-feira, 5 de outubro de 2010

quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Viana do Alentejo - Nuno Cirne

Ferreira do Alentejo - Fotos de Nuno Cirne

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

Viana do Alentejo

terça-feira, 28 de setembro de 2010

Corrida de Viana do Alentejo - por Joaquim Estevens

Viana do Alentejo – Corrida de Toiros da Associação Equestre de Viana do Alentejo.
Numa altura em que pretendem multiplicar-se os ataques à festa brava e ao meio taurino, é grato constatar que continuam a existir pessoas e organizações devotadas a manter e a expandir esse tão grande e nobre emblema da cultura portuguesa: A festa de toiros! Bem-haja todos aqueles que nela se envolvem, quer promovendo, quer participando activamente ou tão-somente assistindo e apoiando os seus artistas de eleição.
Parabéns à Associação Equestre de Viana do Alentejo que montou um espectáculo com aceitável nível, ao qual o publico acorreu em bom número, numa tarde outonal a pedir meças à canícula de Agosto. Para lidar toiros de Nunez D’EL Cuvillo / Bemjumeia, (rezes que pastam em terras do nosso vizinho concelho de Cuba) estiveram em praça os cavaleiros Luís Rouxinol, Ana Batista e Lívio da Silva, os quais disputaram entre si o troféu para a melhor lide. Os grupos de forcados amadores de Évora e Beja, repartiram e completaram o cartaz, concorrendo entre si ao prémio para a melhor pega. Dirigiu a corrida, sem quaisquer problemas, o antigo matador, senhor António dos Santos, assessorado pelo médico veterinário Dr. José Manuel Lourenço.
Diga-se que os Nunez D’EL Cuvillo, no geral com boa apresentação, embora não vistosos de cara, mas bem rematados de peso e com bravura aceitável, estiveram à altura do espectáculo, tendo proporcionado aos cavaleiros a execução de lides que agradaram ao público que não lhes regateou aplausos. Luís Rouxinol, sem favor (em nossa opinião) arrebatou o prémio para a melhor lide. Os cavaleiros Ana Batista e Lívio da Silva não desmereceram a simpatia do público.
O grupo de forcados amadores de Beja, mostrou-se neste evento com muito crer e motivação, tendo pisado a arena três boas formações, conhecedoras dos seus lugares e funções: Assinaláveis as parelhas dos irmãos Lança e Brito Paes, que deram boa conta de si, tanto a dar as segundas como as terceiras ajudas. José Maria Brito Paes e Manuel Almodôvar rabejaram “à maneira” e de forma eficiente, consolidando com técnica os desempenhos do grupo.
João Fialho, aquele forcado humilde e simpático que todos já conhecemos e quem tido lindas e brilhantes actuações, consumou à primeira tentativa, ajudado por Álvaro Sampaio, uma vistosa pega, citando e mandando, reuniu com técnica e precisão. Ao quarto da tarde foi Ricardo Castilho, que não deixou os seus créditos por mãos alheias: Com Rodrigo Chaves a dar a primeira ajuda, citou com alegria, recebendo bem , fechou-se com muito mérito tendo todo o grupo correspondido com saber. Por este desempenho o júri, atribuiu a esta pega o prémio em disputa. Já com duas pegas realizadas à primeira tentativa, aprestou-se o forcado Nuno Miguel Sampaio para fechar a actuação do Grupo de Forcados Amadores de Beja, na corrida da Senhora d’Aires. Não foi feliz à primeira tentativa, talvez por não ter esperado convenientemente o toiro, recuando mal e quase tentado pegar de estaca. Na segunda tentativa e em nosso modesto entender por o opositor, não estar colocado no terreno ideal, a pega não se consumou já que o toiro fugiu ao grupo , viajando com o forcado na cabeça sem que as ajudas chegassem a tempo. Em respeito aos cânones, o cabo Manuel Almodôvar, não considerou a terceira tentativa, ordenando que o forcado repetisse a pega, o que este fez, de forma correcta, com muito brio, coragem e valentia, com todo o grupo uma vez mais a ajudar com rigor e critério.
Não podemos passar sem deixar aqui dois pequenos registos, os quais julgamos de primordial importância para a festa: Um à atenção dos senhores directores de corrida, outro da responsabilidade dos organizadores dos espectáculos, para que se evitem situações como as que infelizmente se verificaram nesta desmontável, tal como em muitas outras por onde temos passado: Os excessivos e inoportunos movimentos de pessoas quer na trincheira quer na bancada e bem assim os pisos das arenas, os quais por vezes carecem de melhor atenção e cuidado.
Julgamos que o Grupo de Beja saiu da Senhora d’Aires, confortado e com confiança redobrada, pelo que, como esperam e desejam convictamente os seus amigos e acompanhantes , esta fase final irá com toda a certeza contribuir para o fecho glorioso de uma temporada memorável, a qual certamente, a crítica especializada não esquecerá.
Para a próxima corrida e até lá …….. Sorte moços !
Um abraço do Joaquim Estevens 2010.Set.27

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Fardação para a corrida de Viana do Alentejo


A fardação para a corrida de Viana vai ser na Herdade da Samarra ás 13 h.

A herdade da Samarra localiza-se na saída de Viana para Évora.
Se tiverem alguma duvida sobre a localização consultem: http://www.herdadedasamarra.com/.



Atenção aos atrasos.

Circulo Taurino do Alentejo


terça-feira, 21 de setembro de 2010

Corrida de Ferreira - fotos de Ricardo Castilho

Corrida de Ferreira - por Joaquim Estevens

Corrida em Ferreira do Alentejo – 18 de Setembro.
Por altura da sua habitual feira de fim de verão, certame com tradição antiga no Baixo Alentejo, realizou-se em Ferreira do Alentejo e como tem sido hábito, a tradicional corrida de toiros. Apresentaram-se na desmontável, os cavaleiros de alternativa, João Moura e José Prates que lidaram quatro novilhos toiros Passanha, complementando-se a corrida com a actuação dos jovens praticantes Miguel Moura e António Prates perante novilhos Romão Tenório. Pelos forcados, os grupos de Cascais e de Beja repartiram entre si a tarefa das pegas.
Casa composta: Não só o maestro João Moura, tem o predicado de arrastar multidões, como também são muitos os aficionados que não perdem oportunidade para acompanhar o Grupo de forcados amadores de Beja (falamos de nós e dos nossos muitos amigos). Assistimos a um espectáculo agradável, com qualquer dos cavaleiros a rubricar actuações de bom nível, perante um lote de toiros que se deixaram tourear sem criar situações de embaraço. Os mais jovens cavaleiros, deram boa conta de si, prometendo-nos para o futuro a sua vontade de estarem em destaque no panorama taurino.
Ouve-se dizer com frequência que perder e ganhar tudo é desporto, sendo certo, que é muito diferente a cara de quem ganha do que a de quem perde: Estamos em crer que a metáfora se pode aplicar com toda a justiça à actuação do GFAB nesta corrida. Parabéns ao Grupo de Beja pela forma como esteve em praça e pela força decidida como agarrou os toiros: Se em apontamento anterior e sobre outra corrida, havíamos dito, que tínhamos visto um grupo timorato e hesitante, desta feita, presenciámos e aplaudimos um grupo confiante e determinado: Pelo exposto, após a corrida, o nosso semblante e o de inúmeros apoiantes do grupo, só podia ser de satisfação e alegria.
Hugo Santana, a quem carinhosamente apelidamos de moldavo, esteve excelente: brilhou na sua terra, mostrando técnica e saber, executou aquela que viria a ser a pega da tarde, com todo o grupo a ajudar de forma irrepreensível, sendo justamente distinguida pelo júri. Pela forma como todo o grupo desempenhou a sua função, tecnicamente perfeita, não resistimos em registar aqui a prestação de cada elemento, sendo que Luís Eugénio (Leiria) fez de forma eficiente a primeira ajuda, que os irmãos Mauro e Márcio Lança completaram nas segundas e os irmãos Brito Paes e Olavo Baião envolveram os anteriores de forma correcta. Miguel Nuno Sampaio, rabejou como é seu hábito.
Francisco Sampaio, citou e toureou o seu oponente com vontade e determinação: fechou-se bem na cabeça do toiro, concretizando uma vistosa e alegre pega. Estamos em crer que este forcado, pelo que lhe temos visto, poderá ser uma boa promessa para a próxima época: Assim o desejamos. A primeira ajuda esteve a cargo de Rodrigo Chaves, que uma vez mais se mostrou bem compenetrado do seu lugar e função. Aos irmãos Lança e Brito Paes se juntou João Graça para ajudar a consumar a tarefa: mais uma vez, Miguel Nuno Sampaio, cumpriu a rabejar.
E a tarde correria alegre e de feição para o GFAB: Luís Barbio, estreando-se à cara, esteve superior na frente do novilho, indo buscar o animal a terrenos de compromisso, citou, recuou bem e aguentou com garra, sendo feliz e eficiente na reunião. João Afonso a dar a primeira ajuda em nada comprometeu o forcado da cara, tal como Guilherme e Francisco Santos que desempenharam satisfatoriamente os seus lugares. Bom serviço de Bento Quadros e Costa a rabejar.
No global, actuação meritória de todo o Grupo de Forcados Amadores de Beja, não podendo olvidar-se de forma alguma certas revelações, particularmente nos conjuntos que pegaram o quarto e sexto da ordem: Parabéns a todos e assim pensamos que há grupo e gente com vontade de triunfar e ir mais além!
Como atrás referimos, o ambiente pós corrida foi de alegria e satisfação, quer para os forcados, quer para os seus familiares, amigos e acompanhantes, culminando esse notável ambiente, num magnífico e bem regado jantar, no qual, se viveram momentos de agradável convívio, que se prolongaram noite fora. Destaque especial para a “cerimónia baptismal” dos mais jovens elementos do GFAB, que teve como “oficiantes” o cabo actual, Manuel Almodôvar e o cabo fundador, João Caixinha, os quais iam fazendo a cada “iniciante” as respectivas “preces”, sempre adequadas ao momento e encorajadoras para o futuro.
Aproximando-se o fim da temporada, as expectativas continuam elevadas: Estamos certos que todos os elementos do Grupo de Forcados Amadores de Beja, saberão estar à altura das suas responsabilidades, defendendo primorosamente todos aqueles pergaminhos que muito dignificam e são essenciais na festa brava: Seriedade, humildade e lealdade.
Viana do Alentejo e Nª Senhora de Aires esperam-nos: Para lá e até lá …… Sorte moços!
Um abraço do Joaquim Estevens 20.09.2010

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Próximos Eventos

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

Corrida da Cuba - Fotos de Nuno Cirne

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

Corrida da Cuba por Joaquim Estevens

Feira Anual de Cuba -2010.
Naquilo que foi uma esforçada organização da Sociedade Filarmónica 1º Dezembro, Bombeiros Voluntários de Cuba e Sporting Clube da mesma (bom seria que o exemplo singrasse), realizou-se na castiça vila de Cuba, aquilo que se fez anunciar como uma grandiosa corrida de toiros, no dia 4 de Setembro, pelas cinco da tarde. Queixavam-se os aficionados que estava muito calor e nós, isso mesmo constatámos: Mas, quem não se lembra que as nocturnas eram praticamente um exclusivo do Campo Pequeno? Era a festa de toiros, vista e vivida intensamente com sol, pó e moscas (como sói dizer-se) em tempos não muito recuados e nem por isso a aficion deixava de aparecer?! Enfim… sinais: algo está a mudar!
Para toiros, em nosso modesto entender, algo anovilhados, já que viram a luz do sol em 2007, da ganadaria Veiga Teixeira, (herdade do Pedrógão – Coruche) alternaram em praça as conhecidas e conceituadas figuras do toureio equestre, Rui Salvador e João Salgueiro e o mais recente cavaleiro de alternativa, o jovem Francisco Palha. No geral, boa apresentação dos cornúpetos, no entanto a evidenciar alguma falta de rim no decorrer das respectivas lides, pena foi, que algum público não entendesse isso, exigindo aos cavaleiros mais ferragem com a aquiescência exagerada dos peões de brega nos capotazos. As pegas estiveram a cargo dos forcados de Cascais e do Grupo de Forcados Amadores de Beja.
Disputaram-se prémios para a melhor lide e para a melhor pega, sendo que no final da corrida, registámos alguma falta de unanimidade quanto à atribuição dos mesmos, quer quanto à melhor lide, entregue a Francisco Palha, quer quanto à melhor pega, distinção entregue ao forcado do GFAB, João Fialho. Não nos cabendo a nós avaliar, parabéns a ambos, já que quer um quer outro, demonstraram vontade e espírito toureiro.
Rui Salvador esteve com boa nota e demonstrou uma vez mais o seu clássico toureio com bons e requintados ferros, particularmente no seu segundo. O cavaleiro de Valada do Ribatejo, facilmente chegou às bancadas, já que nas suas duas actuações, trouxe sempre o toiro ligado ao cavalo, cravando meritoriamente quer em sortes frontais quer ao estribo, não obstante, imprimir por vezes demasiada velocidade às suas montadas. O jovem cavaleiro Francisco Palha, confirmou nesta praça a sua recente alternativa, porquanto executou com brilhantismo duas lides de bom nível que o público justamente aplaudiu e que como atrás se disse, levariam o júri a conceder-lhe o prémio para a melhor lide.
O nosso forcado João Fialho, foi cara no segundo da tarde: Citou bem e fechou-se com valentia, com todo o grupo a ajudar em consonância. Vimos gostosamente Rodrigo Chaves a dar uma primeira de muito bom nível, tal como o Leiria e o Saturnino em “su sítio” e no momento certo: Boa prestação do cabo Manuel Almodôvar a rabejar, concretizando-se assim à primeira tentativa uma pega tecnicamente perfeita, facto que o júri haveria de considerar.
Mau grado e em nossa opinião, coibimo-nos aqui de falar dos desempenhos seguintes, já que quer os forcados da cara, quer as ajudas, estiveram muito longe daquilo que deles se esperava, se tivermos em conta que já noutras ocasiões deram boa conta de si com toiros de outra raça e quilate. Já agora e perdoe-se-nos a franqueza, vimos no quarto e sexto da ordem, um grupo timorato, hesitante e sem convicção, não nos parecendo que os oponentes tivessem mostrado razão para tal. Mal a recuar, mal a ajudar….algo esteve mal….algo será necessário corrigir.
Mas, seguindo o sacro santo princípio de que com os erros e desaires também se aprende, estamos em crer que num futuro próximo todos os fracassos serão redimidos, para que o GFAB possa continuar na senda dos êxitos com tardes e noite de glória como já bastas vezes proporcionou.
Permitimo-nos voltar a lembrar que o sabor amargo das cornadas, o pegar à segunda, à terceira ou à quarta, não pode nunca ser motivo de desânimo e há que acreditar sempre: Na próxima vamos fazer melhor! Força Grupo de Beja!
Pela nossa parte, sempre achámos e continuamos a achar que o Grupo de Forcados Amadores de Beja tem forcados de grande estirpe e valor, capazes de ombrear com todos os seus pares, afirmando-se sempre como até aqui, com muita dignidade e merecedor de respeito, não obstante uma ou outra prestação menos feliz.
E por hoje é tudo, despedimo-nos como sempre: Sorte moços!
Um abraço do Joaquim Estevens 05.Setbº.2010

sábado, 4 de setembro de 2010

Fardação para a Cuba

A fardação para a corrida de hoje é ás 14 e 30 nos Bombeiros de Cuba.

Atenção aos atrasos!

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

"Tu que nos fazes tanta falta"

"Tu que nos fazes tanta falta"





Escrevo estas palavras a pensar em ti, nosso amigo que nos tens faltado...
Para mim pertencer a um grupo de forcados, muito mais do que fazer parte de um grupo de rapazes que se junta para pegar toiros, é acima de tudo pertencer a um forte grupo de amigos! Um amigo é alguem em quem podemos sempre confiar e sabemos estar ao nosso lado nos bons mas acima de tudo nos maus momentos! Como tal, pertencer a Grupo de Forcados é saber que dentro e fora da praça temos outra familia, que quer partilhar conosco as alturas felizes e nunca deixa de nos apoiar nas dificeis!
Temos a sorte de pertencer a esta magifica e grande familia que é o GFAB. Uma familia cada vez maior... Mas de que nos vale ter uma grande familia se quando as coisas começam a correr pior ela nos falta?
Depois de um bom inicio de época, do grande fim-de-semana dos 12 toiros e do tão desejado Campo Pequeno subitamente deixei de ver grande parte da minha familia... Não consigo perceber. Serão as lesões de alguns tão graves que os impeçam de continuar a vir ás corridas? Será que a praia se acaba? Será a crise? Não me parece... Uns porque estão lesionados, outros porque não se fardaram aqui ou ali, outros porque não têm tido tantas oportunidades como gostariam (saibam estes que tem havido bastantes nas ultimas corridas, há que acreditar e lutar por elas) outros por simples comodismo... Para mim a maior parte simplesmente porque se esquece de como gosta ter os seus amigos ao "seu lado" quando lhes toca a eles saltar a trincheira!
Se para a grande mairoia dos grupos ter vinte e poucos forcados prontos para se fradar e mais meia duzia de amigos é uma coisa perfeitamente normal, felizmente que no nosso é algo estranho! Se para uns é a regra para nós é a excepção! Assim gosto de pensar...
Compreendo e considero perfeitamente normal que esporadicamente temos outros compromissos que nos impedem de estar presentes! Normal! Esporadicamente! E sempre depois de conversado com o Cabo, acho eu... Não se é forcado só quando nos apetece! É-se forcado 365 dias por ano, dentro e fora da praça. Quando aparece escrito em qualquer parede do pais em qualquer cartel de qualquer corrida de toiros "Grupo de Forcados Amadores de Beja" é como se lá estivesse cada um dos nossos nomes! Temos por isso a responsabilidade de lá estar presente nem que seja porque os nossos amigos contam conosco! Eu conto com todos voçes! Os toiros pegam-se com técnica, força, determinação, garra, valentia, coragem, entreajuda, humildade... mas acima de tudo com Amizade!
Por isso peço-te que da próxima vez te lembres de todos aqueles que contam contigo!!!
Na fardação durantes aqueles bons momentos de descontração e de convivio, numa simples ajuda no nó da gravata, no simbólico acto de colocar a cinta, ou apenas para que lhe digas "maricas vê se te agarras"...
Na praça, lá em baixo a dares o teu melhor pelo teu amigo e pelo grupo, ou nas bancadas a dar força nem que seja em silencio...
No final da corrida...no jantar... pela noite fora, são também momentos que recordarás para sempre!
Um Grande Abraço
Zé Maria Brito Paes

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

corrida de Lagoa - fotos de Nuno Cirne

Corrida de Garvão - fotos de Nuno Cirne

terça-feira, 31 de agosto de 2010


As fotos dos toiros para a Cuba estão em :
http://www.touradas.no.sapo.pt/currodetouroscuba.htm


segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Fim de Semana taurino - por Joaquim Estevens

Corridas de Lagoa e Garvão – 27 e 28 de Agosto de 2010.
Em noite de noite de intenso calor, actuou em Lagoa, o Grupo de Forcados Amadores de Beja, alternando com o Grupo de Cascais e bem assim com os Académicos de Elvas. Joaquim Bastinhas, Tito Semedo, Marcos Bastinhas e Verónica Cabaço, lidaram toiros de Varela Crujo, que se apresentaram bem compostos e fazendo jus à sua origem: bem rematados de peso, córneas bonitas e no geral, bravura q.b.
Porque o tempo é de férias e escasseia quer para os aficionados quer para o “escriba”, vamos procurar ser breves neste nosso apontamento, relatando aquilo que nos pareceu mais significativo neste fim-de-semana taurino.
Assim em Lagoa e ao terceiro da noite, foi Mauro Lança o forcado que tentou a pega, aquele que, quanto a nós foi o toiro mais complicado da corrida; cheio de força e sentido, arrancando-se sempre com muita pata, exigia atenção e cuidados redobrados às ajudas, que não estiveram no seu melhor. Parece maldição, porquanto já na corrida de 2009, o experiente Mauro Lança, foi também traído por alguma falta de “calo” das ajudas, que nem sempre põem como deveriam a “carne na grelha”. Mauro Lança, esteve sempre bem na cara do toiro, não obstante, as três tentativas falhadas: Concretizou à quarta, com o grupo a tentar redimir-se da fraca prestação do conjunto. Menção especial para o desempenho do forcado Miguel Lampreia.
O último da noite, tocou ao forcado Ricardo Castilho, que esteve em bom nível, citando com técnica e saber, viajou na cabeça do toiro bem fechado aguentando com firmeza os seus derrotes. Na primeira ajuda, eficiente, esteve o António Merino secundado pelos Luíses, Picanço e Eugénio. Miguel Nuno Sampaio, rabejou com estilo. Bom desempenho de todo o grupo neste particular, tendo em nosso modesto entender, sido esta a melhor pega da corrida.
Terminava assim mais uma participação do GFAB, numa corrida em praça desmontável, com assistência a cerca de três quartos, onde os Varela Crujo impuseram a sua força e raça, “brindando” os forcados com algumas mazelas, felizmente ligeiras, próprias do ofício mas que em nada impediram a sua deslocação à aficionada Vila de Garvão, no dia seguinte para mais uma Corrida!
Pelas dezoito horas de Sábado, dia 28 e sob um sol ardente, em praça os cavaleiros Tito Semedo, Ana Batista, Filipe Gonçalves e Verónica Cabaço, tal como o matador Sérgio Parrita. Lidaram-se cinco toiros da ganadaria espanhola Villa Lobillos, anunciados como poderosos. Para as pegas, além do Grupo de Forcados Amadores de Beja, também o grupo de Cascais.
Miguel Nuno Sampaio, saltou à arena para pegar o segundo da tarde, o que viria a concretizar à segunda tentativa, já que da primeira vez, citando bem não recuou da melhor forma, pelo que não conseguiu suster a forte investida do seu oponente: Tendo corrigido eficazmente, executou uma linda pega, bem fechado na cara do toiro, com uma boa primeira ajuda de António Merino. Luís Eugénio e Ricardo Soares, estiveram no ponto, tal como os restantes elementos do grupo que cumpriram com exactidão nos seus lugares, tendo José Maria Brito Paes rabejado com vigor e estilo.
No último da tarde, cabe aqui dizer-se que não entendemos bem a prestação dos peões de brega na colocação do toiro para a pega, fazendo-o deselegantemente e com alguma desfaçatez, de dentro da trincheira e quase por especial favor. Pelas características do toiro, o cabo Manuel Almodôvar, mandou à cara o jovem forcado Guilherme Santos, ajudado por Rodrigo Chaves, com a dupla “Riqui e Leiria” nas segundas. Luís Picanço e os irmãos Brito Paes, seguraram atrás. Guilherme Santos, citando bem, não conseguiu fechar-se devidamente, não obstante todo o grupo ter ajudado de forma correcta. Numa clara demonstração de que o Grupo não pretende recolher louros indevidos, o cabo, pediu e mandou repetir a pega, já que na primeira tentativa o forcado havia saído da córnea do toiro. Nota alta para o cabo, já que nem todos os aficionados se aperceberam do perfeitamente desculpável incidente, demonstrando com a sua postura e atitude que o Grupo de Forcados Amadores de Beja, está na festa dos toiros, com verdade e pela verdade, não se deixando intimidar ou envaidecer com falsos êxitos, por vezes tão tentadores e ali mesmo “à mão de semear”. À segunda tentativa, Guilherme Santos, concretizou com brio, aquilo que já havia prometido quando na primeira vez saltou à praça, com todo o grupo a dar conta do seu papel de forma brilhante.
Entrando-se na recta final da temporada, terceira do GFAB, pensamos que o mesmo tem sabido estar à altura das suas responsabilidades e que não tem de todo, defraudado as expectativas dos seus amigos e aficionados e está ganhando um lugar de relevo junto da crítica taurina. No próximo dia 4 de Setembro, estamos certos, muitos serão os que se deslocarão à simpática e castiça Vila de Cuba, para assistir a uma corrida séria com toiros Veiga Teixeira.
Obviamente, lá estaremos a acompanhar o Grupo de Beja: Para lá e até lá …. Sorte Moços!
Um abraço do Joaquim Estevens 29.08.2010.

domingo, 29 de agosto de 2010

Corrida de Garvão

corrida de Lagoa

Campo Pequeno - Fotos de Nuno Cirne

Corrida de Beja - Fotos de Nuno Cirne

CORRIDA DE MONTE GORDO - fotos de Nuno Cirne

sexta-feira, 27 de agosto de 2010


No próximo Sábado a fardação para a corrida vai ser na praça de Garvão ás 15 horas.
Atenção aos atrasos

Fado do Forcado - João Chora

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

Fardação


Sexta-feira dia 27 a fardação para a corrida de Lagoa vai ser na casa do Tiago Graça, na praia da Rocha ás 19 horas.


Atenção aos atrasos

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

Corrida de Santana da Serra

Corrida do Campo Pequeno

domingo, 22 de agosto de 2010

Corrida de Santana da Serra - por Joaquim Estevens

Festas de Santana da Serra – Corrida de Toiros – 20.Agosto.2010
Santana da Serra é freguesia do concelho de Ourique que delimita a nossa provincia daquele que foi em tempo, o reino dos Algarves. Localidade berço, entre outras, de famílias queridas e veneradas, não só da região, como tambem de projecção nacional; Permitam-nos que lembremos aqui, o malogrado politico Dr. Amaro da Costa e o saudoso Dr. António Semedo, distinto médico, autarca e alentejano do mais fino trato, pai do cavaleiro tauromáquico Tito Semedo. Feliz da terra que recorda e guarda bem viva a memória dos seus saudosos filhos!
Felizmente há praças desmontáveis; assim, a festa de toiros como importante manifestação da cultura e tradição portuguesa, vai chegando e fazendo parte de cada vez maior número de festejos populares; assim o foi em Santana da Serra, na Sexta Feira passada, às vinte e duas horas, onde acorreu um publico cioso de ver toiros e amante da festa brava.
Compunham o cartel os cavaleiros de alternativa Luís Rouxinol, Tito Semedo e Filipe Gonçalves, para enfrentar um curro de toiros António Charrua; as pegas a cargo de dois grupos: Cascais e Beja. Comprendendo as dificuldades com que por vezes se debatem as organizações responsáveis por estes eventos, não podemos deixar de registar a dificiente iluminação da arena, e bem assim a inexistência de um serviço sonoro; cremos que estes dois requesitos são de capital importância, o primeiro para os artistas e o segundo para os aficionados, que gostam de saber, para além do nome dos toureiros, idades e pesos dos animais em lide.
Os Charrua não criaram problemas, pelo que os cavaleiros se empregaram nas suas lides habituais: Luis Rouxinol, com o seu característico estilo, levou a alegria às bancadas: Tito Semedo, na sua terra natal, não defraudou as espectativas dos seus conterrâneos, toureando ao som da musica e recebendo calorosos aplausos e Filipe Gonçalves apresentou o seu costumado estilo de alegria e juventude. Todos os cavaleiros deram no final das respectivas lides, volta à arena, recebendo palmas do publico e ouvindo a música da circunstância.
Após uma noite dura no Campo Pequeno, à qual já nos referimos em apontamento anterior, apresentou-se o Grupo de Forcados Amadores de Beja, nesta praça, cheio de vontade e confiança, dando mostras de não se ter deixado vencer pelo desânimo e disposto a defender os seus pregaminhos com arte e vigôr.
Ao experiente João Fialho, coube a tarefa de pegar o segundo da noite, função que cumpriu com saber e talento: Nesta pega, mensão especial para os forcados Luis Picanço na primeira ajuda e bem assim para Márcio Lança que se destacou com uma boa segunda ajuda, a entrar no momento oportuno. Miguel Nuno Sampaio, rabejou como habitualmente, com técnica e segurança.
Guilherme Santos que recentemente em Monte Gordo havia tido uma boa prestação, não conseguiu desta feita, igual desempenho, muito embora tenha estado à frente do toiro com muito à vontade, não conseguiu, por manifesta inoperância das ajudas concretizar qualquer das suas primeiras tentativas, vindo a fazê-lo à quarta tentativa, com todo o grupo a actuar em posição de recurso, isto é, ajudas a carregar logo após a reunião do toiro com o forcado da cara.
Ao último da noite foi Francisco Santos, irmão de Guilherme e igualmente principiante na arte de pegar toiros; podemos dizer que se estreou da melhor forma, concretizando à primeira tentativa, realizou um pega vistosa, na qual se destacou o João Graça a dar uma primeira de bom nivel, com as segundas de Luis Picanço e Mauro Lança a entrar no momento devido. Uma vez mais, Miguel Nuno, cumpriu com eficiência a imobilização do toiro, rabejando brilhantemente.
Terminada a corrida, o ambiente era de alegria e satisfação, ao qual, obviamente nos associámos: Parabéns ao Grupo de Beja, que certamente irá com toda a nobreza e dedicação defender uma vez mais, a sua jaqueta, na XVI Grande Corrida de Toiros Fatacil em Lagoa no próximo dia 27 de Agosto, na qual se lidarão toiros de Herdeiros de Varela Crujo.
Como sempre: Para Lagoa e até lá ..... Sorte Moços !
Um abraço do Joaquim Estevens 22.08.2010

Corrida do Campo Pequeno - por Joaquim Estevens

Estreia do GFAB no Campo Pequeno
Sendo a Monumental do Campo Pequeno, catedral e praça maior do toureio nacional, sonho e aspiração de todos os toureiros, prémio e distinção para ganadeiros, é romagem quase mítica para qualquer aficionado, tal o simbolismo que encerra. Assim sendo, muitos foram os aficionados e amigos do Grupo de Forcados Amadores de Beja, que ontem 19 de Agosto, não quiseram perder a oportunidade de assistir aquela que foi a primeira corrida do grupo, na principal arena do nosso país.
Lidou-se um curro de toiros, com quatro anos, bem rematados de peso e apresentação, da conceituada ganadaria de Manuel Assunção Coimbra, que recorde-se, venceu em 2009 o Galardão Campo Pequeno “Melhor Toiro” e apresentaram-se em praça os cavaleiros Sónia Matias, António Brito Paes, Paulo Jorge Santos, Ribeiro Telles Bastos, Duarte Pinto e o venezuelano José Luís Rodriguez que tomou a alternativa. Em concurso de pegas, alternaram os Grupos de Forcados de Mazatlan (México), de Alter do Chão e de Beja.
Com público a acorrer em bom número, lotando seguramente, três quartos da casa, após as cortesias iniciou-se o espectáculo com o ritual de cumprimentos ao examinando. Nota alta para as actuações de Sónia Matias, António Brito Paes e para o descendente da dinastia Telles, os quais, bregando e toureando cada qual ao seu jeito e maneira, facilmente chegaram e transmitiram emoção às bancadas.
Como é nosso hábito, não nos detemos com muito detalhe em análises ou comentários às actuações dos cavaleiros ou às prestações dos outros grupos de forcados, deixando essa função a melhores conhecedores dessas artes: Cingimo-nos, isso sim e com todo o gosto, a relatar desinteressada e despretensiosamente e segundo a nossa visão, o desempenho do Grupo de Forcados Amadores de Beja, que gostosamente, acompanhamos desde o seu inicio.
Estamos em crer que a responsabilidade, algum nervosismo e bem assim uma grande vontade de fazer boa figura, condicionaram aquilo que podia ter sido uma corrida auspiciosa para o Grupo de Beja, não fossem algumas deficiências e desatenções verificadas, mas que certamente serão corrigidas no futuro, partindo do sacro santo princípio de que errando também se aprende.
O terceiro Coimbra, com 520 Kgs. pareceu ser o toiro mais fácil da corrida, no entanto, à cara, o forcado Ricardo Soares não se entendeu com o seu oponente, que estando aceitável à primeira tentativa, é de esquecer a segunda, tendo concretizado à terceira com recurso a ajudas bastante carregadas. Ao sexto e último da noite, foi o valoroso forcado José Miguel Falcão a quem carinhosamente chamamos Fázinha; Pelas duas vezes foi e esteve com notável talento à frente do toiro, e não tivesse sido por manifesta ineficácia das ajudas, teria arrebatado (em nosso modesto entender) o prémio para a melhor pega, tal a sua garra e aprumo na cabeça do toiro que derrotava alto, despejando-o violentamente á segunda tentativa. Manifestou o grupo neste particular, alguma desconcentração, cabendo ao forcado Hugo Santana a função de dobrar o seu colega que havia rumado à enfermaria. Tarefa cumprida e concretizada de imediato e com valentia, com todo o grupo a procurar redimir-se do fraco desempenho anterior. A rabejar, sempre, José Maria Brito Paes cumpriu com exuberância e estilo.
A estreia na Monumental do Campo Pequeno, não foi coroada daquele êxito e glória que todos desejaríamos, mas seguramente, também não foi um desastre ou prestação que faça o grupo corar de vergonha, entre os seus pares, antes pelo contrário; Os problemas que surgiram, foram resolvidos com humildade, dedicação e valentia e como se canta no memorável e inesquecível fado dos Saltimbancos, os toiros não saíram por pegar!
Sendo que outras corridas se avizinham, temos a absoluta certeza de que irá imperar a habitual entre ajuda entre todos os elementos do Grupo, de forma a levar de vencida com toda a dignidade os próximos embates. Não podendo terminar este apontamento, com o tradicional “Parabéns ao Grupo de Beja”, dizemos com toda a nossa confiança e convicção FORÇA GRUPO de BEJA!
Para Santana da Serra e para todas as que se seguirem……. Sorte Moços!
Um abraço do Joaquim Estevens 20.08.2010

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

Comunicado


Grupo de Forcados Amadores de Beja
Comunicado


O Grupo de Forcados Amadores de Beja foi confrontado no passado dia 13 de Agosto, em Cabeça Gorda, Beja, com uma situação inédita: o Grupo de Forcados Amadores do Pinhal Novo, recentemente afastado da Associação Nacional de Grupos de Forcados e que em data anterior tinha sido convidado para pegar na corrida que ali se ia realizar, apresentava-se para participar no espectáculo, conjuntamente com o Grupo de Beja e o Grupo de Cascais.

O Grupo de Beja é destes três o mais novo. Após mais de duas décadas sem actividade retomou regular actividade em 2008. Quando o fez, pediu para ser membro da Associação Nacional de Grupos de Forcados. Não conseguiu que a sua estreia fosse na praça Varela Corujo de Beja, como seria natural, porque não era sócio da Associação. Aceitou, disciplinadamente, a situação então criada. Foi-lhe concedido o estatuto de pré-associado, pela ANGF e, implicitamente, aceitou cumprir todos os deveres que directamente derivam deste compromisso. Como é natural, comum e ético. Como acontece com todos os associados de todas as associações, locais, nacionais, profissionais, amadoras, desportivas. Com todos. Todos.

Faz parte, como é público e notório, dos deveres dos associados da Associação Nacional de Grupos de Forcados só intervirem em corridas de touros tendo como co-participantes membros (ou pré-membros) da Associação. O Grupo de Beja não criou estas regras, não as inventou, em nada contribuiu para que elas existam. Limitou-se a aceitar, de boa fé e espírito aberto, as normas existentes. O Grupo de Beja e os outros grupos, iguais entre si. O Grupo de Beja não teve, ainda, a oportunidade de votar na assembleia magna da Associação. Irá faze-lo quando a isso for chamado, assumindo naturalmente todas as responsabilidades do seu voto, ainda não foi esse o caso. Consequentemente, o Grupo de Forcados de Beja não teve qualquer intervenção, activa ou passiva, na situação criada ao Grupo de Forcados Amadores do Pinhal Novo.

Na Cabeça Gorda, no passado dia 13, o Grupo de Beja limitou-se a fazer o que é exigido. Actuar segundo as regras. Repete-se, a fazer aquilo que lhe é eticamente exigido.

A decisão da corrida da Cabeça Gorda ter como participantes sócios da Associação Nacional de Grupos de Forcados foi exclusivamente dos empresários da Praça. Como seria inevitável. O Grupo de Beja limitou-se a dar a sua opinião: traria para os grupos participantes, bem como para os próprios empresários, sérias consequências a co-actuação dum grupo que não pertencesse à ANGF.

Somos um grupo novo, herdeiro de boas tradições, com duas épocas de existência. Temos orgulho e prazer em pegar com todos os grupos de Portugal e do mundo. Com toda a humildade. Temos amigos em toda a parte, no Alentejo e Ribatejo, em Lisboa e no Norte. Os nossos adversários são os recentes anti-touradas, é quem está contra os espectáculos taurinos, são, os cada vez mais fortes, inimigos desta bonita tradição portuguesa. Só esses. Não os nossos companheiros e amigos. A gente que vibra ao soar do cornetim, que sente o braço amigo dos seus pares, que gosta do perigo que representa o trato com os animais bravos e sérios que connosco repartem a presença na praça.

Gostamos dos nossos amigos, temos por eles o respeito que pedimos para nós próprios. Estamos sempre prontos para ajudar os nossos companheiros. Com total disponibilidade e correcção. Não nos metam em confusões e disputas que não são nossas nem nos dizem respeito.

Com amizade

Manuel Almodôvar

O Cabo do Grupo de Forcados Amadores de Beja

domingo, 15 de agosto de 2010

A fardação para a corrida do Campo Pequeno, dia 19 vai ser no Hotel Berna ás 19 horas.


Atenção aos atrasos

sábado, 14 de agosto de 2010

Cabeça Gorda - por Joaquim Estevens

Corrida de Toiros em Cabeça Gorda – Festas de São Luís 2010.
Cabeça Gorda, pitoresca aldeia e freguesia do concelho de Beja, cujo nome se perde na voragem dos tempos, desconhecendo-se até hoje a sua verdadeira origem, celebra por meados de Agosto as festas em honra do seu padroeiro, São Luís. O visitante que chega pela estrada principal tem a aguardá-lo uma extensa e linda avenida, legado dum benemérito que por lá passou no inicio do século XX e que lhe deu o nome, Alonso Gomes. É hoje, quase um dormitório da cidade Pax Júlia, mas outrora, foi terra de carvoeiros, maiorais e manajeiros, almocreves, abegões e sapateiros, profissões que agora povoam o imaginário dos mais jovens.
Como já várias vezes temos referido, a Festa de Toiros, faz por todo o lado, parte integrante dos variados programas festivos, tal o seu cariz e aceitação popular: Bem-haja, as autarquias e comissões de festas que, muitas vezes, remando contra ventos e marés, levam a efeito e promovem esta tão nobre manifestação da cultura portuguesa.
Pela desmontável de Cabeça Gorda, passaram os cavaleiros João Moura, Tito Semedo e Marcos Bastinhas que lidaram toiros da ganadaria espanhola de Sanches Urbina, rematados de peso q.b. com córneas aceitáveis, denotando por vezes alguma falta de bravura e nobreza, com excepção para o último da noite, que deu ao jovem Bastinhas a possibilidade, aproveitada, de uma boa lide.
Se é certo que a festa de toiros é todo um conjunto e toda uma envolvência de beleza e arte, de arrojo e valentia, de sentimentos e emoções, o forcado corporiza tudo o que de mais genuíno existe no espectáculo, emprestando-lhe um misto de alegria e sobriedade. Na corrida em apontamento, o Grupo de Forcados Amadores de Beja actuou em disputa da melhor pega com os forcados de Cascais.
O forcado Francisco Sampaio, não obstante ser debutante nestas andanças, esteve bem: Para quem se estreia e muito embora tenha concretizado à segunda tentativa, mostrou em ambas as vezes, muita vontade e talento, deixando desde já, antever um futuro promissor. Ao quarto da noite, foi Mauro Lança, que igualmente consumou à segunda tentativa, observando-se aqui ligeiras deficiências do grupo a ajudar; de qualquer forma nota positiva para o conjunto, que certamente conseguirá no futuro corrigir-se e aperfeiçoar-se. Fechou-se a corrida com a actuação do Grupo de Beja, sendo que o forcado Miguel Nuno Sampaio se encarregou de concretizar aquela que viria a ser a pega da noite: Citando com alegria, recuou com técnica e saber, fechando-se experientemente, viajou na cabeça do toiro aguentando vistosamente os seus derrotes. Registo especial, para uma primeira ajuda dada com vigor e ao piton que obrigou o toiro a baixar a cabeça, pelo António Merino. Sem entrar em detalhes neste ou naquele toiro, nota alta , entre outros, para as ajudas do António Merino e Luís Picanço. Bom e eficiente a rabejar, José Maria Brito Paes, confirmou aquilo que já desde há tempo vem mostrando. Actuação global muito positiva do grupo, que primou pela apresentação de gente nova desejosa
É salutar, motivador e encorajante, constatar mais esta boa prestação do Grupo, porquanto vinha de uma semana muito dura com doze toiros pegados em solitário. PARABENS: Pensamos que há grupo e seguindo com a humildade e dedicação, como até aqui, estamos convictos e assim o desejamos, continuará a sempre a superar-se, por mais dificeis que sejam os seus opositores.
No próximo dia 19, terá lugar o evento que qualquer amante da festa brava venera e ambiciona: Actuar no Campo Pequeno, qual Catedral do Toureio Nacional. Deseja-se que o Grupo de Forcados Amadores de Beja, rubrique ai uma exibição de alto nivel.
Até lá e para lá ...... sorte moços
Um abraço do Joaquim Estevens 2010.08.14

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

Campo Pequeno

Caros amigos do Grupo de Beja

Como é sabido, o Grupo de Forcados Amadores de Beja vai ter mais um compromisso importante no próximo dia 19 no Campo Pequeno. Gostaríamos de contar com a presença de todos nesta noite tão importante para nós.
Informamos todos aqueles que queiram assistir à prestação do GFABeja ao vivo, que deverão comprar o seu bilhete no sector 7 para que todos os amigos do grupo fiquem no mesmo sector.
Obrigado.

terça-feira, 10 de agosto de 2010

Corrida de Monte Gordo e Beja - por Joaquim Estevens

Fim de Semana Taurino, Agosto 7 e 8 de 2010.
Havíamos dito no nosso último escrito que o mês de Agosto estava à porta e com ele as corridas de grande responsabilidade para o Grupo de Forcados Amadores de Beja, com a fasquia das expectativas colocada em nível alto: Efectivamente, se pegar uma corrida de seis toiros em solitário, é um feito relevante, pegar duas corridas seguidas em solitário, no espaço de 24 horas, ainda mais relevante se torna e merece o devido registo e aplauso.
Parabéns ao Grupo de Beja, parabéns ao seu cabo e parabéns a todos aqueles que desde a primeira hora acreditaram. A vida é feita de exames e julgamentos permanentes, de vitórias e conquistas, de avanços e recuos e nessa perspectiva, o fim de semana passado, representou com toda a certeza um marco importantíssimo para os forcados amadores de Beja, colocando-os na ribalta da forcadagem nacional, tal o seu desempenho na desmontável de Monte Gordo seguindo-se igualmente nota alta na bejense Varela Crujo.
Sábado à noite em Monte Gordo, com a casa praticamente cheia, estiveram em praça os cavaleiros de alternativa, João Salgueiro e Rui Fernandes e bem assim a jovem e promissora Isabel Ramos, que lidaram três toiros Passanhas e outros três como ferro de Inácio Ramos.
O cavaleiro do Ribatejo, toureou com arte e saber, um toiro de cada ganadaria, ambos com boa apresentação e na ordem dos 550 Kgs. Nos dois, deixou a ferragem que lhe competia, cravando de frente e com alegria, saindo em bom ambiente. Guilherme Santos à primeira tentativa e Hugo Santana à terceira, finalizaram as lides de João Salgueiro. Guilherme Santos foi debutante e mostrou que pode ser mais um forcado de caras nas opções de Manuel Almodôvar. Hugo Santana não teve tarefa fácil, perante um animal que desde logo se defendeu e que levantava a cabeça com veemência; Esteve excelente na segunda tentativa, mas as ajudas não estiveram em “su sítio” neste particular, pelo que, à terceira com ajudas carregadas, a pega foi consumada.
Rui Fernandes, em noite inspirada e exibindo a sua excelente quadra de cavalos, esteve bem no seu primeiro e segundo da ordem com ferro da ganadaria Inácio Ramos, bregou com alegria cravando em sortes frontais, levando o público quase ao rubro dado a sua forma muito peculiar de saída e desenho das sortes. Na sua última actuação perante um passanha, pouco colaborante e de fraca investida que cedo se refugiou em tábuas, com recurso a ferros sesgados e em terrenos de compromisso, cravou ferros com nota alta. O forcado João Fialho, fechado à córnea de forma excelente, concretizou à segunda tentativa com ajudas perfeitas de Augusto Silva, Luís Merino e Miguel Lampreia. Ao quinto da noite, foi José Maria Brito Paes à cara com Luís Merino a dar primeiras. Tudo levava a crer que o forcado Brito Paes, seria o rabejador de serviço em Monte Gordo (4 toiros), função que desempenhou de forma exuberante e com muito brilho, no entanto, tocar-lhe-ia também a tarefa de pegar de caras, concretizando com êxito à segunda tentativa, já que à primeira, teve problemas a recuar na cara do seu oponente, pensamos que devido ao estado, muito pesado, da arena.
Nos toiros de Isabel Ramos, coube a José Miguel Falcão e Mauro Lança a função de forcados de caras. Nas suas actuações, ambos foram felizes no desempenho, pegando com técnica e arte, respectivamente um toiro de Inácio Ramos e outro da ganadaria Passanha. José Miguel Falcão, esteve bem e fechou-sena cara do toiro com muita classe, com uma ajuda de bom nível de Rodrigo Chaves. Mauro Lança, encerrou a prestação do Grupo de Beja, realizando uma pega brilhante, igualmente ajudado por Rodrigo Chaves com Álvaro Sampaio e Rui Picanço a complementar as ajudas. A cavaleira Isabel Ramos , actuando perante os seus conterrâneos, toureou e encantou: Vestindo e montando elegantemente, contribuiu de forma excelente para uma agradável noite de toiros, os quais entendeu e toureou de forma superior.
Estava assim concluída a primeira parte do já assumido fim de semana taurino: a primeira actuação em solitário do Grupo de Forcados Amadores de Beja, foi como acima expressamos, um importante tónico motivador e estimulante para a segunda actuação em solitário: desta feita e sob todos os olhares e atenções na Praça José Varela Crujo.
A fasquia das expectativas continuava alta e foram muitos os aficionados (meia praça forte?) que se deslocaram ao redondel da Pax Júlia, para ver como o Grupo de Beja, levaria de vencida ou não “esta empreitada”.
A empresa Aplaudir, fez anunciar um mais que duvidoso concurso de ganadarias, apresentando um lote de toiros, que muitos aficionados desde logo, reputaram de concurso de sobreros, tal a apresentação pouco cuidada dos animais, ainda que com peso, mas na generalidade, bastante faltados de casta e nobreza.
O primeiro da noite, da casa Prudêncio, de 475 Kgs. e de 2007, saiu para o cavaleiro António Telles que não obstante a sua veterania, não se conseguiu entender com um toiro que se mostrou manso e sem investida, muito embora se tivesse empenhado, conseguindo a lide possível. O forcado José Miguel Falcão, que trazia inspiração e confiança q.b. de Monte Gordo, não conseguiu concretizar à primeira, vindo a fazê-lo à terceira.
O cavaleiro de Tomar, Rui Salvador, esteve ao seu nível procurando lidar adequadamente, um toiro com 570 Kgs da ganadaria de António Silva, que cedo se desligou do cavalo e se resguardou em tábuas. Distribuiu-lhe empenhada e zelosamente a ferragem da ordem. Toiro folgado e com muita pata, empurrando com força e a pôr bem a cara, permitiu ao forcado Ricardo Soares uma pega à primeira tentativa, que mereceu forte ovação e aplauso: actuação brilhante de todo o grupo e menção especial para a prestação de Álvaro Sampaio na primeira ajuda e Manuel Almodôvar a rabejar. A aficion entendeu sublinhar devidamente a actuação do forcado, exigindo-lhe segunda volta á arena.
Ao forcado Miguel Nuno Sampaio, com Rodrigo Chaves a dar primeiras, caberia a proeza de pegar à primeira e bem um toiro da ganadaria D. Guiomar Cortes de Moura. Animal de 2006, anunciado com 480 Kgs. de boa investida, deixou-se lidar pelo cavaleiro Tito Semedo, que lhe dispensou dois ferros curtos com mérito: toureou de frente, talvez com ligeiro abuso nas cambiadas nem sempre bem finalizadas, mas no entanto com nota actuação positiva.
Num toiro da ganadaria Jorge de Carvalho, com 500 Kgs e nascido em 2006, tentou a cavaleira Sónia Matias, fazer o seu melhor, conseguindo alguma ligação e delírio com as bancadas na parte final da sua actuação quando cravou com alguma destreza e espectáculo, vários ferros na sorte de violino. Para a pega saiu o já experiente forcado Hugo Santana, que concretizou à terceira tentativa com muito valor. Álvaro Sampaio uma vez mais a ajudar bem, no entanto, há aqui que referir que o grupo não esteve bem a ajudar nas duas primeiras tentativas.
Costuma dizer-se que não há quinto mau e efectivamente, um toiro de 520 Kgs, nascido em 2007, igualmente oriundo da ganadaria de Monforte, fez as delícias do cavaleiro João Moura Caetano, que rapidamente chegou ao público, tirando partido de um animal colaborante o qual soube sempre trazer e prender ao cavalo. Cumpriu, cravando e rematando bem. O forcado Olavo Baião não esteve feliz na cara, sendo que o popular e alegre Luís Eugénio, vulgo Leiria, se encarregou de dobrar eficientemente à primeira o seu colega, com todo o grupo a acompanhar nas posições certas.
Da ganadaria de Jorge Mendes veio o último da noite: animal com quatro anos e com 565 Kgs. de peso mas com muito a dever à bravura: Não obstante a pouca raça e casta apresentada, conseguiu o cavaleiro Francisco Palha, uma actuação a todos os títulos meritória. Cravou bem, quer ao estribo quer ao alto. Com o seu toureio, facilmente chegou ao público que não lhe regateou aplausos, terminando com um espectacular par de bandarilhas a duas mãos. E a noite haveria de terminar em beleza para o Grupo de Forcados Amadores de Beja, com uma pega magnífica e tecnicamente perfeita, executada por Ricardo Castilho, com uma excepcional ajuda daquele forcado que desde sempre se tem afirmado com técnica, valor e saber: Álvaro Sampaio.
Apetece-nos aqui relembrar aquela velha máxima: “Quanto pior… melhor!”:
Ainda bem que os doze toiros que o Grupo de Beja enfrentou neste fim de semana, foram grandes e alguns tinham problemas, porque se tivesse pegado, toiros de ganadarias da nossa região ou tivesse pegado aquilo a que na gíria se designam de “babosas”, não faltariam por ai, falsos amigos, aficionados, comentadores e alguma concorrência a desvalorizar o mérito e valentia do GFAB e a evocar maldosamente falsas benesses.
Superadas estas duas etapas, está aberto o caminho para o GFAB, ocupar o lugar que merece e obter dos seus pares, da crítica e das empresas tauromáquicas o devido reconhecimento. Pela sua humildade e nobreza de carácter de todos os seus elementos, estamos certos que o GFAB se guindará já na próxima temporada a actuações em praças de primeiro plano.
Como sempre…. Até lá e para lá….. Sorte Moços !
Um abraço do Joaquim Estevens 2010.AGOSTO.10

segunda-feira, 9 de agosto de 2010

Corrida de Beja

Corrida de Monte Gordo

sexta-feira, 6 de agosto de 2010

Corrida de Monte Gordo

A fardação para a corrida de dia 7, vai ser na casa do "Fazinha" em Monte Gordo pelas 19 horas.

Atenção aos atrasos

sábado, 31 de julho de 2010






segunda-feira, 26 de julho de 2010

Corrida de Entradas - por Joaquim Estevens

Corrida Rádio Castrense - 2010 - Entradas - Castro Verde.
A 23 de Julho, realizou-se em terras do Campo Branco, a XI Corrida de Toiros das Festas de Santiago, santo padroeiro da freguesia de Entradas. A exemplo das edições anteriores, a organização, Rádio Castrense, procurou esmerar-se na constituição e montagem do cartel, chamando aquela praça os cavaleiros de alternativa João Moura, Luís Rouxinol e Tito Semedo e os forcados amadores de Cascais, Cuba e Beja: Estamos convictos, com a melhor das intenções, foi rematado um curro de seis toiros da ganadaria Vinhas. Atrevemo-nos a dizer que talvez devido a forte canícula que ultimamente se tem feito sentir na região, os artistas, não conseguiram retirar dos Vinhas, aquele “vinho” que a aficion presente tanto queria ver e sentir: Faltaram toiros, já que aqueles que vimos frustraram as expectativas do público que quase lotava a praça. Os cavaleiros e respectivas quadrilhas lidaram os seus oponentes de acordo com as características que os mesmos iam apresentando, que o mesmo é dizer: mansidão, sem investida, falta de força e pouca apresentação. Não obstante a ausência de bons predicados dos Vinhas, qualquer dos artistas, mercê do seu valor e saber, acabou por ir distribuindo a respectiva ferragem, rubricando sortes que o público ia ovacionando.
No terceiro da noite, lidado pelo cavaleiro de Ourique, o cabo Manuel Almodôvar, mandou à cara um jovem e estreante forcado, de seu nome Bruno Fialho, e em primeira ajuda Augusto Silva. Após algumas dificuldades na reunião, o toiro seria pegado à quarta tentativa com as ajudas a carregar e a corrigir algumas imperfeições nas tentativas anteriores. Credite-se a este jovem forcado, toda a sua garra e determinação. E porque o cabo entendeu, pensamos, dar oportunidade aos mais jovens elementos do Grupo, coube a Guilherme Santos a tentativa de pegar o último da noite: também aqui a garra e o querer estiveram presentes na actuação deste jovem forcado: Com algum nervosismo, foi duas vezes à cara, não recuando da melhor forma; caso o tivesse feito, podia ter consumado à primeira tentativa. Nota alta para Rodrigo Chaves que esteve “em su sitio” a dar primeiras na consumação da pega.
Muita coisa terão ainda de aprender e corrigir, quer o Bruno Fialho, quer o Guilherme Santos, aliás, como muitos outros elementos do grupo, mas demonstraram-nos, não obstante a sua falta de experiência, muita coragem, humildade, determinação e respeito, valores essenciais para quem quer pisar as arenas vestindo uma jaqueta de forcado. A vida é feita de uma aprendizagem constante e assim sendo, não faltarão oportunidades para ganhar técnica e saber.
Avizinha-se o mês de Agosto e com ele corridas de responsabilidade para o Grupo: As expectativas são altas, mas caberá a todos os elementos do Grupo, forcados actuais, forcados antigos, familiares, amigos e acompanhantes, manter e reforçar esta auréola fraterna que desde sempre tem envolvido o Grupo de Forcados Amadores de Beja.
Continuando com o mesmo querer e determinação, acompanhar-vos-emos sempre !
Para Monte Gordo e para Beja ….. Sorte moços !
Um abraço do Joaquim Estevens
25.07.2010

Corrida de Entradas

quinta-feira, 22 de julho de 2010

A fardação para a corrida de amanhã vai ser no Monte de Nossa Senhora, entre Aljustrel e Castro, pelas 19 horas e 30 minutos.

Atenção aos atrasos

quinta-feira, 15 de julho de 2010

Farda procura-se!

Quem tiver a farda do Riki diga!


Obrigado
GFABEJA

sexta-feira, 9 de julho de 2010


quarta-feira, 30 de junho de 2010

Fotos do treino - Fotso de Nuno Cirne

segunda-feira, 21 de junho de 2010







Embora em tempo de pausa, devido ao interregno/ abrandamento do ritmo nos espectáculos tauromáquicos, mas para que possamos conviver com todos os que habitualmente nos acompanham, bem como com os antigos forcados do grupo, o Grupo de Forcados Amadores de Beja, tem o prazer de convidar a todos os seus amigos para assistirem ao treino que se irá realizar no próximo dia 27 de Junho de 2010 (Domingo).
na Herdade do Monte Velho, onde pasta a ganadaria Brito Paes.
O treino terá inicio pelas 8h30m e devido ao calor não haverá ATRASOS
O treino será seguido de uma sardinhada
Será assim com imenso gosto que esperamos a presença de todos para partilhar de um dia de convívio com o nosso Grupo.
Até Domingo!
Grupo de Forcados Amadores de Beja
(Para que possamos fazer uma festa á sua medida agradecia que confirma-se a sua presença)
Confirmar para:
919750520 ou 965852431
UM ABRAÇO

terça-feira, 15 de junho de 2010

Corrida de Aljustrel. Fotos de Nuno Cirne

segunda-feira, 14 de junho de 2010

Corrida de Aljustrel, por - Joaquim Estevens

CORRIDA DE ALJUSTREL 2010
Pelo terceiro ano consecutivo, se deslocou o Grupo de Forcados Amadores de Beja, à vila mineira de Aljustrel, integrando o cartaz da tradicional corrida de toiros da Feira do Campo Alentejano. Presentes os cavaleiros João Moura e Tito Semedo e a amadora Verónica Cabaço e para a lide apeada o novilheiro Vicente Forero: repartiram as pegas os grupos de Cascais e Beja.
Com a Primavera a ameaçar despedir-se chorosa, casa com bom nível de lotação e sob a direcção do antigo bandarilheiro António Barrocal, lidaram-se toiros de Varela Crujo, que no geral tiveram presença e comportamentos aceitáveis, não causando quer aos toureiros quer aos forcados situações de maior embaraço.
Por combinação entre si e devido a compromissos do cavaleiro de Ourique, coube a Tito Semedo abrir a corrida que tanto no primeiro como no quarto da tarde, teve actuações de bom nível, que o publico se encarregou de sublinhar com merecidos aplausos.
O maestro João Moura, como é seu hábito, toureou e encantou na vila das pirites: Esteve bem e com aquele à vontade e saber que lhe conhecemos, distribuiu a ferragem da ordem com arte levando a emoção às bancadas em qualquer dos toiros que lhe tocaram em sorte.
Ao Grupo de forcados amadores de Beja, coube a tarefa de pegar os toiros lidados pelo cavaleiro de Monforte, tendo o cabo Manuel Almodôvar, chamado à função, respectivamente os forcados Tiago Graça e Luís Eugénio (Leiria).
Tiago Graça concretizou à terceira tentativa com o grupo a carregar no momento da reunião: nas duas tentativas anteriores, não conseguiu suster devidamente a investida do toiro que se arrancava solto e com bastante pata não se deixando tourear, dificultando a reunião, tanto ao forcado da cara como a quem tentava ajudar, Rui Saturnino e Álvaro Sampaio.
O forcado Luís Eugénio, cumpriu à primeira tentativa a sua missão: Não sendo tipicamente um forcado de caras, saltou à praça disposto a não facilitar: Não obstante, algo descomposto à frente do toiro, tendo-lhe deixado a cara ligeiramente destapada, entendeu-se bem com o animal, tal era a sua determinação e vontade, como bem se entendeu todo o grupo, que neste particular se fechou e ajudou de forma eficiente e coesa.
Não nos compete a nós entrar aqui em pormenores muito técnicos sobre as prestações de Tiago Graça ou de Luís Eugénio: achamos isso sim, que são merecedores do nosso aplauso e louvor, pela coragem e dedicação demonstradas, já que são dois forcados de coração grande, que não hesitam em “pôr a carne no assador” como se viu e que poderão certamente em futuras ocasiões ser uma garantia de polivalência, rodando nos vários lugares que formam o conjunto para a pega. Como atrás se refere, não nos compete a nós discutir aspectos técnicos ou as deliberações do cabo Manuel Almodôvar, mas arriscamo-nos a afiançar que ele quis dizer à aficion e aos acompanhantes do Grupo, quem tem gente à altura e o grupo está firme e com alma para defender a sua jaqueta com valor e brilho.
Antes de escrevermos este pequeno apontamento sobre a corrida de Aljustrel 2010, fomos rebuscar as nossas memórias de 2009 e 2008: Confessamo-nos satisfeitos porque tanto este ano como nos anteriores, a passagem do Grupo de Beja pela Vila mineira foi louvável e tem merecido atenção positiva da crítica.
Numa altura em que se multiplicam os ataques à Festa, não podemos deixar de louvar a autarquia aljustrelense, pela forma simpática e digna como a ela se associou, prestando homenagem pública a uma família ganadeira que muito tem dado à tauromaquia: Com uma cerimónia simples mas cheia de significado, foi atribuído, pela Câmara Municipal o nome do ganadeiro António Lampreia à praça de toiros. Associámo-nos ao evento e tal como logo na altura, daqui felicitamos a Câmara por tão nobre deliberação e endereçamos à família Lampreia vivas saudações de agradecimento por tudo o que têm dado à festa brava.
Há um ano, recordamos, terminava assim a Crónica da corrida de Aljustrel: “A temporada de 2009 está já em marcha, anunciando-se corridas de responsabilidade: Estamos certos que o grupo saberá, como até aqui, mostrar o seu valor, arte e bravura, sempre com aquela dignidade e respeito a que já habitou a aficion. Estaremos convosco!”. Porque não perdeu a sua actualidade, terminamos o apontamento deste ano, substituindo unicamente 2009 e colocando 2010.
Sorte moços ……. Um abraço do Joaquim Estevens

domingo, 13 de junho de 2010

Fotos de Aljustrel

sexta-feira, 11 de junho de 2010

Corrida de Aljustrel, 12 de Junho


A fardação para a corrida de Aljustrel
vai se realizar na casa do Rui Saturnino, em Aljustrel, ás 14:oo horas.
Atenção aos atrasos

Tiago Graça no seu melhor "Soltem a Parede!"




terça-feira, 8 de junho de 2010

Palavras do nosso elemento João Palma "Cascais" - "Em Defesa da Festa Brava"

Por: João Pereira Palma


Numa época em que a tradição tauromáquica está a ser fortemente atacada por activistas radicais dos direitos dos animais, precisa de ser defendida a todo o custo, sob pena de se perder uma das mais importantes e vincadas tradições do nosso povo.
É curioso observar que os maiores opositores deste nosso costume são, por norma, pessoas distantes da realidade rural e portanto distantes dos próprios animais, o que provoca uma intriga - como é que alguém pretende atacar algo que não conhece?
No entanto, aqueles cujas vivências estão intimamente ligadas à tauromaquia, tendem a interpretar as corridas de toiros como um culto ao animal e uma demonstração de profundo respeito pela sua nobreza e bravura, fazendo com que se preserve a sua natureza e as suas características únicas.
Do ponto de vista humano, que é considerado universalmente um valor soberano em relação a todos os outros, a festa brava é motivo de união intra e inter-familiar, onde se cultivam os mais puros valores, como a amizade, valentia e solidariedade. Valores estes que vão sendo transmitidos entre gerações e são sustento emocional de muitas comunidades, criando um sentimento de pertença entre os seus membros.
Assim sendo, é fácil de perceber que, para além de ser uma tradição auto-identificativa do povo português, a tauromaquia é extremamente benéfica do ponto de vista humano, exactamente por transmitir ideais intrinsecamente positivos e congregadores da comunidade.
Quem quer acabar com a nossa festa, diz-se “amigo” dos animais (embora nunca tenha conhecido a sua essência), mas então, justifica-se por isso ser inimigo das pessoas? É provavelmente devido a atitudes como esta, a que infelizmente assistimos diáriamente, que estamos a atravessar uma época de acentuada crise de valores, onde a solidariedade e a partilha começam a ficar de fora do nosso dia-a-dia.
Defendam a cultura, ela faz parte do nosso património e é um espelho do mundo real: ensina-nos a lidar com a vitória e a derrota; a alegria e a tristeza; a vida e a morte, não tendo o homem o controlo sobre todos os factores, estando inevitavelmente exposto a imponderáveis. Existirá melhor escola de valores do que esta?


by: http://naturales-tauromaquia.blogspot.com/2010/06/naturales-do-leitor-quem-nos-le-tem.html